segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ex - clamação




Tu e Eu! Paixão!


Não Sofrimento! Não dor! Amor!

Ternura! Prazer! Emoção!

Alegria! Harmonia! Corpos desnudos! Intenso incenso! Calor!

Tu e Eu! Nós! Paixão!

Não Agonia! Não Indiferença! Loucura!

Magia Sim! Indiferença Não! Mão no Corpo! Corpo na Mão!

…por fim, só a bonança! Ternura!

…na boca, repenicado beijo molhado, dado ao som sofrido tremido, mas culto do fado… nossa vida… nossa, de amor, canção!

Carta de Amor Terceira


De Dentro de mim, 17 de dezembro de 1914

A vida
 

Cá estou meu amor, sempre e só no mesmo lugar… os dias são a cópia exacta do dia anterior, e as noites também! Quer dizer, com raras excepções…

…está tudo calmo, aproveito o pouco que ainda há de vela… que é simetricamente igual ao que esta noite, neste abrigo, haverá de luz….

…a tua foto está a ficar esbatida, são as humidades deste buraco, ou então, da transpiração quando empunho a arma e corro, corro para a vida, semeando à minha frente a morte….

Sabes meu amor!

Pôs-me a pensar se tu, ai, em casa, no nosso lar, que por agora é o teu e meu coração, consegues imaginar o que seria a minha vida sem ti!?

E como seria a minha vida antes de ti?

É claro que este é um pensamento que me assola apenas e só desde que te conheço…

… tenho a noção que o meu antes, era o de alguém que caminha de forma sistemática, constante, mas sem rumo… perdido!? Não sei!?

Tu sabes bem, meu amor, de que o sentido da vida é por certo do mais difícil de definir. A vida é tudo e, em contraponto pode ser nada!

Há coisas que tiram o significado à vida, e outras, meu amor, que é o próprio significado de viver a vida!

A chama, não da vida, mas da vela, começa a extinguir-se, tenho de ser breve, quero que esta missiva parta até ti amanhã….

Assim eu pergunto: e tu? O que serás?

Pois te digo que se a vida é ar, tu és então o ar que respiro!

Se a vida é luz, tu és o sol que me guia!

Se a vida é amor, tu serás o amor em si, para mim!

Mas se a vida, como dizem por ai, é Deus, então, de forma séria e solene, ajoelho-me perante ti, porque então tu és o meu Deus! Logo, uma razão mais do que legitima para amar e viver, com intensidade, a vida, esta nossa, minha e tua vida!

Antes que se apague de vez a vela que esta noite não vela…

Um beijo, deste sempre teu, numa trincheira qualquer.

Amo-te

 

Juiz e júri deste anticristo e inquisitório tribunal!



Não quero insistir! Estou, de certa forma, caído, proscrito e desanimado!
Há alturas na vida em que temos de respeitar o vermelho… o STOP! Parar!

Deitar, com muito desprezo, para trás das costas, o “bem maldito” passado,
um passado inquisitório dorido sofrido, que não nos deixa fazer o melhor do mundo… amar!

 Assim, todos os quadros que vejo e revejo, histérico e em agonia, mentalmente!
Todos os pesados, porque acorrentados, pesadelos que tenho noite e dia, na vida,
deixam-me um trapo farrapo, sem cor nem amor, de rastos, põem-me doente!

Assim estou eu, com a alma escancarada, muito mais que nua… totalmente despida!
 Contudo, és tu quem de forma déspota me dá, cospe e sentencia o veredicto final!
Sim, és tu! Aquela que faz o xeque-mate neste xadrez, fonte da minha dor e ansiedade!
És carrasco de raios e corisco, juiz e júri deste anticristo e inquisitório tribunal!

 Contudo, e fatidicamente assim é, sei que te amo mais que muito… perdidamente…
..sei porque sinto as lágrimas de sangue por mim, sem nobreza, a escorrer!
Desisto! E apesar da tua fértil e feroz crueldade, não o faço voluntariamente!
Apenas o faço, porque embora já sem ramificações sensoriais, morto estou! Ainda assim, a sofrer!


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Até sempre Zé Soares!


Até sempre Zé Soares!

Amigo! É assim, como estás na foto, que eu quero e me vou recordar de ti!

Como Cristão, sei que hoje, a tua partida, significa para mim que te juntas a Deus.

E que por isso, terás a vida Eterna. E terás a vida Eterna num lugar muito especial Zé! No coração de cada um de nós, é ai que é o céu, é ai que as pessoas vivem para sempre!

Como Socialista, a dimensão da perda é de tal monta, que não há adjectivos que qualifiquem a minha dor e a dor de tantos e tantos que te amávamos, confiávamos e admirávamos!

Não sou mais que ninguém, mas o peso da dor também me pesa.

Perdi num só dia, três pessoas:

                 O Colega Zé, do meu Curso e Ano da Faculdade, colega dos momentos sérios e das nossas tertúlias de “dois maduros” numa faculdade cheia de gente Jovem.

                O amigo Zé, decorrente do Colega da faculdade,

                E o Camarada Zé Soares, Socialista de sempre.

Até sempre Zé! Só tenho pena de não te ter podido dizer uma coisa, que eu acho que todos os socialistas, em particulares os de Coimbra pensam, mas que te deveriam ter dito.

És um Histórico do Partido Socialista, e esse estatuto, alcançaste-o ainda em VIDA!

Do teu Colega, Amigo e Camarada

João Ramos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A vida é mesmo assim, partimos quando temos de partir...


