terça-feira, 23 de julho de 2013

NOT TRUE FRIENDS...

Hoje até me sinto feliz, porque de facto, o carácter das pessoas, a amizade “grande” e o apoio incondicional e “gratuito” de quem se diz amigo, cessa, quando por motivos alheios à nossa vontade, de entre dezenas de favores que fizemos, e dezenas de oportunidades de ajudar que disponibilizámos, e a própria pessoa não se ajudou a si mesma, um dos favores não se concretiza, e tudo, muda tudo, o que antes era uma oferta gratuita, passa a uma dívida a pagar.

É natural, mas estranha, a forma como as pessoas se esquecem de todos os apoios do passado, de todas as portas que se lhes abriu, para se revoltarem, e transformarem uma dádiva, numa dívida de amizade. É linda a capacidade humana de se lhes esquecer todo o bem, todo o apoio e abertura que durante anos lhes demos.
Não estou triste, apenas mais avisado. No futuro, quem quer favores, da minha parte, em nome de uma “grande amizade”, para que caso as coisas não corram como nós desejávamos, que vá ao TOTTA.

A vida é assim, uma aprendizagem. Algumas pessoas deveriam agir e não reagir, e deveriam culpar-se a si próprias pelo seu não sucesso, e não os outros, que tentaram ajudar.

Esta pérola de acontecimento vai para a minha caderneta, para a parte do: “O que não deves fazer nem acreditar no futuro”.

Embora faça esta partilha, sinto-me bem e tranquilo com a minha consciência, a consciência de ter feito ao longo dos anos, e agora, tudo o que sempre me foi possível para ajudar um amigo, amigo este que devia reflectir, pensar em tudo o que lhe foi dado e na hora não aproveitou, de todos os momentos de dedicação e tempo dado, e da minha a, de forma gratuita, sem cobrar.

Deixa-me indisposto, não triste, mas avisado, de que favores “fazia a minha avó”. Não é a amizade e os procedimentos da mesma que mudam, as pessoas é que os vão mudando ao sabor das desilusões, hoje tive mais uma, que me abriu os olhos.
Nada pior do que depois de tantos sucessos, de nunca ter dito não e de nada ter cobrado, alguém que muito estimo, porque pela primeira vez algo não correu bem, por motivos alheios, vir fazer a cobrança de uma “divida” de amizade.

Dizia-se que: “Quem dá e volta a tirar, ao inferno vai parar!” Eu acredito que sim, embora, apesar da desilusão, não era sítio onde eu queria ver um amigo, sim, porque apesar de desiludido, continua a ser um amigo
.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O sindicalismo militante já era...


