domingo, 17 de junho de 2012

Poema de amor Breve para um Amor Eterno!




… tivesse eu direito a outra vida e não pediria
 mais do que aquilo que já tenho… um grande
amor por ti!

 João Ramos

Sabes porque o faço Mário Ruivo? Porque SIM!


A noite anterior, e o dia seguinte!

É para mim, em particular, este preciso momento em que escrevo, um momento de grande emoção, apenas e só, porque em certas ocasiões podemos captar a alma e a essência, boa ou má de um ser humano.

Sabes Mário, ontem, quando cheguei a casa, recordei uma palavras que escrevi, imagina tu, numa caixa de medicamentos, para que hoje, como agradecimento, te as pudesse escrever. Assim o fiz, mas não minto, decifrar, hoje, tornou-se um bravo acto de Paleografia, mas consegui, e no final, serão para sempre tuas.

Em primeiro, quero dizer-te, embora para alguns seja um chavão, de que TU ÉS RESPONSÂVEL POR AQUELES QUE CATIVAS! Sim, todos conhecemos este excerto do PRINCIPEZINHO, mas que se adapta a ti, para que nunca nos esqueças, desde o mais anónimo ao mais conhecido por ti, pelo que, depois de ontem, e hoje, continuas a ser responsável por cada um de nós, e por cada voto que se registou em teu nome.

É que repara pá, embora a partir de hoje seja nosso dever estar com o Camarada Coimbra, sobretudo pelo nosso PS, eu continuo, e muitos continuaremos “filiados” na Graciosa Legião da Politica Honesta (GLPH), que tu fizeste renascer em Coimbra. Sabes, pá, contigo voltei a sentir orgulho em ser socialista, não sou centro esquerda, mas sim esquerda, e aprendi contigo, nestes tempos, que efectivamente isso tem algo, para não dizer muito, de romântico, obrigada pelos ensinamentos da esquerda humanista.

Mas a razão deste meu escrito é outro, e que quero dele dar noticia e testemunho a todos os militantes, sejam de um lado ou do outro. Ontem, como me competia, fui dar um abraço ao Mário (SEMPRE FIDELIS), e à minha querida amiga Susana, e a uma determinada altura, em que mais um camarada dava um abraço ao Mário, e a dar-lhe o que todos lhe quisemos dar, um reconforto político, este, da forma mais natural, humilde e espontânea, que tantos conhecemos, este disse, eventualmente sem saber, com a voz emocionada, que o que o preocupava, naquele presente momento, e peço toda a vossa atenção, não era a derrota, essa já tinha passado, a sua dor maior, nesse momento, era o debilitado estado, e cito: - do meu amigo Zé Soares! A murmurar disse: -atrasou os tratamentos uma semana por causa da campanha! Como que a culpar-se a si próprio, por saber que naquele momento, o nosso camarada e amigo Zé, estava algures, em sofrimento e dor, sem puder festejar uma vitória, ou apoiar numa derrota! … e o seu rosto fechou-se numa tristeza que me bateu no peito com a força de 1.000 toneladas, calou-se, e afastou-se sozinho para um canto.

Escrevo isto, amigos e camaradas e não posse deixar de sentir os olhos humedecidos, quer pela nobreza do Mário, quer pelo meu/nosso amigo Zé. Pois eu estava ali, e só amigo de longa data do Zé, e colega de curso, e não dei por falta dele. Mas o Mário deu, e deu-me uma lição de vida.

Obrigado Mário por me deixares ter caminhado ao teu lado, se assim o permitires, irei continuar a faze-lo, estou aqui, hoje e agora, e espero continuar a estar para o que for, como te disse, sem saberes, marcaste de cada um de nós, duas coisas: de que é possível haver um político com políticas honestas, e fundaste no coração a Graciosa Legião da Politica Honesta (GLPH), à qual pertenço, não se pagam quotas, mas tem mais sedes do que o próprio partido em si, pois são os nossos corações!

Para terminar, e porque me disseste que o teu ciclo tinha acabado, eu não concordo, e espero que muitos como eu também não concordem, e espero que os que lerem estas minha palavras, o escrevam e tu transmitam como eu. Não, o teu ciclo ainda não terminou.