A vida é mesmo assim, partimos quando temos de partir, a MORTE não escolhe sexo, credo, cor de pele, status social, filiação política, profissão.
A vida é mesmo assim, e quando algo de grave acontece, e acabamos por sair ilesos… é uma segunda oportunidade, mas pode haver uma terceira uma quarta, e há quem não tenha nenhuma, porque a morte é muito Romana, muito  “VENI VIDI VICI” (chegar, ver e vencer).
Na verdade, todos os dias, deixam o mundo dos vivos pessoas de todas as idades, para mim, e é apenas a minha opinião, a conversa da “segunda oportunidade” não me convence numa leitura ligeira. A chamada “segunda oportunidade “, só me convence num sentido, o do despreendimento da sovinice.
Ou seja, repensar as prioridades, ficar agarrado ao dinheiro…poupar, poupar, poupar (quando se pode, agora não é tempo disso), e não se vive…não se compra aquela roupa, aquele carro, aquele gadget da moda porque é supérfluo… e de impulso, porque há o mito recorrente de se dizer: “morreu de repente”, saímos de cena do palco da vida, e o dinheiro fica cá todo…todo… Ah! Mas podem dizer os mais cépticos que o carro, a grande casa, os gadgets… também cá ficam…sim claro, mas pelo menos, seja pelo tempo que for, “curtimos” os mesmo…
…a segunda oportunidade para mim só faz sentido porque se sente uma enorme felicidade em adquirir ou fazer coisas apenas e só PORQUE SIM, e porque temos a consciência de que não somos nada, e que o nosso contrato é por TEMPO DETERMINADO.

Não estou a fazer a apologia de queimar todo o “guito” que se têm, fica sempre bem uma reserva, mas não tem de ser, à escala, uma reserva federal… e viver vidas vazias… e a sonhar como ficaria bem aquela roupa, aquele carro, aquele desnecessário telemóvel, ou exibir o top dos laptop ou tablet….

Todos isto porque quis fazer uma singela homenagem ao actor Bruno Simões. Não porque seja noveleiro, até porque ele fazia muito e bom teatro, mas sim porque me cativo como estudante boémio de Coimbra numa das primeiras novelas de sucesso da TVI, filmada em Coimbra de nome, presumo, “Olhos de Água”, mas também porque com 41 anos, é-se uma criança ainda, e porque era um tipo divertido e porque espero que ele tenha “curtido” a vida, tem cara de que sim, mas nunca se sabe.
Porque nunca sabemos se temos a segunda ou terceira oportunidade, não digo para cometerem todas as loucuras, mas as que puderem…sim, façam-nas.
Como disse um outro actor Português, António Feio, que também já nos deixou: NÃO DEIXEM NADA POR FAZER, NEM NADA POR DIZER.
Ou então, tudo se resume a um “CARPE DIEM” (Aproveite o dia)!

Porque “MORS CERTUM EST” (a morte é certa)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

António Costa - A minha Opinião!


Que me perdoem os meus camaradas, mas somos um partido plural, e como tal podemos e devemos dar e partilhar a nossa opinião.

E esta noite, quando me preparava para adormecer, uma ideia que há muito me segue, ganhou mais força.

Sou leal ao nosso Secretário -Geral, não tenho dúvidas disso. No entanto, neste momento, parece que sinto em mim que o PS seria uma força politica mais credível e forte, com mais perfil para a governação, caso a liderança estive-se num homem forte, sem receios, e que tem feito o trabalho que tem feito em Lisboa, como o António Costa. E sim, consigo ver nele um bom Primeiro-Ministro.

Acho que está na altura de avançar. Sou leal ao atual secretário-geral, mas falta qualquer coisa, alguma afirmação, e algum peso, mas pode ser apenas impressão minha. mas na verdade, chegada à altura, sei que não sou o único a pensar assim. A pensar em ANTÓNIO COSTA como alguém válido para liderar o PS e o Pais. É uma personalidade credível.

E não me venham dizer que agora não é altura para falar nisto… é sempre altura de falar naquilo que achamos ser melhor, não para mim, nem para um manter um lugar no partido, mas sim pelo meu país.

DE LUTO PELA EDUCAÇÃO


Em relação à tragédia que se abateu sobre a classe dos professores, aqueles que são um dos elementos fundamentais na formação e educação de cada cidadão, sendo que cada cidadão dá mais ou menos rendimento ao seu pais, conforme, entre outras coisas, aquilo que aprendeu nos bancos da escola, por essa inestimável legião de homens e mulheres que formam os nossos jovens. Eu quase que arriscaria a dizer que em muitos casos, há quase que uma co-tutela, e em alguns casos, por desleixo dos pais, uma tutela inteira. De repente, perto de 40.000, ao fim de ñ muitos anos, estão sem trabalho, certo!? Sim, eu sei, o Estado não tem de dar emprego a todos os professores que se formam, mas PORRA ó sua BESTA-QUADRADA de NUNO CRATO (e disse besta quadrado porque o senhor é da área das matemáticas), só agora é que não fazem falta? Andaram, muitos, durante 5, 10, 20 ou mais anos a “tocar acordeão”?

V.ª Ex.ª e o seu governo é são corja de pulhas, conseguem o milagre infame da “não necessidade de professores”, colocando 30 alunos em salas preparadas para 20. Deitando matérias ou disciplinas abaixo! Quando nós sabemos que o saber “não ocupa lugar”!