Cada vez é maior o meu luto (leia-se NOJO), por quem (des) governa este país, e não me refiro apenas ao governo.
Embora corra o risco de ser vaiado e odiado, pelo menos não sou cínico, e digo que o sindicalismo em Portugal deveria ser repensado, muito mas muito bem avaliado, bem como as muitas fornadas de profissionais, encostados nos sindicatos e encostados às regalias dos sindicatos. O sindicalismo militante já era, é passado, embora ainda subsistam alguns puros, estes são meteoricamente abafados, mas não "banidos", espera-se, pois é mais de "camarada", que de bafio estes vão caindo, morrendo, para depois se prestar uma efusiva homenagem, ao grande camarada, ao grande sindicalista que partiu, e assim, todos ficam bem na foto. Muito provavelmente irá haver cravos na cerimónia, e agora, porque está na moda, cantam o "Grândola...", como se fossem donos da música...quantos a cantarão como aqueles católicos que rezam o Pai Nosso, mas que nem se dão conta do que estão a dizer?
Sou Socialista, sou de esquerda, sou um apaixonado das coisas da história, um curioso das lutas pela conquista de direitos, e quanto mais “leio” o passado, e não preciso de ir à proto-história do sindicalismo, mais triste e inquieto fico, e pergunto a mim mesmo, aos meus sentidos, se estarei a ler, a ver, a interpretar a mesma coisa…
Infelizmente custa-me escrever mas tem de ser, mas na verdade, muito do sindicalismo não me “cheira a esturro”, cheira-me mesmo mal.
A estrutura de alguns sindicatos, bem como muitas das suas regalias e outras alcavalas, e o clientelismo, fazem lembrar as pedras que os mesmos atiram às organizações políticas, aos gabinetes ministeriais, aos “jobs for the boys”… ou vão-me dizer que não é, presentemente, o que mais grassa nos sindicatos??? Sim, não há necessidade de concordar comigo, fica-se mal na fotografia… dá ideia que se é reaccionário... bom, se  pedir por um sindicalismo mais puro e militante, faz de mim um reaccionário…então sou mesmo um “filho da mãe” reaccionário…ALELUIA!
Não fiz greve, nem farei enquanto aquilo que apenas interessa, ao final do dia, é a luta pelas percentagens de adesão, de um lado e do outro, o que interessa é dizer que foi de 80% ou 90%, mesmo que assim não tenha sido. Eu quero ser mais do que o 1+1+1+1 = 4 que faz parte da gloriosa estatística que dita o GRANDIOSO sucesso da GRANDE GREVE…o que, para usar novamente a letra “g”, é GRAVE, sendo que depois, nada muda… ou muda muito pouco…
… a prova de que já nem tudo passa pelas peleias sindicais, e de que estás já quase ou pouco efeito surtem, é o carimbo inegável, de que a grande “manif” que realmente colocou o governo em sentido, começou nas redes socias… e foi viral…é que ai não era a central “A” ou “B”, o partido “X” ou “Y”, este ou aquele grupo profissional, não meus amigos, era o POVO, o tal onde assenta a nossa soberania… apenas para recordar:
Constituição da República Portuguesa (CRP)
Artigo 3.º
(Soberania e legalidade)
1.       A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
 
Assim penso eu, um socialista militante há vinte anos, que uso óculos para ler, mas não são de “cabedal”…

Presto a minha homenagem ao idealistas do sindicalismo, e cuspo o meu repugno aos oportunistas do mesmo, são eles que o estão a destruir, a desvirtuar!

terça-feira, 25 de junho de 2013

...de um azul justo e curto!



Estou aqui por ti, apenas e só por ti!
 
E em ti, venho a depositar, segundo atrás de segundo, minuto atrás de minuto, hora a hora, dia a dia, todas as minhas mais doces e ternas esperanças.
 
Esperanças de amor, amor que de mim, há algum tempo, tempo de mais, tristemente se ausentou.

Ao olhar-te, com os meus olhos castanhos-escuros, vejo-te linda, de azul curto, a fazer pose, a sorrir, e a ser feliz.

Os meus sonhos, que antes não tinha, pintam-se agora de duas cores: de rosa, assim dizem ser os sonhos bons, e de um azul justo e curto, preso por umas generosas alças a condizer, e têm (os meus sonhos) um nome, o teu, que guardo, “relicáriamente”, dentro de mim.

Curtos e intensos, assim são os bateres do meu coração, a pensar se um dia sairás dos meus sonhos, e poderei finalmente abraçar-te, sentir o teu corpo colado ao meu, beijar os teus ombros, sentir o cheiro do teu corpo, olhar de perto o teu sorriso, que tu e eu sabemos ser mais que perfeito, e talvez, mas só talvez, nesse dia, nesse mais que ímpar momento, enquanto os meus dedos calcorreiam solenemente o teu cabelo, eu te olhe nos olhos e te diga um pouco, uma parte, uma fracção do meu sentir por ti, e de como ele, o sentimento, me corre nas veias, e viaja, alegre e apaixonadamente, entre a minha alma e o meu coração, sussurrando-me, muito pouco em segredo, o seguinte: quem sabe, ainda podes ser feliz!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Pouco Normal Debate sobre a SEXUALIDADE




NOTA PRÉVIA: Este texto não é, de forma alguma, uma tentativa imbecil de ser sarcástico ou gozar com a orientação sexual de cada um, até porque, no meu entendimento, e sendo um convicto Católico Apostólico Romano, cada um segue ou deve seguir o que o seu instinto lhe diz para onde ir. Não me revejo em nenhuma posição homofóbica, venha de onde vier. 

O texto que escrevi surge-me no seguimento de algumas imagens e debates que se têm feito ultimamente à volta desta temática, e dos seus sub-temas.