Para ti Mário:

No conhecimento, no ensinamento, na coragem de nos darmos aos outros, de forma gratuita, descomprometida sincera e sentida, de sermos e vivermos para o bem-estar da comunidade, respeitando sempre todos, os mais sábios e as tradições, Mário, o céu não é o limite, podemos e devemos ir sempre mais além.

Tu tens de ir mais além, não só por ti, mas por todos nós, que acreditámos e acreditamos em ti.

Bem haja Camarada Mário

Do teu amigo sincero e camarada.

João Ramos

Militante de base 28800

sexta-feira, 15 de junho de 2012

As Campanhas do Tipo PORCA MISÉRIA


Infelizmente chegámos a esta situação., já não estamos a falar de combate político, nem de baixa politica, estamos a falar de uma campanha anti campanha, ou seja, o único plano que eu vejo da lista que não a do Miguel, é o plano do caos, da difamação da injúria, do cuspir de forma anónima sobre militantes que apoiam a candidatura do Mário. É uma campanha assente em criar “casos”, onde eles não existem, mas assim tentarem confundir o eleitorado.
Gostaria de realçar o seguinte, e que é um esclarecimento e um aviso para o pós eleições, não como vingança, pois não sou de vinganças, mas como uma resposta legal ao que foi feito no ao longo da campanha dentro e fora da esfera digital, e em particular do Blogue do Candidato Mário Ricardo. Ao qual informo que ele é corresponsável, perante a justiça, de permitir que determinados comentários fiquem postado no seu blogue, e não adianta apagar, porque o rasto fica lá eternamente. Sendo a sua página, e não existindo nenhum aviso de que a responsabilidade dos textos é da lavra dos autores, o candidato Mário é o primeiro responsável.

Como os Srs. devem ou deveriam saber, o facto de não se identificarem nos comentários onde de forma ordinária nos insultaram, não significa que não saibamos ou venhamos a saber quem foi, no que me diz respeito, faço tenção de no final apresentar uma queixa no ministério público, contra o Blogue, a fim de que, através do TCP/IP (Internet Protocol) se saiba de que conta, de que PC e de que casa saíram as difamações. Se não sabiam, ficam a saber, podem confirmar na Internet. O anonimato não existe, e as deselegantes pessoas que proferiram e difamaram, a não ser que sejam Hacker de alto gabarito, não conseguem apagar o rasto dos seus IP, no fundo, o BI das suas contas NET, logo, a morada das residências, material muito útil para apresentar em tribunal.

No entanto irei mais longe, pois reuni um conjunto de testemunhas, que irão ser arroladas para dar entrada com um processo de Difamação no Tribunal, sobre afirmações proferidas sobre a minha pessoa. E sobre muitos outros militantes, entre esles o Miguel.
A Difamação é Crime:
 

Código Penal

PARTE ESPECIAL
TÍTULO I
DOS CRIMES CONTRA AS PESSOAS

CAPÍTULO VI
Dos crimes contra a honra

ARTIGO 180.º
(Difamação)

1-       Quem, dirigindo-se a terceiro, imputar a outra pessoa, mesmo sob a forma de suspeita, um facto, ou formular sobre ela um juízo, ofensivos da sua honra ou consideração, ou reproduzir uma tal imputação ou juízo, é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.

A única roupa suja que irá, eventualmente por mim ser lavada, será nos tribunais. Para que conste, foram utilizados textos meus, fora do contexto mas que estão disponíveis na minha página do Facebook, onde nunca por nunca caluniei quem quer que fosse! Mais, partes dos meus textos foram utilizados para difamar o Miguel.

Mensagem para uma pessoa em particular! Um determinado militante e autarca, terá de explicar o que é “andar picado com esse tipo”, entre outras afirmações! Apenas me cumpre dizer-lhe que picado andam os BOIS, eu não me sinto picado por ninguém nem com ninguém, não pertenço à classe dos Bovinos, pelo que não uso essa expressão, as afirmações desta e de outras pessoas, serão, eventualmente esclarecidas em sede própria.