NUNO CRATO, és uma besta que se vendeu ao status político, um MERDAS insensível, vales menos que Judas que traiu Jesus por trinta (obrigado Eugénia) moedas de Prata (obrigado duas vezes Eugénia)! Mas tinha de ser, para que Jesus fosse crucificado e morresse pelos pecados dos Homens! E tu vendeste-te por quanto NUNO CRATO? E salvaste quem???? 40.000? Para o desemprego?

A verticalidade deveria estar acima de tudo, para quem foi professor de matemática, para quem foi presidente da Associação de professores de matemática, para quem criticou tanto as politicas de governo sobre o ensino, e és tu, NUNO CRATO, que nem Judas te posso chamar, quem esquarteja os seus PARES? …. ah! Fez-se luz, és tão medíocre e previsível, e eles já não são os teus PARES, os PROFESSORES, agora tu és MINISTRO (SINISTRO)! Os teus pares são agora os correligionários do governo.

A coisa está negra, Já agradeci ao BOMBEIROS que lutaram e lutam nos incêndios, e que têm sido ostracizados e menorizados pelo pode político!

Já agradeci aos elementos das forças de segurança, que com ordenados e condições miseráveis vão cumprindo o seu dever!

Hoje agradeço aos professores, aos que me ensinaram a mim e aos que não me ensinaram, mas ensinam os meus filhos!

Nem sei que vos dizer PROFESSORES, cuja grandiosidade esta no próprio nome. Sinto-me como num velório, onde não sabemos nunca o que devemos dizer aos familiares de quem parte.

- Por quem Choras JESUS? Por Portugal! (texto sem conotações religiosas, apenas metaforicamente

 

- Por quem Choras JESUS?
- Por Portugal!
(texto sem conotações religiosas, apenas metaforicamente)

 
…de subliminar já não existe nada neste pais, nem a vergonha! Mais valia refundar o Reino...etc etc… etc…porrada nos espanhóis…etc…etc descobrimentos….etc…etc…porradas em napoleão…. e chegarmos ao 25 de Abril, e começar de novo...mas levando na memória os erros do passado!

... é que a culpa não é só dos políticos, a culpa também foi sendo de cada um de nós que se foi alienado de muitos direito de cidadania, entre eles, já não falo do voto, o de fiscalizarmos a governação....  e é claro… em TERRA de MUITOS CEGOS, quem tem tido OLHO...tem, ou têm sido Reis.... só que não vão nus nem saem nus ... quem vai mais do que nu, somos nós..

…olhe para nós Sr. Presidente… Sr. Primeiro-ministro e Srs. Deputados, ou só se lembram dos ventre-ao-léu, do povo, quando das eleições??? Claro que sim….claro que sim… mas vocês sabem que nos deixamos iludir…
…somos um formigueiro descontrolado… e a formiga mestra, que não governa mas tem influência…esta em belém, resguardada… não diz nada… é de fato uma múmia…decididamente! Não me merce respeito, o cargo sim, a pessoa não….

…olhe para nós Sr. Presidente… Sr. Primeiro-ministro e Srs. Deputados... a maioria dos portugueses já andas de cueiros ou cuecas, pois o que havia para apertar de cinto já se apertou, e as calças caíram, e como temos de andar para a frente...as calças ficam para trás...

...Que me perdoem os meus amigos...mas muito se falava em corrupção no período do Estado Novo, ainda bem que agora não há! Muito se falava nas grandes famílias privilegiadas...e grupos económicos favorecidos... ainda bem que agora isso não acontece!

... meus caros, antes e depois do 25 de Abril que andamos subliminarmente a ser SODOMIZADOS, por aqueles que nos deveriam governar, proteger e manter um pais estável para vivermos o dia-a-dia, mas estes SODOMIZADORES, a maioria, 99%, não vai a tribunal, e os poucos que vão, sabemos o resultado...isto não é demagogia...

...como disse João Paulo II, e cito " a maior e mais perigosa forma de pobreza, é a de espírito!" E assim tem sido, ano após ano, eleição após eleição, partido a seguir a partido, condenação ou absolvição duvidosa de políticos corruptos e que tresandam a peculato...mas conseguem ser reeleitos... o que também significa que há quem por MASOQUISMO, goste de ser SODOMIZADO...

…como diz um brejeiro ditado popular… “andamos com os tomates a bater na laje…”, e quando achamos que nas cúpulas não imaginação para nos carregarem mais…pura subestimação, lá sai mais um coelho da cartola…desta feita da cartola do Passos, mas os anteriores não são impunes!

..o regabofe é tanto, que o importante é que para combater a evasão fiscal, vamos ter de exigir o ticket do café que tomámos… mas o combate ao peculato… dentro do aparelho de estado, fica para depois… não duvido que a razão fosse a de que muitos ativo dos diversos partidos, fossem inundar as nossas prisões…

… como fez furor e lançou os gato fedorento: “eles falam falam mas não dizem nada…”, eu sei que eu e muitos falamos e escrevemos, não já nada de novo dizemos…

…escrevemos como quem arrota, para aliviar o ar do estomago, por comer demasiado depressa… aqui, por levar “por tabela”, tanto, tão mau em tão pouco tempo.
 
… se o tempo voltasse para trás seria diferente? Mesmo carregando na memória os sucessivos erros? Claro que não! Não precisávamos de voltar ao 25 de Abril ou ao 25 de Novembro (para mim muito mais importante), bastava que quem tomasse conta do pais, fizesse um pouco menos de COCÓ que o anterior, e hoje isto não seria tão lamacento e tão escorregadio…
…há quem diga que Portugal bateu no fundo…treta, nós conseguimos ir sempre um pouco mais além… para o bem e para o mal.

