domingo, 19 de novembro de 2017

“Inspiracional” tormento.


Confinado estou ao meu vazio e obsoleto pensamento,
sem qualquer vislumbre de um mote para inspiração.
Será eterno este vazio criativo? Ou apenas um momento?
Amarrado estou! Guardar papel e caneta na gaveta, parece a solução.

Estéril está a veia que antes criava a todo o instante e tempo.
Igualmente estéril está, no que toca ao amor, o meu coração.
Que fazer? Se nem a mais pequena estrofe nasce! Falta-me o sentimento!
Olho à minha volta e de facto, ausente estou de qualquer emoção.

Nada mais triste, para quem a escrita é vida, alma, ar ou alimento,
do que a folha alva, imaculada, sem escrita, é mesa sem água ou pão!
Preciso de sentir amor, amar e gritar, paixão louca, pois é esse o fermento,
caso contrário, só me resta, como lutador perdedor, desistir, deitar a toalha ao chão!

Abro a gaveta, retiro o papel e caneta, inspiro-me, uma e outra palavra, grão a grão,
sem bem saber o que pode ou não nascer, escrevo livre, e ao sabor livre do vento.
Recordo o teu último beijo. É ele o motor deste renascer? Se assim for, outros se lhe seguirão,
quer poemas quer beijos, quer motes para outras odes e canções, e terminar com este vazio de inspiração. Que cesse o “inspiracional” tormento.


PS: Por ser uma palavra inventada, "inspiracional" encontra-se entre aspas.


sábado, 18 de novembro de 2017

La faute? C'est de l'amour, bien sûr! (Escute a música enquanto lê)

Parce que vous continuez à être...pour moi, la plus belle pour aller danser... parce que mon cœur vous appartient...parce que vous êtes mon jour et ma nuit...parce que vous êtes le tourbillon serein ...parce que vous êtes ma dame et maîtresse ... en même temps...parce que vous êtes mon Alpha et Omega... parce que tout commence et finit en vous...  parce que je vous aime ... aime ... et le renforcement ... je  vous aime.
Un après-midi serein ... mon grand et unique amour
Nous dansons?
orchestre ... accords ... avance ...
La salle de bal est la nôtre. Seulement pour nous.

Moi et toi!



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Deixa-me ser!


Deixa-me ser os sapatos que calças!

O vestido que despes!

A roupa interior que te aconchega!

O batom que hidrata e enfeita de cor e festa os teus lábios!

A suave base que aperfeiçoa as tuas para mim já perfeitas imperfeições!

O eyeliner que vinca ainda mais o teu olhar que me desarma!

A meia de seda que sobe pelas tuas pernas e se fixa, provocantemente, diga-se, nas tuas coxas!

As gotículas de perfume que penetram a tua pele e se misturam com o teu odor natural. Mistura que me deixa ébrio e intensifica o meu líbido desejo!

Não me deixes, mas deixa-me ser qualquer coisa, porque por mais pequena que seja o que quer que seja que me deixes ser, é já ser o melhor de tudo, que é ser parte de ti.

sábado, 7 de outubro de 2017

Abraça-me forte e agora!

Abraça-me agora meu eterno amor, como se o mundo inteiro estivesse para explodir…
Abraça-me forte meu eterno amor, como se, e nunca se sabe, não houvesse um novo amanhã…
Abraça-me agora meu eterno amor, como alguém que tem hora marcada inadiável para partir…
Abraça-me forte meu eterno amor, como se os pilares invisíveis que sustentam a terra fossem ruir…

Abraça-me e deixa-me chorar, gritar como uma criança que sabe do que sofre, mas não consegue verbalizar…
Abraça-me, e deixa-me ter uma penosa, parva e quase pueril pena de mim, porque as doutas cousas de amor, têm tanto de bom como de ruim…
Abraça-me e nada digas, pois é no teu silêncio que encontro as águas calmas onde o meu coração se precisa de banhar…
Abraça-me forte, num abraço profiláctico, desmedido e sem fim, pois sofro dessa maleita chamada amor, daquele amor parvo e sem fim…

Eventualmente acabarei por me entregar aos braços de Morfeu, num sono tranquilo e sereno, como se mal nenhum houvesse neste mundo…
Tu, em vigília, mulher, minha mulher, forte és. E eu, num sono bem sono, sono profundo, sonho que algures numa realidade bela paralela, existe um mundo sem dor de amor, onde uma única placa de rua diz: -Bem-vindo seja ao lugar do amor nosso de todos os dias, o lugar do amor meu e teu!
… prende-me para sempre nesta terra de sonho, meu leal Morfeu! Assim é meu desejo, assim o desejo eu…

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Breves...

Gostava de me ter nos teus braços a fazer amor num instante infinito, e saber, com as certezas deste mundo e do outro que nasci para morrer de amor… por ti!

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Estranho reencontro


Sou Tu!
És Eu!
Que ninguém saiba, que ninguém nos leia… entenda… perceba!
Porque assim, desta maneira pouco formal, podemos ser únicos, molde primogénito… o “san graal”, o amor “pecado” original.
Agarro na tua… minha… nossa mão, como quem se agarra à vida, que está laça, como das mão de uma jovem criança escapa, deslizante, (em)baraço acima, a vida. Perdão… o balão!

