quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vens de Negro

Vens de negro, moves o teu corpo quais elegantes notas numa pauta, fazendo melodia… as minhas mãos, insolentemente tremem, as tuas, deselegantemente riem…
Esquartejas o ar com as tuas longas e decididas pernas, …que estranho bailado este, perante os meus pobres olhos, bailado que me confunde o espírito, mas que é um deleite para a alma!
 
Ainda dançamos ???
 
Confundes-me, quero partir mas não consigo, não me consigo mover, estou preso, estou conscientemente preso a ti, ao teu feitiço, ao feitiço da tua dança, ao feitiço das tuas pernas na dança. Parece-me bem que enlouqueço, não sei se por falta de forças, se apenas pela ausência de razão...
Vens de negro, por fora, não por dentro, aí, nesse recanto interior que é a tua consciência, és toda cor, toda uma só cor, uma cor forte de carregada paixão.
Ainda as tuas pernas, outra vez as tuas pernas, de novo e sempre as tuas belas e longas pernas, peço-te, suplico-te, abraça-me forte, deixa-me sentir, num longo e sôfrego inspirar, o cheiro a calçado novo de pele, que deles emana…

1 comentário:

  1. jOÃO , MAIS UM BELISSIMO POEMA ,EM QUE O AMOR SEMPRE ESSE ETERNO AMOR ,TE TRANSCENDE , TE DEIXA LOUCO ,MAS EM SILÊNCIO... O AMOR É LINDO ....MAS FAZ SOFRER ......MUITO
    JINHOS
    MINÔ

    ResponderEliminar