Tendo por base a lei, de que ninguém deve ser discriminado em função de um determinado número de coisas e opções, estou em crer que a orientação sexual a cada um pertence, e que devemos respeitar o caminho de cada um.

 Nada mais difícil do que mudar as mentalidades. Não será na minha geração, por certo, mas acredito que no futuro, as coisas serão diferentes. Se pensarmos bem, não faz muito tempo (década de 90) que a OMS retirou a homossexualidade da lista de doenças. Um dia virá em que esta questão deixará de ser tema de conversa, de polémica, de bandeira politica ou controvérsia religiosa.

Em parte, este texto, surge para mim, enquanto cidadão, como uma imagem DO RUÍDO à volta da discussão de temas como o casamento Homossexual, a co-adoção, que é muito diferente da adoção por casais do mesmo sexo. Propositadamente cria-se ruído  e fico triste, como Católico Apostólico Romano, e não é que seja muito importante, mas também como heterossexual, de que nas celebrações, muitos padres contaminam e demonizam as questões que atrás referi (casamento homossexual, co-adoção e adoção).

Se Deus é o criador de todas as coisas, e assim eu acredito! Logo Deus é o criador da inteligência e do pensamento, como tal, tudo o que pensamos, criamos, codificamos, definimos e escolhemos, então é uma escolha anuída por Deus. Que direito têm os homens que se dizem representantes de Cristo na Terra, de “pregar” o contrário, quando sabemos das muitas milhares de crianças que foram abusadas em instituições da Igreja?

Ser homossexual é o “diabo”, ser Padre, homossexual e pedófilo é o quê!? 

A moral é uma “cabra muito velha e vesga”…!

Que confusão vai neste mundo, e cinismo, nem se fala.

Confesso, fiquei boquiaberto com a resistência ao casamento homossexual em França, terra de todas as revoluções, liberdades, igualdade e fraternidades, pais onde com a Revolução Francesa se iniciou a época contemporânea… por outro lado, não me espanta assim tanto, como socialista, como homem de esquerda, tenho assistido um pouco assustado ao crescendo da ultra-direita radical, nomeadamente em França com a Frente Nacional. 

Há muito que afirmo que ao contrário do que muitos dizem, de que a história não se repete, que negam o devir, que tal não é verdade. Para mim, a história repete-se, no entanto, com outra tecnologia, outro impacto, e acima de tudo, com outros atores. Estaremos assim tão longe dos “ismos”? Próprios da década de 30 e 40 do século passado? O fascismo, o bolchevismo, o nacional-socialismo, o maoismo, o franquismo o Salazarismo??? Não sei!? Ando tão confuso que chego a pensar que até o “ismo” da Europa (Europeísmo), começa a fazer-nos mal.

Bom, mas o tema não é esse, poderia ser mas não é. Como cidadão, gostaria que o ruído à volta das questões da sexualidade de cada um, se dissipassem, mas é pedir muito, eu sei, mas começa por cada um de nós, e estes nós, não nos inclui apenas e só aos heterossexuais, implica também um esforço por parte daqueles cuja escolha é outra, é diferente, nem boa nem má, apenas diferente. Também quem escolhe essa opção, para mim, deve, nas suas manifestações e luta por igualdade de direitos, ter uma atitude séria, e não tanto provocadora e por vezes chocante, levando a que muitas pessoas confundam posições sérias na luta pelos direitos dos homossexuais, com uma “mariquices”.

Bem, aqui fica o meu “non sense” texto, que não perdem nada se não lerem, e que tem por base um termo latino, que evolui e hoje, significa aquilo que na sua génese não é.

GAY (LATIM TARDIO GAIU, PELO FRANCÊS GUI, AO INGLÊS GAY = "ALEGRE, JOVIAL")

Quando há ruído  quando o recetor não está dentro da linguagem do emissor, a coisa pode ficar confusa...

