sábado, 15 de julho de 2017

Hoje e sempre, tu em mim!


Pernoita-te em mim, hoje e sempre!
… em todas as noite da tua, minha, nossa vida… a dois!

Descansa-te em mim, hoje e sempre!
… como se não houvesse futuro, apenas o agora… o presente!

Confia-te a mim, hoje e sempre!
… com certezas, sem dúvidas, sem mentiras… ou ilusões!

Por fim… 
...ama-te através de mim, hoje e sempre!
… num abraço selado perpétuo, que estará sempre contigo… mesmo que eu me ausente!

15 de julho de 2017

03H15 AM

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Lição de desvirtudes para senhoras de bem em duas partes

Parte primeira: A Teoria.

Não se dispa!
Eles gostam de conjeturar sobre o que estará por baixo da sua primeira e depois segunda roupa…  antes de chegar à sua pele, à sua delicada e terna pele… assim o deseje!

Não perca a paciência!
Goste de se ver ir desnudando lentamente, as coisas não se “comem” em cru, provam-se até estarem “al dente” … assim o deseje!

Não se “quede sencilla”!
“Dress up and Make up” “como se fuera”, “the last day”, “de votre vie” … “l'ultima notte della vostra esistenza sulla terra” … ou tudo, ou nada, viver e morrer por amor…sim ou não…? Assim o deseje!

Não se apresse!
Saber esperar é uma virtude, a única que queremos e temos, o resto, somos líbido, luxúria, pecado paixão… assim o deseje!

Parte segunda: A prática.

Não se prive, enquanto mulher, de efabular!
Estamos aqui, eu e você, mais que trancados entre quatro sólidas e solitárias paredes… atire fora a chave e o medo, o receio, o que pensam os outros… galope para cima de mim, liberte-se do jugo social, esmague o medo de ser descoberta, roa o freio… “joder” é aqui e agora, e por agora, que se deve despir do puritanismo, e dessa coisa chamada de pecado, herança inquisitória judaico-cristão… senil preconceito… “assim o deseje!

Liberte-se!
Diga todos os nomes e palavrões que guarda há muito em si... traga ao de cima todos os seus silenciados fetiches, daqueles que em dias de lua cheia lhe dão febris febres, grandes calores, pavores, húmidas sezões…

Imponha-se!
Mostre a “mistress” mulher poderosa que é!
A porra do poeta Pessoa é que era um fingidor!
Faça desta noite o seu filme, com o seu “scipt”, seja a principal atriz, e eu, apenas um objeto de prazer, seu cúmplice, professor e serviçal ator!
Desta vez, pelo menos por uma só vez, seja o sinal mais nesta burlesca aula e encenação… ajoelhe-me, vergue-me, submeta-me para seu/meu/nosso prazer e deleite… aí…imponente nos seus saltos agulha, e eu, como uma criança bem-mandada e feliz… deliciosamente prostrada aos seus pés, e você, não sendo a mulher que os todos os homens querem que você e todas as mulheres do mundo sejam, mas sendo a mulher que esconde e escondem, porque neste momento e aqui, você manda, você existe, você é!
Fim da lição

03H25

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Um sussurro descuidado… orgasmo público consumido!


Um sussurro descuidado! E já pegado e colado estou à tua pessoa… adunado estou ao teu ouvido.
Lábios grossos lascivos, mas não proibidos… insistem em roçar o teu perfeito lóbulo auricular,
e assim, perto de ti, vejo claramente, no sombrio salão, que já não sou nem estou perdido!
E tu? Tu tremes, gemes e respiras ofegante! O meu rosto toca o teu, e sinto o mútuo arrepiar…

Um sussurro ousado, palavras insonoras, e um olhar não inocente para o decote por ti vestido.
Dedos discretos, mas libidos, tateiam a tua nuca, provocam-te, quero-te na cama, não num altar.
Olham-nos, mas para nós, estão cristalizados, só eu e tu, num momento público erótico desmedido,
deslizo a mão pelas tuas costas, provoco-te, contorces-te… é a arfante e doce tesão a chegar…

Um sussurro descarado, beijo molhado no pescoço dado, um eu e tu que se “encontram perdidos”.
Em esforço, manténs a postura, cruzas as pernas, tentativas vãs de travar o que está para chegar!