Sim, foram belos esses dias, tempos idos vividos, bem vividos, nada de tempos perdidos… em que a juventude parecia um bem infinito, em que nos doíam as maças do rosto de tanto sorrir, em que saltávamos muros, campainhas tocadas à socapa e fugir… escondidos num rir… num abundante rir…
E depois aquele beijo… que mesmo depois de muitos, todos me pareciam ser e sabiam sempre como a ser o primeiro…

Passear de mãos dadas, foleiro mas lindo, e malta, tal era o amor, que a gente não “saía” nem “andava”… a malta até, vejam bem, namorava…
… e aquele dançar em slow… ? Épico momento… que bom… que bom, mesmo que por cada dez pedidos, para uma dança, nove e meio eram tampa certa, e tampa recebida, tampa que nos era dada… bem caladinha era guardada…

E hoje o reencontro inesperado. Nós aqui, por fim, e quase nada falamos, somos conhecidos, mas estranhos, e nesses segundos pensamo-nos…
O passado desfila na nossa mente, os corações alternam entre uma espécie de tristeza sã e uma alegria doente…

… que  segundo eterno, estamos petrificados, à nossa volta uma multidão de pessoas em modo congelado… e nós a reviver o passado… que é passado…
Poucas palavras trocamos… um beijo damos, sorrimos, seguimos e andamos…
Olho uma última vez para trás… e apenas nesse momento me apetece gritar e dizer-te: - Não vás!

Mas serei sempre Tu!
E tu, serás sempre Eu!
Apesar de tudo o que o tempo limpou e varreu.
Mas que ninguém saiba, que nunca ninguém nos leia… entenda… perceba!
Porque assim, desta maneira pouco formal, iremos ser únicos, molde primogénito… o “san graal”, o amor “pecado” original.

Sigo sozinho agarrado à tua… minha… nossa mão, como quem se agarra à vida, que está laça, como das mão de uma jovem criança escapa, deslizante, (em)baraço acima, a vida. Perdão… o balão!
Sim, foram belos esses dias, tempos idos vividos, bem vividos, nada de tempos perdidos…




sábado, 15 de julho de 2017

Hoje e sempre, tu em mim!


Pernoita-te em mim, hoje e sempre!
… em todas as noite da tua, minha, nossa vida… a dois!

Descansa-te em mim, hoje e sempre!
… como se não houvesse futuro, apenas o agora… o presente!

Confia-te a mim, hoje e sempre!
… com certezas, sem dúvidas, sem mentiras… ou ilusões!

Por fim… 
...ama-te através de mim, hoje e sempre!
… num abraço selado perpétuo, que estará sempre contigo… mesmo que eu me ausente!

15 de julho de 2017

03H15 AM

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Lição de desvirtudes para senhoras de bem em duas partes

Parte primeira: A Teoria.

Não se dispa!
Eles gostam de conjeturar sobre o que estará por baixo da sua primeira e depois segunda roupa…  antes de chegar à sua pele, à sua delicada e terna pele… assim o deseje!

Não perca a paciência!
Goste de se ver ir desnudando lentamente, as coisas não se “comem” em cru, provam-se até estarem “al dente” … assim o deseje!

Não se “quede sencilla”!
“Dress up and Make up” “como se fuera”, “the last day”, “de votre vie” … “l'ultima notte della vostra esistenza sulla terra” … ou tudo, ou nada, viver e morrer por amor…sim ou não…? Assim o deseje!

Não se apresse!
Saber esperar é uma virtude, a única que queremos e temos, o resto, somos líbido, luxúria, pecado paixão… assim o deseje!

Parte segunda: A prática.

Não se prive, enquanto mulher, de efabular!
Estamos aqui, eu e você, mais que trancados entre quatro sólidas e solitárias paredes… atire fora a chave e o medo, o receio, o que pensam os outros… galope para cima de mim, liberte-se do jugo social, esmague o medo de ser descoberta, roa o freio… “joder” é aqui e agora, e por agora, que se deve despir do puritanismo, e dessa coisa chamada de pecado, herança inquisitória judaico-cristão… senil preconceito… “assim o deseje!

Liberte-se!
Diga todos os nomes e palavrões que guarda há muito em si... traga ao de cima todos os seus silenciados fetiches, daqueles que em dias de lua cheia lhe dão febris febres, grandes calores, pavores, húmidas sezões…

Imponha-se!
Mostre a “mistress” mulher poderosa que é!
A porra do poeta Pessoa é que era um fingidor!
Faça desta noite o seu filme, com o seu “scipt”, seja a principal atriz, e eu, apenas um objeto de prazer, seu cúmplice, professor e serviçal ator!
Desta vez, pelo menos por uma só vez, seja o sinal mais nesta burlesca aula e encenação… ajoelhe-me, vergue-me, submeta-me para seu/meu/nosso prazer e deleite… aí…imponente nos seus saltos agulha, e eu, como uma criança bem-mandada e feliz… deliciosamente prostrada aos seus pés, e você, não sendo a mulher que os todos os homens querem que você e todas as mulheres do mundo sejam, mas sendo a mulher que esconde e escondem, porque neste momento e aqui, você manda, você existe, você é!
Fim da lição

03H25

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Um sussurro descuidado… orgasmo público consumido!