“Rezam as crónicas de que um dia, Jesus caminhava na galileia, e encontrou um cego e perguntou-lhe porque este chorava, e este respondeu-lhe que o fazia porque era cego, Jesus replicou e disse que há solução para tudo…mais adiante, num outro lugar da galileia, Jesus encontrou um paralítico, e perguntou-lhe porque chorava, e este respondeu-lhe que é porque era paralítico, não podia andar, mas Jesus replicou e disse que há solução para tudo, e curou o paralítico que passou a andar… mais adiante, já quase no final do dia, jesus encontra uma família a chorar…e pergunta-lhe porque choravam, responderam em CORO: -  Senhor, somos portugueses…! Jesus, em silêncio, sentou-se e chorou com eles…”

… começo, por desespero, a querer chorar também… nenhum de nós merece estas consecutivas traições que aqueles que nos representam, têm e vão continuar a ter, para aqueles que os elegem..com o devido respeito, entre a ironia e o sério, junto-me a partir deste momento à família portuguesa (todos nós) e a Jesus, no carpir, no chorar…

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Carta de Amor Segunda


De Dentro de mim, 12 de Setembro de 1914

Minha querida!

 Hoje escrevo-te por amor, sobre o AMOR!

Tu sabes a minha opinião sobre quem tenta definir o amor…acho que é gente que perde tempo a tentar explicar uma das poucas coisas que eu acredito que não têm explicação… graças a Deus!

Mas não posso deixar de pensar no que é isso do amor, e do quão difícil é, pelo menos, tentar quantificar o mesmo… sabes! Já não sei o que me faz mais confusão, se a impossibilidade de explicar o amor, se elo menos fazer entender ao outro, neste caso a ti, o quanto te amo…

O que é isso do AMOR? Apenas uma palavra!?Acções!? Ou ambas as coisas!?

Mas como podemos nós, simples mortais, demonstrar a alguém o amor? Esse amor? O nosso amor?

É pois certo que o sentimos, e como tal, nós, os fiéis depositários desse amor, sabemos que ele existe, e que é verdadeiro, e que é grande, e que é eterno…até terminar… mas… e para o outro? Sim, como vai a pessoa amada (tu), saber que a amamos? Como a amamos? E o quanto a amamos?

O amor, meu amor, é coisa que não se vê, sente-se, certo? Mas como o fazer sentir?

Como eu gostaria que o amor, o meu amor, não fosse tão subjectivo como é!

Correcção! Aliás, não é apenas o meu amor que é subjectivo e abstracto! Todos os amores do mundo o são!

Sabes! Mais fácil seria o amor poder ter uma forma! Eu sei, parece uma ideia surreal, mas imagina…e se tivesse também uma cor? Mais rosa, ou mais vermelho carregado… seria bom, daria para ver que há amores de formas muito peculiares, e também de cores muito diferentes e até quem sabe, cores estranhas...pois pensamos no vermelho como a cor legítima, natural do amor, tal como citei anteriormente, mas imagina que o meu amor por ti é também verde!? Sim, verde esperança, esperança de que seja duradouro, de que possamos ser felizes até à eternidade e mais além!

Como seria o meu AMOR por ti?

Pois digo-te! Na sua forma seria um grande e confortável sofá, salpicado elegantemente de vermelha paixão e verde esperança! Esperança de que a paixão do vermelho não se esfumasse…

Acho bem que te prepares! Um dia, quem sabe, ao chegares a casa, tens estacionado à porta uma carinha de mudanças, com uma grande e preciosa encomenda, aliás, duas grandes e preciosas encomendas, o teu sofá de avermelhada paixão e verde esperança, e nele, comodamente sentado, eu! (que humilde te sai…..)

No fundo, seria apenas uma das muitas formas de gritar bem alto aquilo que tu sabes… AMO-TE!

Por hoje é tudo!

Quem sabe te escreva amanhã. Ou não!

Teu!

domingo, 9 de setembro de 2012

SEGREDO DE ESTADO

PARTILHEM!!!

Noticia de última hora!!!!!!



...
Finalmente consegui entender a política de MERDA que este governo PSD/CDS anda a fazer.
Face à contingência de, em sede de gabinete de primeiro-ministro ou de ministro onde as ditas ideias são inventadas, e posteriormente apresentadas em conselho de ministros, e do fluxo enorme de MERDA entre o intestino e o crâneo (não digo cérebro para não ofender o que na cabeça destas besta não existe), todos os gabinetes foram remodelados.
Assim, em primeirissima mão, e face aos meus contactos nas secretas (pouco), consegui uma foto única, exclusiva do gabinete do primeiro-ministro, sendo que as versões dos ministros não têm assento e encosto em pele.
É daqui, eu reforço, a partir daqui, meus amigos, portugueses e portuguesas, que SOMOS (des)GOVERNADOS.
Assim se entende melhor a política de MERDA e assasina que este governo está a realizar. Mais ainda, é uma política de cú ao léu, eu reforço, UMA POLÍTICA DE CÚ ao LÉU, pois há que arrear as calças e assentar o ministerial cagueiro, para aquele assento, o que, mais uma vez, o meu pensamento dedutivo, me diz que para além de uma política de MERDA, é também uma política de CÚ ABERTO, aberto à Troika, à Alemanha, e a outros especuladores que ganham com a nossa necessidade.
Uma política de MERDA e de CÚ AO LÉU, ou seja, a DESCOBERTO, mas eu peço, assim de uma forma muito humilde o seguinte:
Governo PSD/CDS, sr.º (zinho) primeiro-ministro, se quer Governar desta forma, "be my guest", esteja à vontade, mas governe assim para si, para sua casa, ou como disse no seu infame escrito no facebook, a pensar no futuro dos seus filhos... pois de certeza que não está a pensar no futuro dos filhos dos outros portuguêses. Se v.ª ex.ª quer governar de CÚ aberto, com os seus parceiros, NÓS, OS PORTUGUÊSES, CIDADÃOS CONTRIBUINTES, não queremos VIVER ASSIM, de de CÚ a CÉU ABERTO.