É pena que as coisas tenham chegado a este ponto, à mais reles ordinarice, é pena que as mentiras, e estratégia de campanha, tenham chegado ao que chegaram. Para mim basta! Os tribunais existem para estas coisas, para as coisas que excedem o limite e colidem com os Direito, Liberdade e garantias de cada cidadão. E que saibam que defenderem-se com o facto de ignorar a Lei, ou o desconhecimento da mesma, não é desculpa nem abonatório perante um tribunal.

Curiosamente, e porque fui bombardeado com e-mails da outra lista, que sempre li com atenção, pois é bom saber o que se passa, bem como li os seus infomails e nunca vociferei ou fui deselegante, neste momento, e perante a deselegância dos apoiantes, não todos, da lista do Sr. Mário Ricardo, bem como pela sua deselegância em permitir esta estratégia, vou tornar público a minha resposta ao email que pela sua candidatura enviada. E é ai que a candidatura do Miguel, que nunca pediu que lhe chamassem Professor Doutor, mas sim Miguel, ganha, pois os seus apoiantes são regrados. É curioso que esses apoiantes digam que o Miguel gosta do Titulo, mas depois, referem-se ao Mário Ricardo, como Sr. Engenheiro!? É um paradoxo! É que nem na difamação, para tentar confundir os eleitores, está gente tem tino e uma estratégia bem montada. Deveriam ler melhor o livro de Maquiavel, leram apenas as letras gordas, e depois deu nisto, nesta vergonha, que mais dia, menos dia, ainda poderá sair nos órgãos de comunicação social, e numa altura em que precisamos de ganhar Coimbra, Miranda do Corvo, uma corja cobarde de gente, põe o PS na lama. Ninguém ganha com isto, mas o PS é que perde.

Eu já manifestei, publicamente, a minha vontade sobre que posição tomar caso não ganhem os candidatos que apoio, nomeadamente o Miguel e o Mário Ruivo, no entanto, é minha posição de que, case ganhe o Mário Ricardo, ou o Pedro Coimbra, apoiá-los-ei nas atividades e combates que se aproxima. A ser candidato à Câmara de Miranda, por via de ter ganho a Concelhia, o Mário Ricardo, como é óbvio, e eu como socialista, farei campanha por ele e terá o meu voto e da minha família. Não é uma questão de fair play, é uma questão de coerência, é meramente o simples facto de ser socialista.

Infelizmente, isto que termina no sábado, já não é uma campanha, é mais podre e vil ação destrutiva de um partido.

Porque tenho sido vilipendiado de forma cobarde e infame, bem como muito outros camaradas e amigos meus, porque têm sido usados textos meus fora do contexto em que os redigi e publiquei, somente para que, pela calada, possam denegrir a minha imagem e a do Miguel, para nos descredibilizar perante militantes menos atentos e porque tenho guardadas todas as minhas intervenções, privadas ou não, e para que não me confundam com muita ralé que anda na orbita partidária, aqui fica a minha resposta ao convite que foi enviado pela candidatura do Mário à minha e a tantas outras pessoas via correio eletrónico:

agradecimento pelo Convite

João António Dias Ramos

A mensagem foi enviada com Importância alta

Mensagem reencaminhada em 07-06-2012 23:57

Enviado quarta-feira, 6 de junho de 2012.12.05

Pra marioricardolopes2012otmail.com



Caro Camarada Ricardo

Antes de mais, aproveito para saudar a sua candidatura à liderança da Concelhia do PS de Miranda do Corvo. Para mim, todas as candidaturas são importantes, ao caso, pelo que sei, existem duas, a do Camarada Miguel e a sua. Como Socialista e democrata, só me posso congratular com esse fato, significa que há gente disposta a dar continuidade ao projeto PS.

Agradeço o convite, mas declino, não pelo fato de ser apoiante do Camarada Miguel Batista, pois penso que é sempre importante escutar de forma ativa e atenta os outros candidatos, mas pelo fato de estar comprometido com diligência de natureza pessoal.
Pese embora estamos em campos opostos neste momento, não significa que sejamos inimigos, apenas adversários políticos temporários.