Discreta, colocas as mãos sobre o teu colo, o teu cotovelo, anuente, roça em mim: - ”Erectus initio ”.
Por fim o prazer, teu e meu, nosso (Senhor livrai-nos de todo o mal)!  Senti a tua controlada convulsão, vi as pernas já juntas, ainda mais a apertar… os mamilos a espetar, o teu cheiro bom de luxúria, a carnalidade… o teu arrepiar, um aiii… quase impercetível, apenas para mim audível, por fim, o teu corpo relaxa… orgasmo público consumido… e eu que só me levantei da minha mesa e passei pela tua para te cumprimentar…

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tempestade e uma história de amor por terminar!

Prostro-me no chão, cabisbaixo estou, sem esperança nem fé! Apenas de Joelhos no chão frio e enlameado!
O meu rosto? A esse, cubro-o, não de vergonha, mas para esconder as lágrimas de raiva intimamente minha e de dor…
…. porque naquela noite ímpar, de tempestuosa tempestade, a troarem os trovões dos trovões, senti-me honestamente amado,
como acredito que jamais em tempo algum, novamente assim o serei! Apenas eu e tu, a tempestade e o amor, um grande, grande amor!   

Por cima de nós não uma tempestade, mas sim, “A tempestade”, como que forjada apenas e só para nós, para aquele inolvidável momento!
Olhares nunca trocados, toques nunca antes sentidos? Beijo quentes, ora ávidos ora serenos, e por cima de nós, a tempestade, em coro, a entoar uma, de amor, canção!
Hoje, passada a tempestade, passado tanto e tanto tempo, apenas uma alegre triste memória, que se nuns dias me aquece, com a saudade, o coração, noutros, uma dor, um lamurio, um tormento!

Como amante atormentado, volto, ora em pensamento, e outras em corpo, a esse lugar de amor. Mas será por puro masoquismo? Ou evocativa peregrinação?
Não sei, mas sei que preciso, como ave migratória, de voltar uma e outra vez aquele lugar onde o amor, a par da tempestade aconteceu… recordar e chorar, chorar, sorrir e recordar…
Assim é a solidão do amante, a tempestade do século, como que encenada para nós, nunca mais voltou! A ti? Deixei-te partir… e estas palavras… que pesadamente escrevo, não são uma desculpa, são antes, isso sim, um penoso acto de contrição!

Há quem tenha nascido para viver grandes e cénicos momentos de paixão, que provocam verdadeiras cardiomiopatias de amor… que engrandecem e fazem crescer, em volume, o coração!  
Fico confuso e já não sei se o amor é uma bênção ou uma enfermidade? Se é mentira ou verdade, se poderoso feitiço e ilusão…ou algo corpóreo e real?
Amor, amor és fatal ou não?
Devemos enforcar-te em praça público em inquisitório auto-de-fé? Ou colocar-te, divinamente, num pedestal?

Ergo-me a custo do chão, mais cabisbaixo, com menos esperança e fé! Quanto mais aqui peregrino, mais me perco e fico baralhado!
O meu rosto? A esse, continuou a cobri-lo, não de vergonha, mas para esconder as lágrimas de raiva intimamente minha e de cada vez mais dor…
…. porque naquela noite ímpar, de tempestuosa tempestade, a troarem os trovões dos trovões, senti-me honestamente amado,
como acredito que jamais em tempo algum, novamente assim o serei! Apenas eu e tu, a tempestade e o amor, um grande, grande amor!  