O cidadão
João António Dias Ramos.
Contribuinte


PS: a minha opinião aqui não é a posição mandatada de ninguém por ninguém do partido ao qual pertenço, é a minha opinião como cidadão, nada mais!
Mais informo que sou inteiramente responsavêl individualmente, cível ou criminalmente pelo que escrevi!

Porque o faço?
Lembro-me da frase de um amigo, camarada e fonte de inspiração de estar na política com valores morais e ética ao qual respondeu, sobre a razão de uma candidatura sua, da seguinte forma:"Porque Sim!"
Eu fi-lo aqui e agora apenas e só PORQUE SIM!
porque tenho o direito de brincar com quem brinca com o povo, de achincalhar quem achincalha o povo, e eu, como muito, sou do POVO!
Disse!

sábado, 1 de setembro de 2012

Porque a vida é também ela feita de um hoje sim! Amanhã? Talvez não!


Porque a vida é também ela feita de um hoje sim! Amanhã? Talvez não!

E como seria enfadonha uma vida perfeita?! Sem um pequeno e dissonante contratempo!?

Uma vida em banho-maria, um grande nada simplesmente! Um suspiro sem graça! Um abreviado lamento!

Mas tanta dor… porra pá! NÃO e NÃO!

Em mim, hoje, aqui e agora, tudo é negro denso, perturbante e assustador, ominosa escuridão!

O coração? Esse acha-se enlodado num luto! E eu de fumo negro no braço, porque levo solenemente, hoje, a enterrar um amor, que paradoxalmente ainda está, em mim, demasiado vivo!

A noite e a insónia são as minhas únicas companheiras, nesta marcha desacompanhada para o interno panteão!

Em desespero, ainda te estendo a mão, meu ainda amor, como um homem-menino, perdido! Mas não te encontro, nem a ti, nem a ninguém…

…será este meu “bem te querer”, o meu sepulcro?

De joelhos, rezo-te no quintal, onde todas as flores, uma a uma, paulatinamente, de forma sincronizada, foram tolhendo…. quiçá de compaixão!?

Espaço outrora viçoso, que das muitas lágrimas por mim vertidas, se transformou em pestilento pantanal!

Aos ombros, encolhidos tolhidos pela vergonha e dor, carrego em esforço a “urna tumba caixão ausente”, que em solitário cortejo fúnebre, levo agora mesmo a enterrar num “jazigo que jaz” algures no meu coração!

Bela és!


 

Bela és! Como as manhãs frescas de verão que antecedem um dia e fim de tarde Zéfiro, brisa quente!

Belas és! Como o algodão doce de rosa cor, que brinca nas mãos irreverentes de uma criança!

Bela és! Como o branco-pérola de uma e todas as nuvens de sonho que viajam, de forma suave, e à deriva, por sobre as nossas cabeças!

Bela és! Com a elegância do bater das asas da mais bela e rara ave! És Fénix, mil vezes renascida, mil vezes perfeita, amada, desejada e querida!

Bela és! Como tu própria! Referência sacro-sagrada de um “igual a ti mesma”! Arquétipo? Não! Apenas modelo em constante reformulação!

Bela és! E que não fosses, bela serias para mim, peregrino no amor, caminhante errante, indigente, pedinte carente de amor, com um ramo de flores belas velhas e secas, na ponta mirrada dos dedos, das já trémulas, calejada e encardidas mãos!

Bela és! E que não fosses, bela serias para mim! Simplesmente porque te vejo, sonho e vivo, como cavaleiro sem escudeiro ou brasão, nem montada, numa interminável cruzada a esse lugar mais que “Graal” sagrado, que é o teu coração!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Diz-me que sim! Que assim será!


 

Diz-me que sim! Que assim será!

Diz-me que este MEU e TEU, ou simplesmente “NOSSO” amor jamais irá findar!

Diz-me que sim! Que assim haverá de ser!

Diz-me que esta paixão louca, divinamente ensurdecedora jamais irá ter um fim!

Diz-me que sim meu amor! Suplico-te… diz-me que assim, para a eternidade será!

Diz-me que sim! Diz-me que será como sempre foi!

…silêncio…

…os minutos sepulcrais, perante a tua majestosa e pretoriana presença, acossam-me a dor, espevitam a dúvida, cauterizam-me a alma… não consigo sequer deglutir, perante semelhante muralha hediondamente intransponível, a minha escassa saliva!

…cruel é esse silêncio Morfeu teu! Críptico!

Confesso… pelas Chagas Sagradas d’Ele, que me sinto a desfalecer perante a impenetrabilidade na tua concha, que vai para além do hermeticamente aceitável….

Peço-te, imploro-te, rogo-te, clamo-te e mendigo-te encarecidamente, pela Virgem de todas as Marias Mães, por todos os Anjos e Santos do céu, e dos restantes anjos menores que em desgraças ardem no inferno, proscritos anticristos, que não me deixes… nem que seja, pelo menos, sem uma palavra….