Pese embora estarmos em campos opostos neste momento, e sendo determinado o vencedor, aquele que vai liderar a Concelhia, e, eventualmente candidatar-se à Câmara, eu estarei pronto para trabalhar e fazer campanha pelo candidato do meu partido. Seja o Meu amigo e camarada Miguel, seja o Camarada Mário Ricardo.
Desejo-lhe as melhores sortes para a sua candidatura, contudo, e como deve entender, com o desejo que a lista que apoio saia vencedora.

No entanto, a sua candidatura já torna, a meu ver, as eleições em Miranda uma vitória, pois há opção de escolha.

Votos de uma boa e salutar campanha

São os votos do Militante de Base

João Ramos

Militante 28800

 Este e outros documentos poderão e serão, para memória futuro, prova, em sede própria, daquilo que são as comunicações e opiniões dos muitos dos militantes que apoiam o Miguel, em contra ciclo daquilo que, a pensar que é anónimo, mas esquecendo-se da assinatura do TCP/IP dos seus computadores, têm conspurcado estas eleições.

Como coloquei este, poderia colocar todas as intervenções que estão no facebook, os militantes mais relutantes, ou crentes nas verborreias lamacentas que foram disseminadas, que leiam e afiram de quem é que fala a verdade.

Apenas os ignorantes em termos de ciência politica, logo, apenas lacaios servis para fazer trabalho sujo, não entendem que esta política de terra queimada, vai deixar mazelas no PS Miranda, e mais fragilizado o PS, como candidatura à Câmara Municipal de Miranda do Corvo. E assim, a visível cotada politica e não só do PSD, irá continuar a (des)governar Miranda do Corvo, e ai, CAMARADAS SOCIALISTAS, a culpa não é do povo que vota, nem mérito do que ganha, mas sim demérito do PS Miranda, porque nenhum cidadão de bem, quer na sua casa, a Câmara Municipal, gente que não se respeita nem governa na sua própria casa, ou seja, Concelhia.

Apelo de forma muito lúcida, clara e frontal, sem medos nem receios, de que todos aqueles que por uma qualquer razão tenham algo para me dizer, que o façam frontalmente, não sejam queixinhas, sejam homens ou mulheres de coragem e frontalidade, não sejam cobardes, venham dar a cara ao debate, escrevam de forma críticas sobre aquilo que eu escrevo, contestem-me, pois eu não sou dono da verdade, mas sou dono do meu bom nome, que é um bem jurídico protegido pela lei, e à qual faço tenção de recorrer para repor a verdade dos factos.

A minha escolha está há muito tempo feita, que a Camarada Susana ganhe ao que se propôs, que o Camarada Mário Ruivo e o Miguel tenham sucesso, mas se por ventura a soberana escolha dos militantes for outra, é com os que ficam que irei colaborar, não por eles, mas pelo PS.

Porque a vida, em todas as áreas é feita de sucessões, onde REI MORTO, REI POSTO, ou não!

João Ramos

Militante de Base

28800

Ao vosso dispor para todo e qualquer tipo de debate. Em qualquer hora e lugar.

PS: O texto é da totalidade responsabilidade e iniciativa do autor, pelo direito legal de

proteção ao seu bom nome e imagem.

Assumo na totalidade todas as responsabilidades cíveis e criminais decorrentes do que escrevo e publico.

A minha opinião não reflete a opinião de nenhum elemento das candidaturas que apoio, apenas e só é a representação da minha opinião.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Páginas verdes de esperança

 

As longas páginas verdes da esperança,

o teu rosto onde aprendi a amar!

Uma espécie de … quem espera sempre alcança e

alcança-se apenas o que se sonhar!


O sonho de no teu rosto poder um dia

ler tudo o que sempre de ti esperei…

…amor, só amor, o que mais desejaria?

Enfim, o que talvez jamais eu terei!


Não há lugar onde me possa esconder!

Sou o que sou e talvez não seja ninguém!

Mas quem nunca na vida nada ganhou, nada dela tem a perder!

Quero!




Quero escrever belas e inebriantes trovas de sonhar!