Ao volante, de regresso a casa, ou ao acordar da viagem em sonho, repito para mim mesmo: - Ainda há Esperança João… ainda há esperança… nunca nada na vida é ao acaso, por acaso ou em vão!

domingo, 11 de setembro de 2016

AS VOLTAS DO FACEBOOK O QUE ERA E NO QUE SE TORNOU - BREVE REFLEXÃO



Acho que há uma série de gente estúpida que não sabe o que é o Facebook, eu estou também um bocado incluído nesse grupo, pois já não sei mesmo o que é o Facebook... sei apenas que no fundo começou pela ideia de amigos se encontrarem, já conhecidos entre si, e partilharem imagens, deles próprios essencialmente, evoluiu, e hoje é enorme, e as valências também cresceram, mas a base é a mesma, juntar os amigos que estão longe, ou perto, e publicar fotos... mas de quem?, Ora bolas, se o Facebook é meu, publico 90% de fotos de mim mesmo, ou de eu próprio com outras pessoas, e posso publicar uma por mês, ou cinquenta numa hora, o Facebook é mesmo isso, um "livro" [tradução livre] (neste caso digital), de rostos, embora eu possa mostrar ao mundo muito mais do que isso, desde que seja de mim. Publicar uma ou mil, se há narcisismo, não é na quantidade, é, graças a Deus, em procurarmos a melhor, as pessoas dentro da linha do dito "normal", não escolhem as que estão desfavorecidas, mas aquelas que as têm pinta, charme, glamour, mesmo que depois, para quem vê a mesma foto, aquilo seja o supra-sumo, ou uma coisa foleira (a estética é subjectiva).
Depois a lógica evoluiu, passou a ser uma página social, ou seja, quem leu os fundamentos, sabe que passou a ser uma página para se pedir amizade a quem não se conhece, mas gostaria de conhecer, tudo corria bem, até que, quem pede em demasia, é bloqueado, ou então perguntam: - Conhece mesmo a pessoa XCLMO?
Não Facebook, mas a miúda, a mulher ou a senhora é gira, linda, charmosa, apelativa e eu quero conhecer, se ela não quiser, elimina, e eu não deveria de ser punido por isso.
Isso é como eu ir de viagem, e não poder fazer amigos, numa "Trip" pela Europa, fixe é conhecer novas pessoas... e não vem ninguém dizer: - O Senhor está impedido de conhecer mais quatro Holandesas. Tem de esperar três dias até poder novamente (foda-se pá, daqui a três dias já estou na Ucrânia...).
Mas agora a subversão ainda é maior, porque a rede social para conhecer novos amigos, e ter os já amigos, não nos deixa ter ou procurar novos amigos, ou anexar quem já conhecemos, isto se não existir uma ligação de um amigo em comum...a quem já aconteceu isto? A mim já, em que conheço mesmo , mas mesmo ao vivo e a cores uma pessoa e o Facebook não me deixa pedir amizade, pois diz : - Você não tem amigos em comum.
Bom, mas é isto que temos, e se queremos temos de suportar as regras, que é uma forma chata de aceitar. Não vale a pena dizer nada.
E depois há aquelas pessoas que acham, pois fui dai que nasceu este post, que quem publica muitas fotos,  é um exagerado, mas se tem um que só publica uma, reclama, quando vê fotos novas, diz que é exibição, que são os Narciso, o tal do "Narcisismo", em pessoa, mas eu quero é que não seja o Narciso a morrer afogado ao olhar-se nas águas espelhadas, mas quem nos torra a paciência com isso e falsos moralismos.
Bom Fim-de-semana
Oremos Irmãos!

A desnecessária violência sobre algo que achamos ser diferente - Homossexualidade ou Heterossexualidade? Não importa, ambos são AMOR!

