sábado, 2 de junho de 2012

Não sou poema sou desabafo…divagação, sobre o amor, relógios, carris e uma estação!



Na vida tudo tem o seu tempo, o seu momento, o seu sentido!

O que tem de ser, a ser, um dia será!

De nada adianta querer chegar mais cedo, a carruagem parte sempre e impreterivelmente à hora marcada, nem mais minuto, nem menos minuto, as suas portas abrem-se exactamente na mesma proporção de tempo…

…pelo que não devemos, neste combóio do amor, chegar tarde, pois só iremos encontrar, para além de uma estação vazia, ferrugentos carris, e olhando nós, para um lado e para o outro, apenas carris para o infinito, como que marcas profundas que atravessam de forma dilacerante o nosso coração, mas que já não trazem nada, nem levam a lugar nenhum!

Se um dia o amor me acontecer, quero, desejo e espero, ardentemente, ser como um relógio, Tica-Tac dos mais puros, dos suíços, daqueles que nem se atrasam, nem se adiantam, que nos fazem estar no lugar certo, pela hora certa, sendo que esse lugar, és tão simplesmente tu!

E quem serás, ou já és, TU?


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