-          -Thomas, I’m gay!
-         - What? You are gay?
-          -Yes Thomas I’m so gay!
-          -But…
-        -  But what Thomas?
-        -  Nothing, I Just didn’t know that you were gay…
-        -  But I’m Thomas…today… me and Samantha…you know… we made love all night long..
-          …you…Samantha… love all night long, and now, in the morning, you are saying to me that you are gay?
-       -   Precisely Thomas…
-        -  No, you are not gay, probably you are bisexual …
-     -  What? Bisexual? No Thomas I’m just gay…me and Samantha, was great… great sex... and that’s I’m feeling so gay today.
-        -  Well, could be worst… maybe you are just being gay for a day, and tomorrow you get normal…
-         - Normal? But being gay, felling me gay it is being not normal?
-        -  Well… I’m straight you know!? Ever in my life I felt I was gay…
-        -  Poor Thomas…so you are a sad person all life… let me hold you in my harms my friend…
-     - Stop man...stop… be gay alone! Friends…ok… I will try to understand, but don’t mix the things…I’m not gay … not now, not tomorrow… never!
-       -   So you will be a sad person for life?
-       -    I’m not sad for not being gay…
-     -  …but you should be Thomas, you should try to be gay just for a day in your life…
-       - …try to sell that to another…ok
-       -    Ok!
-      -     Are you sure that you are gay???
-      -  Yes Thomas, today I’m.
-       - There is not a small possibility of you being bisexual???
-   - Again Thomas? Why are you talking about sexual orientation?
-       -   Because you told me that you are gay…
-         -  Yes, but I’m heterosexual , and very gay today
-     - Ok, so, it’s was I trying to told you, maybe you are bisexual today…
-         -  What??? I’m so confused…
-         -  Look, you can’t be heterosexual and gay at the same time…
-          - No?
-   - No! You just can be heterosexual, bisexual or heterosexual…
-        - ???? are  your brains burned??? I just told you that I was feeling so great and gay today, and you are talking about sexual orientation? Thomas, you are trying to say me that you are not gay as I’m, for have good sex with Samantha because you love me? And you can’t live with the idea of I’m being so happy, so gay because I love that woman??? Are you saying that you love me? And are you jealous …are you Homosexual Thomas??? Fuck man…
-         -  No..
-       - …no problem Thomas, today I’m so gay, that I don’t care about you are being homosexual, it’s you choice, it’s natural, it’s your life, and you are my friend…
-        -   … but I’m not…
-       -   I know Thomas, I know… you are not gay as I’m, you are homosexual…  and I’m even more gay that I was before, because you trust and told me. I hope that you find a person that you love, as I found Samantha, and one day you fell, in your homosexuality, so gay, as  I’m felling today… let’s drink a half in a pub… such a surprise Thomas…


quarta-feira, 29 de maio de 2013

prome night…





É a nossa prome night, quer dizer, baile de finalistas, só que não me parece tão bem….

…entramos no recinto da festa, não somos nem nunca seremos a rainha e o rei da festa, mas somos gentis gentios que juntaram dois pequenos reinos, dois corações, e os fundiram num só. Sim, é verdade, somos latifundiários de um grande coração, onde há cearas de amor a perder de vista… da qual colhemos, um para o outros, dia após dia, sejam eles solarengos, de chuva ou mesmo de temporal, porque a vida a dois tem um pouco de tudo, sêmolas de paixão, a flor da farinha chamada amor!

…somos tão novos, e pensamos que sim, que é para a vida toda, para a eternidade… que no nosso castelo, olharemos, eternamente, a nossa dourada ceara de amor… hoje, enquanto escrevo e tu não estás, por entre lágrimas, percebo que a eternidade pode ser amanhã, ou no dia seguinte… mas somos tão novos, jovens, e trocámos, nas férias de verão,  juras adolescentes de amor… seladas pelas mãos dadas nos corredores do liceu, sendo que, provavelmente, a única coisa eterna do nosso amor, será o brejeiro ,mas belo coração, que com uma navalha eu e tu esculpimos num castanheiro… ou talvez não…

… as luzes do ballroom, quer dizer, do salão do recinto de festas, só que não me parece tão bem… finalmente, num jogo confuso, multicolor, e por isso belo, acendem e incendeiam o espaço, cheio de gente nenhuma, apenas eu e tu… recolhes o teu vestido… para não pisar, vislumbro o teu muito retro e  coquete sapato, de salto fino e alto…nos outros dias, segredo-to, és a minha “miúda”, hoje, és a minha “senhora”, sorris…