Violência sobre Homossexuais, algo detestável, sem sobra de dúvidas.
Aliás, quem o faz, por norma esconde uma homossexualidade reprimida, não todos, mas muitos sim.
Só que a homossexualidade não é uma doença, o amor que surge em cada um, é algo que vai surgindo com a pessoa, aos poucos, da mesma forma e tão natural como eu comecei a gostar naturalmente de mulheres, um colega meu de certeza que começou a sentir o mesmo por outro rapaz, ou no caso de mulher mulher, e isto é um processo natural, é o amor, o amor não escolhe o sexo de quem está do outro lado, nós não temos um saco preto com duas bolas de amor, e uma é amor hetero, e outra amor homossexual, amor é amor, Facto! Ponto!
E tal não é doença, doente é quem ainda ache que é anti-natura, um pecado, uma aberração... mas eles, esses ignorantes, têm a salvação e o céu garantido, pois como está escrito nas leituras sagradas: - " Felizes os pobres de espírito, pois deles será o Reino dos céus".
Bom, o ideal é ganhar um lugar no Reino dos céus por se ser bom, por se ser altruísta, respeitador...etc...etc...etc, e não porque se esta no limiar de se ser acéfalo...

terça-feira, 5 de abril de 2016

O Falo e o Stiletto





Não me entristece a tua partida … em surdina…súbita… sem aviso prévio…
… foste como chegaste, “presto”! Há coisas que são assim, fulminantes, mas não menos saborosas!
Foi estonteante, delirante, arrepiante, intenso, foi um repimpar de rir, de amor, com muito glamour e sexo… muito sexo… cansámo-nos, tu desmaiaste e eu fiquei ébrio…
… está em meditação a fálica arma… tu, desmaiada, repousas, e eu passo a língua pelos meus lábios, que antes bebericaram no teu triângulo privado, sabem-me (os lábios) a rosas…

…se tu repousas, a mim o sono não me vem, acordado fico, sozinho, e de Falo adormecido, é um nada, um vazio, um incontornável tédio!
Deleito-me a olhar-te, és curvilínea, de corpo robusto, és luxuria em forma de mulher, robusta, frondosa…
…e assim se ergue do nada o Falo: - Olha-me para ele recomposto e latejante! Ergueu-se como que por magia… após um aparente e inocente toque da tua mão, enquanto retomavas o mundo dos vivos… com o teu olhar que ora era inocente, provocante, néscio e até sério…
… sem que o previsse, e não estando eu à defesa, reviras-te, e num ápice nele estás montada, com um ar meio tonto e esgazeado… mas sempre estético, ou de de louca tarada... e cavalgas qual Valquíria…
… mulher! O quão deliciosa me saíste tu! Tomas o que achas ser teu, sem pedidos nem meias modas: – São assim,sussurras-me, meu querido, as boas e valentes fodas!

Acossou-me, confesso, essa tua linguagem  (in) pertinentemente ordinária, trouxe um picante para a mesa que nos servia de cama, o chão…
… se tu gemias, eu urdia, santa imaginação, agarrava-te pela nuca e chamava-te de cadela, tu gemias ainda mais, e em espasmos, olhavas-me e chamavas-me de vadio, de meu cão…
… já não era amor, já não era sexo, nem sexo com amor, era mais do que isso e até do que paixão, era algo épico que nunca tinha vivido até então, a foda das fodas, a tesão… de todas e de sempre, a maior tesão…
Senti-me feliz por ser, naquele momento, o teu “dildo” de eleição, levado ao extremo, levado a arrancar as nádegas do soalho, aquando de uma prolongada e deliciosamente dolorosa ejaculação, tombo cansado e inanimado no chão…

… não sei o tempo que passou, sei que foi o frio no meu corpo nu que me acordou, e não estavas tu, e não estando tu, não estava ninguém…
Sabes? Não me entristeceu a tua partida … em surdina…súbita… sem aviso prévio…
… foste como chegaste, “presto”! Há coisas que são assim, fulminantes, mas não menos saborosas!
Olhei para a sombria escrivaninha, e tinhas deixado um presente, a parte de ti, para mim, mais importante, minimalista? Sim! Mas o essencial, os teus elegantes "stiletto", altos, belos, imponentes, em pele… e tal como tudo o que esta noite se passou, em negro... em preto!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Negros pensamentos (Julho de 2002)


Não me parece que tenha amigos, nem tão pouco que goste de alguém!
Um insolente em caminhos perdidos, que quer ser tudo, com medo de não ser ninguém.
João Ramos

07 de julho de 2002

quinta-feira, 3 de março de 2016

Uma vida! Uma Missão (poema simples)



Todos temos, na vida, uma qualquer Missão!