Quero, melodicamente, compor as mais belas músicas de amor!

E no fim, enfim, espero que leiam que ouçam e saibam apreciar!

…e quem sabe no final, me compreendam melhor, e sintam um
 pouco a minha dor!


Estranho Sentido de vida




A vida tem um irónico e estranho sentido,

ninguém, em verdade, se consegue de facto encontrar!

Para sempre, no limbo, alienados, remamos perdidos,

com tempo para quase tudo, menos para amar!



Na cabeça trago um zunido,

som maldito que teima em jamais passar.

De óleos sagrados trago o corpo ungido,

mas sei que morro se o mundo não mudar!



Talvez mude graças à fusão nuclear,

que com todos os males irá acabar.

Será cumprida a previsão de Nostradamus!



Que o mundo acabe? Que se lixe!

Que acabe tudo de uma só vez? Fixe!

Triste é morre sem dizer, a quem de direito, o quanto a amamos!



João Ramos

A demoníaca máquina do Progresso



A demoníaca máquina do progresso que avança,

surge uma doença, há que criar uma cura!

Contudo, essa máquina infernal que não se cansa,

poluí a água, para a engarrafar e vender como pura!



Enfim, vender o tradicional gato por lebre,

e o consumidor, crente na publicidade,  ainda se sente feliz!

Shiuuuu…. olhem que ele há vacinas que até nos dão febre…

“é pior a emenda que o soneto”, é o sábio povo que o diz!



A TV por cabo, o satélite, rádio RDS, o sistema GPS,

o jacto,  ultra-sónico, o supositório, a guerra das estrelas…

… e mais seitas! Que venha, de tudo um pouco, a alma do homem padece…

E as mulheres a passarem, e eu, o jovem velho do Restelo a vê-las… a vê-las!



João Ramos

sábado, 2 de junho de 2012

Não sou poema sou desabafo…divagação, sobre o amor, relógios, carris e uma estação!



Na vida tudo tem o seu tempo, o seu momento, o seu sentido!

O que tem de ser, a ser, um dia será!

De nada adianta querer chegar mais cedo, a carruagem parte sempre e impreterivelmente à hora marcada, nem mais minuto, nem menos minuto, as suas portas abrem-se exactamente na mesma proporção de tempo…

…pelo que não devemos, neste combóio do amor, chegar tarde, pois só iremos encontrar, para além de uma estação vazia, ferrugentos carris, e olhando nós, para um lado e para o outro, apenas carris para o infinito, como que marcas profundas que atravessam de forma dilacerante o nosso coração, mas que já não trazem nada, nem levam a lugar nenhum!

Se um dia o amor me acontecer, quero, desejo e espero, ardentemente, ser como um relógio, Tica-Tac dos mais puros, dos suíços, daqueles que nem se atrasam, nem se adiantam, que nos fazem estar no lugar certo, pela hora certa, sendo que esse lugar, és tão simplesmente tu!

E quem serás, ou já és, TU?


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Por uma causa que vale a pena


Provavelmente, e caso houvesse tempo e espaço, poderia eu, de forma muito segura, e acima de tudo, com provas factuais e evidências, dizer de minha justiça, o porquê do meu apoio e do meu voto no Mário Ruivo, no entanto, porque como o espaço não é muito, e o tempo não é coisa que abunde, nada melhor do que me socorrer do já velhinho, mas não ultrapassado, conceito KIS, “Keep it Simple”, numa tradução muito minha, é algo parecido com: -deixa-te de floreados e diz porque vens e ao que vens!

E assim será! Pelo que não irei dizer que vou votar no Mário porque ele é um camarada “porreiro”, pois toda a gente de bem sabe que sim! Ou porque efetivamente ele é um bom e leal amigo, o que não constitui novidade! Ou ainda, porque é um homem de elevados valores morais!

Não, não é por ele ser é de facto um camarada “porreiro” (no bom sentido da palavra, ou seja, não complica), de ser indubitavelmente um bom e leal amigo e uma pessoa com muito e bons valores morais, eu voto nele, claramente e só, por duas grande razões:

 1. Pela continuidade do projeto que este iniciou, e no qual eu votei anteriormente! Seria falta de senso, da minha parte, se o não fizesse agora, se o não apoiasse novamente. EU QUERO O MELHOR PROJETO PARA O MEU PS DE COIMBRA!