…dou uma mirada no teu rosto, colocámos um Rouge, para dar cor, o vestido, embora agora um pouco mais largo, fica-te tão bem… cai-me uma lágrima, a ti também…
… para além do rouge rosado nas tuas faces, todo o teu rosto brilha, mas de febre, corajosa, por amor tu és…

… porque o conjunto musical só amanhã vem, ponho a girar o disco que previamente preparei… antes que os primeiros acordes soem, já estou nos teus braços, e por fim… a voz vibrante seguida de um coro dooo woop, dita as primeiras palavras…”one summer night”…

…o meu corpo cola-se ao teu, a nossa eternidade, física, penso para mim, pode ser agora, hoje ou amanhã, mas pelo bater dos nossos corações,  o nosso amor não!

…escassos, muito escassos dias  depois da nossa prome night, da nossa dança no ballroom, o teu já frágil coração, que a muito resistiu, parou… mas sei-te feliz, vi-te feliz, senti-me  feliz, pois tiveste, tive, tivemos a nossa noite… entretanto, de corpo, eu cresci! De emoções? Congelei! O castanheiro secou, foi cortada e ardeu… mas o nosso amor não!

… hoje não é o disco que roda sem parar, imagina mas sim uma coisa chamada CD, para me servir de inspiração e panaceia… uma e outra vez… sempre como se fosse a primeira vez… o Dooo Woop…seguido do vibrante “one summer night…. Under the moon of love… no one could ever take your place”…

-     Quem é este? Perguntou o polícia.
-     Ninguém em particular! Apenas mais um velho solitário que morreu!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Eu sem ti!






Eu sem ti!

Cruzo-me no teu olhar, mas não me perco, esse não é o caminho que quero, o de perder-me!

Uma e outra vez, ao cruzar-me no teu olhar, tenho o ímpeto de ir até ti, mas freio-me, não vacilo, puxo o arnês!

Sei que és como o canto da sereia, estás e não estás, mas eu, sem ti, é na alma, ter-me…

… e porque sim, só me resta gritar, em (desas)sossego, aos céus, que te amo…Amo! Amo! Uma e outra vez!


Cruzo-me no teu olhar! Mas será que não me perco? Esse não é o caminho que quero? O não perder-me?

Contudo, ter-te infinitamente nos meus braços, não será essa a minha predicada perdição? Assim é? Tal como escrevo, e tal como tu lês?

És a mácula que procuro? Ou ainda busco, longe de ti, pecado, a redenção? Quero entender-me, valer-me…

…mas não encontro resposta ou caminho…e tu? Com quem cruzo o meu olhar, mulher que amo…tu vês? Vês?


Que caminho de (in) felicidade me resta trilhar?
Qual a minha eterna punição?
Cruzar o meu olhar com o teu mil vezes, e não te puder ter nem amar?
… o Filósofo, cético, grita: - Eis um PROBLEMA... 

pois NÃO tem SOLUÇÃO!

domingo, 26 de maio de 2013

…minha branca alva folha flor de papel!




Olho-te e vejo-te nua… minha branca alva folha flor de papel,
não me saem as palavras…  nem qualquer traço, por mais naïf que seja, de escrita!
Levanto-me trôpego, incomodado… caio em sono de desilusão, no (des)conforto do meu docel…
… a musa que havia em mim morreu, fenece, jaz nua e crua, e o meu coração? Esse chora…grita!

Amanhã, quem sabe, tentarei novamente, deliro eu, nesta ou em outra branca alva folha flor de papel,
quiçá, vomitar de dentro de mim o bom e o mau, em agonia, toda a dor e desconforto que me agita!
O que for será, não escreverei uma e outra vez, venha com o sabor que vier, de acre doçura, ou doce fel!
>O  que só acontecerá casos sejas tu, musa minha, fénix renascida, que me devolva a vontade e o dom da escrita!

… mesmo para um não poeta, nada mais triste do que a “sencilla“ falta de inspiração!

è quando viene la notte - é quando chega a noite

...è quando viene la notte, c'è il sole nella mia vita!
Chiudo gli occhi a questo mondo, per aprirli in un altro, nel mio mondo di sogni, di nuovo fino al mattino, quando arrivo ad aprire gli occhi, e di nuovo, la vita, il buio più pura per me.