Custe o que custar, temos de partir, buscar essa incumbência, esse fim!

Mas partir, bom, partir é uma dolorosa e difícil decisão…

Mas Missão de Vida é Missão, posso ir só, mas vou mesmo assim!

 

Gente há, apressada, na estação do destino, que ainda sobe!

Não tardará a soar o apito de Deus, perdão, do Chefe da Estação…

… será a Vida? Será a Carruagem? Algo sob os meus pés já se move!

Talvez toda a minha Vida mude… neste bater muito forte do meu Coração…

… porque sei que estou vivo, e porque como muitos outros, nesta mundo, tenho vida, tenho uma Missão!


PS: Dedico a todos aqueles que mais tarde ou mais cedo, ao revelar-se o seu destino, têm a coragem de tentar cumprir a sua Missão!

domingo, 27 de dezembro de 2015

… as estátuas também amam?

Não são as minhas nem as tuas lágrimas que importam, mas sim, a razão das mesmas brotarem em nós, de nós e por nós, incessantemente, dos nossos olhos…
...mas como que congeladas, paradas…

… lágrimas estas que jorram em jeito de monção, e se quedam, ora turvadas, ora cintilantes, no beirado dos nossos lábios … tudo, num misto de euforia, de  alegria pura, mas também dura, de uma realidade sentida e vivida… com enorme dor, talhada… cinzelada com comoção!

Estamos firmemente agarrados, amarrados, colados um ao outro… num hercúleo, do Olimpo, abraço … num desejado nó que não se desfaz.

Tão próximos estamos, que sendo dois, apenas sentimos um, e apenas um coração a bater…  pum pum… dois em um… pum pum… dois em um… e duas palavras ecoam nas nossas cabeças… verde esperança…  pum pum… verde esperança… pum pum… verde esperança…

… e porque quem espera, se umas vezes desespera, por vezes também alcança… pum pum… verde esperança…
...tem dias, contudo, que este bater, também magoa, também rasga e cansa…

… tentando não desfazer o beirado dos nossos lábios, que se encontra  transformado em Pia Sagrada de água salgada, de soslaio… olhamo-nos… o abraço continua firme, e o nó, de ontem para hoje apertara mais.

Creio que se dele nos quisermos desprender… (do nó) mas não o queremos fazer, assim nascemos, assim haveremos de morrer… mais ele nos vai prender...

… sem pensar, pensamos que não escolhemos este amor!  Sim, de facto não escolhemos assim um amor eterno, colado calado, que veio do nada, como que um amor “sem eira nem beira”…

PAUSA!

… fim urgente de pensamento e citação… quietos...ambos!

… subitamente, mas não inesperadamente, depois de um ranger de porta, de um abrir vigoroso de umas portadas, entra uma luz ofuscante, revela-se a nossa nudez…

…. olha-nos um homem! O tal homem! O mesmo homenzinho de sempre! De todas as manhãs.
Traja de avental, carrega maço e escopro na mão, e olha-nos, com ar de parvo génio, como se fosse a primeira vez…

… adormecemos então para a fantasia, e acordamos para a realidade, não somos mais que duas figuras numa só estátua, que supostamente representa o amor… eu e tu, duas figuras numa só, talhadas num pedaço monolítica de mármore, carregada de uma qualquer pedreira…

… frias por dentro e por fora… (penso)…sim? Não? Não sei, enquanto ajeito o avental, mas pergunto-me, enquanto pai, criador e escultor: - será que as estátuas também amam?
Não encontro resposta… eu sinto… e elas? Não sei, e é essa a minha dor!