sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ver o nosso mar sem ti!




Vou ver o mar sem ti… ver aquele mar que queria nosso, mas que hoje, acaba por ser apenas e só, somente meu…

…não só guardo eternamente  um lugar teu no meu coração, como o teu espaço do mundo nosso, da interceção das bolas de sabão da vida de cada um de nós…que hoje termina!

…mas olhando para o mar, guardo neste banco, por amor, o teu lugar, onde me irei sentar e falar contigo, sobre amor, em silêncio, mesmo sem a tua presença, pois não estando, estarás sempre lá.

Olho agora para o céu, e vejo claramente duas bolas de sabão que sobem, parecem unidas, olho bem…e agora já não… voltaram a ser duas bolas distintas…sem partilha, sem interceção…

…foi apenas o fim de um sonho de amor, não de uma ilusão!



PS. Dedicado a todos o que sofrem por amor, valentes homens e mulher, que não desistem de o encontrar!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Inverosímel amor!


Rasga-me com a tua ironia!

Dilacera-me a alma com todo esse teu inverosímil e muito pouco provável amor!

Bela és… mas cruel! Se antes era eu folha grossa de cartolina, depois de ti, apenas folha pobre mascada e amassada… menos que pasta celulosa!

Pega-me fogo! Já de nada sirvo! Já de nada te sirvo! És perigosa pirómana…pois facilmente incendeias a libido dos mais incautos!

Que me morra eu como o fogo! Sem oxigénio, sufocado no teu beijo vedante e letal!

Estou néscio, ajoelhado, porém, sem fé, apenas e só por uma burlesca devoção… a ti, minha senhora e dona; rainha; madonna mandona… vergado pela deliciosa chibatada do teu impetuoso chicote vibrante, dilacerante nas minhas carnes… que se quedam, contudo, sem marca nem mácula… carrasca refinada, por mim querida…por mim execrada… ébria confusão!

…que bizarro é este nosso não amor, onde se conjugam “antónimos” como dor e amor! Quero-te já! E agora já não! Breve! Dá-me e tira-me a tua mão!

Isto não é nem pode ser amor!? Nem tão pouco apenas ilusão!? Será desejo de castigo? Porque apenas ai, quiçá, encontre eu a mais suprema e sublime satisfação!?

Poema de Amor sem nome!


Amo-te! E amo, de igual forma, a forma pouco formal com semicerras os teus olhos quando me beijas… nos meus sonhos!

Amo-te! E não encontro, nem desejo encontrar as razões e repostas para tal…pois seria explicar o amor, e isso, apenas o tornaria vulgar…

Amo-te! Respiro-te! Preciso-te! Sou de ti carente, um indigente sentimental, que apenas quer abrigo de amor, que te quer apenas e só por isso e para isso…para te amar…

Amo-te! Agrilhoado, algemado e de um nu muito despido… na alma e coração! Nu e no corredor do amor, contudo, feliz, porque assim tem de ser o amor, o verdadeiro amor, como sentença de perpétua prisão, ou tudo ou nada, menos do que isso…obrigado mas NÃO!

Amo-te! E amo de igual forma, a forma pouco formal como semicerras os teus olhos quando à noite, acredito eu, me deseja e amas... nos teus sonhos!

Cartas de amor!


Cartas de amor!
Quem nunca repetiu: - amo-te; amo-te; amo-te…uma infinidade de vezes!?
Se são ridículas? Talvez! Mas não a mão de amor que as escreve…
… na minha ingenuidade, creio mesmo que são elas, muitas vezes, apesar de ridículas, a chave mais certa que abre ou encerra um coração!

Carta de Amor Primeira


Carta de Amor Primeira

Dentro de mim, 04 de Julho de 1914

Minha querida!



Como gostaria que te visses como eu te vejo... com os meus olhos…

Que sentisses o mundo à tua volta fazendo uso dos meus sentidos, mas que na essência, jamais deixasses de ser tu! Poderias então, dessa forma, avaliar o que penso e sinto quando te olho…

Como gostaria que o meu coração fosse, por alguns momentos, umbilicalmente ligado ao teu e que nesses breves momentos, sentisses o meu pulsar por ti… quando te sinto e olho… taquicardias do amor….

Como gostaria que as tuas mãos por momentos fossem as minhas, poderias, assim, sentir o quanto já te quero e amo, pela forma terna e intensa como no meu pensante te toco, te guardo, te acarinho!

Na verdade, apenas num hipotético momento onde o teu “TU” fosse o meu “EU”, te levaria a entender e a compreender a pureza, e porque não, a dimensão deste meu mais do que embrionário amor… porque tudo o resto que te possa dizer, será sempre uma muito pálida e enevoada imagem do que penso e sinto em mim…por ti!

Muitas são as coisas mensuráveis e explicáveis na vida… o tempo, o vento…o frio e o calor, a força das marés… e muitas as lógicas e formas de medição, mas nenhuma delas, feliz ou infelizmente, consegue medir ou explicar o amor, este meu já amor maior por ti!

Porque o amor não se explica, sente-se, vive-se, gota a gota até ser fonte… e nesse momento singular, o que sinto por ti será perene!

Que estoicamente todas as cartas de amor continuem a ser ridículas, mas sempre e só, com e por causa do amor!