Algo de mim, nesta exasperante delonga, vai morrendo! Acode-me! Se não por amor, por misericórdia… por caridade e esmola, a mim, eu que almejei que algures, no teu mausoléu negrume, em que se tornou o outrora vermelho de amor coração, havia jazigo para o meu eu, que já foi teu, que foi nosso… onde pudesse repousar em paz!

…remeteste-me ao eterno purgatório dos que amam sem retorno, daqueles que antes amantes foram, e acreditavam que para um amor tão grande não existia tempo, lugar nem mundo… suficiente!

…ser Humano é acreditar que o amor é eterno e vai para além da tumba funda!

Não te viver é sofrer, pelo que, ou Amar-te! Ou morrer!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ver o nosso mar sem ti!




Vou ver o mar sem ti… ver aquele mar que queria nosso, mas que hoje, acaba por ser apenas e só, somente meu…

…não só guardo eternamente  um lugar teu no meu coração, como o teu espaço do mundo nosso, da interceção das bolas de sabão da vida de cada um de nós…que hoje termina!

…mas olhando para o mar, guardo neste banco, por amor, o teu lugar, onde me irei sentar e falar contigo, sobre amor, em silêncio, mesmo sem a tua presença, pois não estando, estarás sempre lá.

Olho agora para o céu, e vejo claramente duas bolas de sabão que sobem, parecem unidas, olho bem…e agora já não… voltaram a ser duas bolas distintas…sem partilha, sem interceção…

…foi apenas o fim de um sonho de amor, não de uma ilusão!



PS. Dedicado a todos o que sofrem por amor, valentes homens e mulher, que não desistem de o encontrar!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Inverosímel amor!


Rasga-me com a tua ironia!

Dilacera-me a alma com todo esse teu inverosímil e muito pouco provável amor!

Bela és… mas cruel! Se antes era eu folha grossa de cartolina, depois de ti, apenas folha pobre mascada e amassada… menos que pasta celulosa!

Pega-me fogo! Já de nada sirvo! Já de nada te sirvo! És perigosa pirómana…pois facilmente incendeias a libido dos mais incautos!

Que me morra eu como o fogo! Sem oxigénio, sufocado no teu beijo vedante e letal!

Estou néscio, ajoelhado, porém, sem fé, apenas e só por uma burlesca devoção… a ti, minha senhora e dona; rainha; madonna mandona… vergado pela deliciosa chibatada do teu impetuoso chicote vibrante, dilacerante nas minhas carnes… que se quedam, contudo, sem marca nem mácula… carrasca refinada, por mim querida…por mim execrada… ébria confusão!

…que bizarro é este nosso não amor, onde se conjugam “antónimos” como dor e amor! Quero-te já! E agora já não! Breve! Dá-me e tira-me a tua mão!

Isto não é nem pode ser amor!? Nem tão pouco apenas ilusão!? Será desejo de castigo? Porque apenas ai, quiçá, encontre eu a mais suprema e sublime satisfação!?

Poema de Amor sem nome!


Amo-te! E amo, de igual forma, a forma pouco formal com semicerras os teus olhos quando me beijas… nos meus sonhos!

Amo-te! E não encontro, nem desejo encontrar as razões e repostas para tal…pois seria explicar o amor, e isso, apenas o tornaria vulgar…

Amo-te! Respiro-te! Preciso-te! Sou de ti carente, um indigente sentimental, que apenas quer abrigo de amor, que te quer apenas e só por isso e para isso…para te amar…

Amo-te! Agrilhoado, algemado e de um nu muito despido… na alma e coração! Nu e no corredor do amor, contudo, feliz, porque assim tem de ser o amor, o verdadeiro amor, como sentença de perpétua prisão, ou tudo ou nada, menos do que isso…obrigado mas NÃO!

Amo-te! E amo de igual forma, a forma pouco formal como semicerras os teus olhos quando à noite, acredito eu, me deseja e amas... nos teus sonhos!

Cartas de amor!


Cartas de amor!
Quem nunca repetiu: - amo-te; amo-te; amo-te…uma infinidade de vezes!?
Se são ridículas? Talvez! Mas não a mão de amor que as escreve…
… na minha ingenuidade, creio mesmo que são elas, muitas vezes, apesar de ridículas, a chave mais certa que abre ou encerra um coração!

Carta de Amor Primeira


Carta de Amor Primeira

Dentro de mim, 04 de Julho de 1914

Minha querida!



Como gostaria que te visses como eu te vejo... com os meus olhos…

Que sentisses o mundo à tua volta fazendo uso dos meus sentidos, mas que na essência, jamais deixasses de ser tu! Poderias então, dessa forma, avaliar o que penso e sinto quando te olho…

Como gostaria que o meu coração fosse, por alguns momentos, umbilicalmente ligado ao teu e que nesses breves momentos, sentisses o meu pulsar por ti… quando te sinto e olho… taquicardias do amor….

Como gostaria que as tuas mãos por momentos fossem as minhas, poderias, assim, sentir o quanto já te quero e amo, pela forma terna e intensa como no meu pensante te toco, te guardo, te acarinho!

Na verdade, apenas num hipotético momento onde o teu “TU” fosse o meu “EU”, te levaria a entender e a compreender a pureza, e porque não, a dimensão deste meu mais do que embrionário amor… porque tudo o resto que te possa dizer, será sempre uma muito pálida e enevoada imagem do que penso e sinto em mim…por ti!