Um sussurro descuidado! E já pegado e colado estou à tua pessoa… adunado estou ao teu ouvido.
Lábios grossos lascivos, mas não proibidos… insistem em roçar o teu perfeito lóbulo auricular,
e assim, perto de ti, vejo claramente, no sombrio salão, que já não sou nem estou perdido!
E tu? Tu tremes, gemes e respiras ofegante! O meu rosto toca o teu, e sinto o mútuo arrepiar…

Um sussurro ousado, palavras insonoras, e um olhar não inocente para o decote por ti vestido.
Dedos discretos, mas libidos, tateiam a tua nuca, provocam-te, quero-te na cama, não num altar.
Olham-nos, mas para nós, estão cristalizados, só eu e tu, num momento público erótico desmedido,
deslizo a mão pelas tuas costas, provoco-te, contorces-te… é a arfante e doce tesão a chegar…

Um sussurro descarado, beijo molhado no pescoço dado, um eu e tu que se “encontram perdidos”.
Em esforço, manténs a postura, cruzas as pernas, tentativas vãs de travar o que está para chegar!

Discreta, colocas as mãos sobre o teu colo, o teu cotovelo, anuente, roça em mim: - ”Erectus initio ”.
Por fim o prazer, teu e meu, nosso (Senhor livrai-nos de todo o mal)!  Senti a tua controlada convulsão, vi as pernas já juntas, ainda mais a apertar… os mamilos a espetar, o teu cheiro bom de luxúria, a carnalidade… o teu arrepiar, um aiii… quase impercetível, apenas para mim audível, por fim, o teu corpo relaxa… orgasmo público consumido… e eu que só me levantei da minha mesa e passei pela tua para te cumprimentar…

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tempestade e uma história de amor por terminar!

Prostro-me no chão, cabisbaixo estou, sem esperança nem fé! Apenas de Joelhos no chão frio e enlameado!
O meu rosto? A esse, cubro-o, não de vergonha, mas para esconder as lágrimas de raiva intimamente minha e de dor…
…. porque naquela noite ímpar, de tempestuosa tempestade, a troarem os trovões dos trovões, senti-me honestamente amado,
como acredito que jamais em tempo algum, novamente assim o serei! Apenas eu e tu, a tempestade e o amor, um grande, grande amor!   

Por cima de nós não uma tempestade, mas sim, “A tempestade”, como que forjada apenas e só para nós, para aquele inolvidável momento!
Olhares nunca trocados, toques nunca antes sentidos? Beijo quentes, ora ávidos ora serenos, e por cima de nós, a tempestade, em coro, a entoar uma, de amor, canção!
Hoje, passada a tempestade, passado tanto e tanto tempo, apenas uma alegre triste memória, que se nuns dias me aquece, com a saudade, o coração, noutros, uma dor, um lamurio, um tormento!

Como amante atormentado, volto, ora em pensamento, e outras em corpo, a esse lugar de amor. Mas será por puro masoquismo? Ou evocativa peregrinação?
Não sei, mas sei que preciso, como ave migratória, de voltar uma e outra vez aquele lugar onde o amor, a par da tempestade aconteceu… recordar e chorar, chorar, sorrir e recordar…
Assim é a solidão do amante, a tempestade do século, como que encenada para nós, nunca mais voltou! A ti? Deixei-te partir… e estas palavras… que pesadamente escrevo, não são uma desculpa, são antes, isso sim, um penoso acto de contrição!

Há quem tenha nascido para viver grandes e cénicos momentos de paixão, que provocam verdadeiras cardiomiopatias de amor… que engrandecem e fazem crescer, em volume, o coração!  
Fico confuso e já não sei se o amor é uma bênção ou uma enfermidade? Se é mentira ou verdade, se poderoso feitiço e ilusão…ou algo corpóreo e real?
Amor, amor és fatal ou não?
Devemos enforcar-te em praça público em inquisitório auto-de-fé? Ou colocar-te, divinamente, num pedestal?

Ergo-me a custo do chão, mais cabisbaixo, com menos esperança e fé! Quanto mais aqui peregrino, mais me perco e fico baralhado!
O meu rosto? A esse, continuou a cobri-lo, não de vergonha, mas para esconder as lágrimas de raiva intimamente minha e de cada vez mais dor…
…. porque naquela noite ímpar, de tempestuosa tempestade, a troarem os trovões dos trovões, senti-me honestamente amado,
como acredito que jamais em tempo algum, novamente assim o serei! Apenas eu e tu, a tempestade e o amor, um grande, grande amor!  


Ao volante, de regresso a casa, ou ao acordar da viagem em sonho, repito para mim mesmo: - Ainda há Esperança João… ainda há esperança… nunca nada na vida é ao acaso, por acaso ou em vão!