quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

APARENTAS SER MAS NÃO ÉS


Toma o meu corpo!

Possui-me por inteiro, sou teu e de outra forma não sei já viver.
Dilacera-me a alma!

Mortifica-me docemente com os teus dedos húmidos de prazer.

Encarcera-me o coração!

Não quero viver livre, nem tão pouco sentir a luz, antes a tua doce escuridão e o teu fétido cárcere.

Corrompe-me o espírito!

Faz de mim uma besta lasciva e pecaminosa, pior do que aquela que já sou!

Rasga-me o peito, fere-me, marca-me de dor profunda ou nada serás na minha vida, quem sabe, apenas um demónio menor, nunca o diabo que te carregue e eu rindo-me nas tuas costas.

Linda…

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