Muitas são as coisas mensuráveis e explicáveis na vida… o tempo, o vento…o frio e o calor, a força das marés… e muitas as lógicas e formas de medição, mas nenhuma delas, feliz ou infelizmente, consegue medir ou explicar o amor, este meu já amor maior por ti!

Porque o amor não se explica, sente-se, vive-se, gota a gota até ser fonte… e nesse momento singular, o que sinto por ti será perene!

Que estoicamente todas as cartas de amor continuem a ser ridículas, mas sempre e só, com e por causa do amor!




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Bacantes no palácio… e Nero a harpear! (POEMA ERÓTICO) - PEM

 Recordo-me de ti, de mim, de nós, mas com mais empenho, no meu eu ali sentado e prostrado aos teus pés, como deve sempre ser…
Como que pecador, sem redenção, à espera do teu último acto de amor, o perdão! Mas não é isso que procuro, quem sabe, não busco o contrário? O saboroso e delicioso gosto do castigo, punição, amor paixão forte, profunda entrega…enfim, tesão…
Tu permaneces imóvel, parece-me, do fraco angulo que te vislumbro, que o teu rosto é moldado por uma sagrada cera de abelha…pois tens a tez num misto de amarelo dourado…
… apenas te cobre um branco véu, que esconde, num só caminho, as tuas generosas ancas, dois lugares: uma descida aos infernos, portanto…pura paixão! E uma vertiginosa Ascensão, por ser sagrada, aos céus, portanto… puro Amor!

…para onde quero eu viajar? Não sei!? Tem dias! E hoje não sei que dia é, embora, deleitar-me-ia que este dia, e todos os restantes dias da minha sublime vida de servo teu, fossem vividos em permanente viagem entre o céu e o inferno, entre a paixão e a tesão, entre a ternura e a libidinosa dor…
E ali está, e ali permanece, por vontade própria, O MEU EU, sentado e prostrado aos teus pés, vestido apenas com uma pelicula de suor másculo e intenso, inebriante… de tal forma que as muitas abelhas da tua corte zumbem de prazer…não as vejo, mas consigo escuta-las, sei que algumas…muitas…buscam no seu íntimo, o íntimo prazer, mas tu…tu não, tu continuas superior, envolta no teu véu, com esse rosto de estatua de cera, não de uma cera qualquer, mas sim de uma sagrada cera de abelha… exclusiva de uma rainha!
…lá fora Roma arde, e consigo escutar o louco harpear do teu amante de monetária conveniência…Nero, esse louco…
…dentro de mim, apenas penso que faz todo o sentido que Roma, cidade das grandes orgias e bacanais arda, pois para mim Roma é e sempre foi o anagrama de Amor, que é o que sinto por ti, no meu peito cidade, que são as artérias do meu coração…Roma...Amor!
O priapismo há muito que toma conta de mim… - um desperdício! Traduzo eu do zumbido das tuas camareiras bacantes, mas tu permaneces imóvel, “castigante”, nada te consigo ler, e não é porque esteja sentado e prostrado aos teus pés, apenas e só porque permaneces morbidamente imóvel, fria na expressão do rosto, mas quente na derme…
…Roma arde lá fora, o Amor, esse arde em mim, bem cá dentro, bem lá no fundo…
… e de repente, sem que nada o fizesse prever, quando menos espero…e quando o zunido loucamente enlouquecido das tuas abelhas camareiras bacantes aumenta de forma ardentemente assustadora, estremeces, o teu rosto de cera ganha outras expressões, colocas a tua mão sobre o teu colo e soltas um –ai que morro! Profundo! São apenas breves segundos… mas intensos!
Por delicadeza, presumo eu, deixa que o teu véu toque levemente o meu íntimo... que em nano segundos  solta a sua profícua e fecunda carga…que contudo, não apaga o fogo que consume Roma, nem tão pouco abranda o febril ardor no meu coração… Amor…
… algures no seu palácio, Nero, o Incendiário, continua a harpear… e Roma a arder… as famintas labaredas tomam contas dos nossos aposentos, as abelhas camareiras soltam zumbidos de morte, é tão somente dilacerante para mim escuta-las, mas nem eu, nem tu, minha Rainha, nos movemos, e acabamos tomados pelo lânguido fogo… e temos uma segunda morte…agora, nos braços de Morfeu…

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Amar pode ser...

Amar pode ser uma pequena palavra,

mas uma palavra que tudo nos diz!

Uma semente pequena mas brava,

que me faz querer ser feliz!



Amar pode ser um pequeno gesto, um olhar,

um pequeno grande toque no coração,

que me faz querer viver e sonhar,

que me faz sentir aquele…hummm… de louca emoção!



Amar pode ser uma pequena e leve brisa!

Um pequeno e simples sentir!

Uma pequena lágrima que cristaliza,

ou simplesmente ser algo que de tão grandioso que é, apenas não

sei definir!

Apenas mais um escrito, sem interesse, sobre ANJOS!




Quem és tu meu Anjo?

Que vêm e perscrutam os teus olhos?

Que auscultam atentamente os teus ouvidos?

Como sentes, as coisas do mundo terreno, nas tuas mãos?

Qual o cheiro da tua boca? E do teu íntimo? Embora me tenham dito que os Anjos não têm

sexo…tu tens!?

A que saberão os teus lábios? Serão suculentos? Os teus Beijos?

O que pensas quando te deitas? Qual o teu primeiro pensamento quando acordas? Dormirão, por ventura, os Anjos?