 2. Pela COMPETÊNCIA! Sim, COMPETÊNCIA, que foi o que durante todo este tempo o Mário demonstrou ter, salienta-se:

a. Competente a gerir querelas internas,

b. competente a organizar eleições,

c. competente a gerir a informação,

d. competente a gerir a relação com as Concelhias e os seus militantes e

 e. muito competente a representar Coimbra na Assembleia da República, tendo tempo ainda para dar, diariamente, informação do que de maior relevo se faz na Assembleia.

O meu voto é um voto que separa a amizade, a simpatia e admiração da competência, são coisas distintas, e este homem, este camarada é efetivamente competente e é apenas e só por esse motivo, que leva o meu voto, caso contrário, nem por toda a amizade, simpatia e admiração, eu, jamais o faria, trata-se de meritoriamente votar pura e simplesmente na sua COMPETÊNCIA.

 Confesso que nestes últimos anos, aquilo que mais temo, é que o pensador Victor Lasky tenha razão quando diz: “Na política não há amigos, apenas conspiradores que se unem."

Infelizmente, é o que tenho estado, e estou a assistir e a observar neste momento em que decorre a campanha quer para a Federação, quer para as Concelhias. Não sou contra outras alternativas, bem pelo contrário, sou é contra associações maquiavélicas, sem qualquer ética e respeito, que se urdem em ambientes “conspirativos”. De facto, todos temos o direito de almejar chegar ao poder, seja a que nível de poder for, no entanto, não temos de seguir, para isso, a meu ver, métodos dos quais até Maquiavel se haveria de envergonhar.

Aconselho vivamente alguns camaradas a trocarem da sua cabeceira o livro de Maquiavel, pelo de Sun Tzu, pelo menos, no segundo, a escalada ao poder, à vitória, embora aparentemente imbuída de alguma “belicosidade”, tem honra, que é o que falta a muita gente. Muito provavelmente, até à minha própria pessoa, da qual sou muito autocritico. Pelo que, depois de publicar, vou ler, e ver se aprendo alguma coisa comigo mesmo.

 Mário! Estou sem reservas e a 100% contigo!

 Eu apoio!

 Eu voto!