Qual a tua cor preferida…depois do branco celestial?

Qual dos nomes, do teu nome, é que gostas mais? Tens tantos….

Gostas mais da praia ou de campo? Depois do céu…claro!

E o que mais te agrada: um banho rápido? Ou um banho quente e perlongado? Às vezes, porque sou tonto, e quando te penso, acho que gostas de ambos, mas fazes lavagens a seco, numa lavandaria qualquer do paraíso, para não estragar as tuas asas…

Qual o teu perfume preferido?

E a música que mais te deleita?

E o teu prato predileto, ou não gostas de prato algum, pois não comer, é mesmo o teu regime dietético?

Mas afinal, e depois de tudo isto, responde-me Anjo… afinal, quem és tu?

Que eu tanto amo…!

domingo, 17 de junho de 2012

Poema de amor Breve para um Amor Eterno!




… tivesse eu direito a outra vida e não pediria
 mais do que aquilo que já tenho… um grande
amor por ti!

 João Ramos

Sabes porque o faço Mário Ruivo? Porque SIM!


A noite anterior, e o dia seguinte!

É para mim, em particular, este preciso momento em que escrevo, um momento de grande emoção, apenas e só, porque em certas ocasiões podemos captar a alma e a essência, boa ou má de um ser humano.

Sabes Mário, ontem, quando cheguei a casa, recordei uma palavras que escrevi, imagina tu, numa caixa de medicamentos, para que hoje, como agradecimento, te as pudesse escrever. Assim o fiz, mas não minto, decifrar, hoje, tornou-se um bravo acto de Paleografia, mas consegui, e no final, serão para sempre tuas.

Em primeiro, quero dizer-te, embora para alguns seja um chavão, de que TU ÉS RESPONSÂVEL POR AQUELES QUE CATIVAS! Sim, todos conhecemos este excerto do PRINCIPEZINHO, mas que se adapta a ti, para que nunca nos esqueças, desde o mais anónimo ao mais conhecido por ti, pelo que, depois de ontem, e hoje, continuas a ser responsável por cada um de nós, e por cada voto que se registou em teu nome.

É que repara pá, embora a partir de hoje seja nosso dever estar com o Camarada Coimbra, sobretudo pelo nosso PS, eu continuo, e muitos continuaremos “filiados” na Graciosa Legião da Politica Honesta (GLPH), que tu fizeste renascer em Coimbra. Sabes, pá, contigo voltei a sentir orgulho em ser socialista, não sou centro esquerda, mas sim esquerda, e aprendi contigo, nestes tempos, que efectivamente isso tem algo, para não dizer muito, de romântico, obrigada pelos ensinamentos da esquerda humanista.

Mas a razão deste meu escrito é outro, e que quero dele dar noticia e testemunho a todos os militantes, sejam de um lado ou do outro. Ontem, como me competia, fui dar um abraço ao Mário (SEMPRE FIDELIS), e à minha querida amiga Susana, e a uma determinada altura, em que mais um camarada dava um abraço ao Mário, e a dar-lhe o que todos lhe quisemos dar, um reconforto político, este, da forma mais natural, humilde e espontânea, que tantos conhecemos, este disse, eventualmente sem saber, com a voz emocionada, que o que o preocupava, naquele presente momento, e peço toda a vossa atenção, não era a derrota, essa já tinha passado, a sua dor maior, nesse momento, era o debilitado estado, e cito: - do meu amigo Zé Soares! A murmurar disse: -atrasou os tratamentos uma semana por causa da campanha! Como que a culpar-se a si próprio, por saber que naquele momento, o nosso camarada e amigo Zé, estava algures, em sofrimento e dor, sem puder festejar uma vitória, ou apoiar numa derrota! … e o seu rosto fechou-se numa tristeza que me bateu no peito com a força de 1.000 toneladas, calou-se, e afastou-se sozinho para um canto.

Escrevo isto, amigos e camaradas e não posse deixar de sentir os olhos humedecidos, quer pela nobreza do Mário, quer pelo meu/nosso amigo Zé. Pois eu estava ali, e só amigo de longa data do Zé, e colega de curso, e não dei por falta dele. Mas o Mário deu, e deu-me uma lição de vida.

Obrigado Mário por me deixares ter caminhado ao teu lado, se assim o permitires, irei continuar a faze-lo, estou aqui, hoje e agora, e espero continuar a estar para o que for, como te disse, sem saberes, marcaste de cada um de nós, duas coisas: de que é possível haver um político com políticas honestas, e fundaste no coração a Graciosa Legião da Politica Honesta (GLPH), à qual pertenço, não se pagam quotas, mas tem mais sedes do que o próprio partido em si, pois são os nossos corações!

Para terminar, e porque me disseste que o teu ciclo tinha acabado, eu não concordo, e espero que muitos como eu também não concordem, e espero que os que lerem estas minha palavras, o escrevam e tu transmitam como eu. Não, o teu ciclo ainda não terminou.

Para ti Mário:

No conhecimento, no ensinamento, na coragem de nos darmos aos outros, de forma gratuita, descomprometida sincera e sentida, de sermos e vivermos para o bem-estar da comunidade, respeitando sempre todos, os mais sábios e as tradições, Mário, o céu não é o limite, podemos e devemos ir sempre mais além.

Tu tens de ir mais além, não só por ti, mas por todos nós, que acreditámos e acreditamos em ti.

Bem haja Camarada Mário

Do teu amigo sincero e camarada.

João Ramos

Militante de base 28800