 O Militante de base 28800

 João Ramos

terça-feira, 29 de maio de 2012

Eu e o Pateta

Das memórias de maior ternura que tenho na minha vida. Nem todos nascemos em berço de ouro, mas esse facto, não significa que a vida tenha de ser uma tragédia. Lembro-me de pedir muito a Deus, quando nas orações da noite, que ele não me fizesse “langão” quando eu crescesse! Pedi tanto que ele, e ainda bem, atendeu ao meu pedido. Não sou nem mais nem menos importante, sou eu, e feliz por isso.
 Dos episódios que mais me marcaram, tinha eu 11 anos.
O Dinheiro, como a tanta gente, não era coisa que abundasse lá por casa, a minha maior riqueza e o meu maior tesouro nesse tempo, e agora, era e sempre foi a minha Mãe, que, corria o ano de 1981, decidiu, por altura do natal, me levar, pois morávamos perto, a ver passar um cortejo promovido pela Walt Disney, com todas aquelas figuras que eu e tantos mais, acreditávamos serem reais.
 Lá nos posicionámos, junto à estação velha a ver o cortejo passar, foi um momento épico! A minha Mãe, pequena em altura, mas grande e forte de coração e determinação, agarrou-me, furou pela multidão, e lá me colocou no carro onde ia o Pateta, fiz o resto da Avenida Fernão de Magalhães agarrado a enorme mão dele, estava ali, com um deles, e nem imaginei que era um traje, e lá dentro, um homem. Olhava para baixo, e a minha Mãe acompanhava-me e sorria delirante. Não consigo expressar a minha alegria, sei lá o que senti. Por fim, tive de apear, mas o Pateta, que o não era, nunca me largou a mão e mimo-me muito. No fim, disse-lhe que gostava de lhe escrever, se podíamos ser amigos…não falou, mas acenou que sim, e deu-me uma morada, que hoje sei que era de uma editora.
 Já nos braços da minha Mãe, não cabia em mim de contente, naquele momento era o maior, porque era amigo pessoal do pateta, até tinha a morada dele, e isso, perante os meus conhecidos, elevava-me, apesar da extrema pobreza em que vivia, à categoria de herói.
 Alguns dias passados, e de tanto sonhar com o meu amigo, aquele que não me afastou por ser pobre, por ter um fato do domingo para ir à missa, ou por ser o filho da mulher da fruta, a feirante, e de ir à “higiene”, no parque da inquisição tomar banho, decidi escrever. Estava possesso, queria ir a Disneylândia, só que na altura… só havia na América… não era barato, mas eu não sabia, sabia que ele era meu amigo, e que podia meter uma cunha, pensei eu.
Os dias foram passando e nada, até que me esqueci, de quando em vez, olhava para um recorte do Diário de Coimbra, onde eu me via numa foto, de mão dada com o meu amigo.
 Um dia, e nestas coisas, há sempre um dia, quando nada o fazia prever, cheguei a casa e a minha mãe, depois de um dia de feira a vender em Arganil, cansada, pegou-me rápido na mão e fomos em direcção não sei onde, não me preocupei, ela só me levou sempre por bons caminhos. Quando dei fé, estávamos nos correios, eu não percebia nada, mas a verdade é que o senhor trazia com ele uma enorme caixa, e hoje, a caixa, ainda é enorme, imaginem na altura. A minha Mãe nada me dizia, e eu, nada descortinava.
De volta para casa, na pequena sala, a minha Mãe começa a abrir a caixa, lembro-me de ver os olhos dela a abrirem e a sorrirem, seguidos de muitas lágrimas! Estendeu-me uma carta, que lera num ápice, e disse-me: - é para ti filho, o teu amigo Pateta escreveu-te…
 Agarro a carta e li não sei quantas” ñ” vezes seguidas, de tal forma que me havia esquecido que havia a caixa, lembro-me de sentir as lágrimas a caírem-me de alegria pelo rosto, parecia um miúdo…era um miúdo… era apenas mais um miúdo, para muitos da minha idade, à época, nem era ninguém, mas era amigo do Pateta….
 …mais calmo, o momento de climax, espreitei para dentro da caixa grande, que ainda hoje é grande… e só vos digo, eu não pode ir à Disney na altura, mas o meu amigo Pateta, mando-me a Disney até mim…de brinquedos a roupa, passando por livros e lápis, não faltou nada, até uma t’shirt da guerra das Estrelas, que hoje, o meu filho com 11 anos, ainda veste, pois ela, como tudo o resto, ficou como novo, a minha brincadeira, durante muito tempo, limitou-se a ser ficar sentado a olhar para aquele magnifico espólio, que provavelmente, nenhum outro menino, mais rico ou pobre que eu, tinha.
 Escrevi a agradecer…mas ele não me voltou a responder, mas entendi que havia outros meninos a quem tinha de ajudar e fazer feliz. Ou então, que tinha ido lá para a américa para a sua casa na Disney, pois teria de ir trabalhar, que era fazer filmes. Não lhe perdi o rasto até hoje, tenho gravado horas de animações do Pateta, livros, seremos sempre amigos.
 Curiosamente, aos 39 anos, concretizei o meu sonho de miúdo, ir à Disney, só que, a Paris , não sei quem curtiu mais, se eu, ou o João Filipe e a Sara. Mas o meu amigo estava lá, e tirámos uma foto juntos, mas acho que ele não me conheceu (ai a idade)
 Acredito que sou o que sou, porque tive um descumunal amor de Mãe, a vigilância celestial do meu Pai, e um futuro traçado por Deus, e bons amigos, acima de tudo, muito bons amigos, e roam-se de inveja…o Pateta foi e é um deles.
 Deixo-vos a carta para ler. Às vezes é tão fácil fazer uma criança feliz.
 Coimbra, 28 de Maio de 2012
 João Ramos