...mi alzo, prendo la mia doccia, io uso un abito di sorta, e faccio finta che io sono i Ramos, quando in realtà, voglio solo essere il figlio di mia madre, João!
solo allora il mio cuore è tranquillo ...

"...é quando chega a noite, que se faz sol na minha vida!
Fecho os olhos a este mundo, para os abrir num outro, no meu mundo dos sonhos, até ser novamente manhã, quando volto a ter de abrir os olhos e, novamente, a vida, a mais pura escuridão, para mim.
...levanto-me, tomo o meu banho, uso uma roupa qualquer, e faço de conta que sou o Ramos, quando na verdade apenas quero ser o filho da minha mãe, o João!
só então o meu coração  fica tranquilo..."

26 de maio de 2013

22H20

sexta-feira, 26 de abril de 2013

… aquilo que realmente Miranda do Corvo precisa é de alguém que faça uma “PRIMAVERA” em pleno “OUTONO”!


Dia 25 de abril, dia da liberdade, pelo menos da suposta liberdade. De uma liberdade do jugo e das malhas de uma ditadura, mas que se foi esvanecendo em plena democracia.
Genericamente sim, de facto temos liberdade!
Genericamente sim, de facto não temos uma censura oficial!

Contudo e em abono da verdade, em particular em Miranda do Corvo, esta terra que nos acolhe, OFICIOSAMENTE existe uma mais do que clara falta de liberdade, liberdade de expressão, de manifestação, de opinião de tomada de uma posição, seja em público ou em privado… no entanto, por falta de vergonha, passou a OFICIAL!

Ainda em abono da verdade, há uma mais do que evidente censura a quem tem a possibilidade de se exprimir, manifestar ou tomar uma posição contrária ao “status político” há doze anos reinante, faça-o em público ou em privado, e naturalmente que a censura vai ainda mais longe e é mais castigadora para todos aqueles que “não sendo livres”, pois dependem “laboralmente” de uma forma ou de outra à OLIGARQUIA VIGENTE, se atrevem a um esgar que seja de dúvida, a um suspiro indelével contrário, a uma “nanobrisa” pela mudança, e esses, são para mim os mais bravos e os mais corajosos… pois arriscam e comprometem os seus empregos, logo, o seu equilíbrio orçamental, logo (repito-me) a sua estabilidade familiar. A ELES A MINHA ENORME HOMENAGEM!

Ao contrário de muitos, e do simbolismo da abertura da sede de campanha no dia 25 de abril, eu não quero, não peço e não é a minha demanda, um pseudo novo 25 de abril para Miranda do Corvo, esse 25 de abril de 74 é único, é um património maior…
… aquilo que realmente Miranda do Corvo precisa é de alguém que faça uma “PRIMAVERA” em pleno “OUTONO”!

… aquilo que realmente Miranda do Corvo precisa é de alguém que sabe claramente a diferença entre o que é o majestoso SERVIÇO PÚBLICO, e o infame SERVIR-SE do SERVIÇO PÚBLICO!
É por isso que digo, repito, reforço e peço: não clamem por um 25 de abril para Miranda do Corvo, clamem sim por um homem simples que não se envaidece com o seu título de Doutor! Clamem sim por um homem de elevada sapiência, reconhecida pelos seus pares e pelos seus alunos, mas que ama, vibra, sorri quando vive e convive com a sua gente!

Clamem sim por alguém que tem no seu carácter, na sua conduta, no seu estilo, a SIMPLICIDADE, a verdadeira e genuína SIMPLICIDADE, e esse homem, para mim, para muitos de nós, e para os Mirandenses que querem, desejam e precisam da MUDANÇA COM CONFIANÇA, como do “pão para a boca”, é o MIGUEL BAPTISTA… porque com ele, e aqui sim, virão os valores, as conquistas, as liberdades e as não censuras, como as que vieram pela mão dos homens e mulheres que sonharam e viveram o 25 de abril em 1974.

Só vejo um caminho Miguel Baptista

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A minha opinião



Independentemente de esta ser uma lista na qual não posso votar, por razões óbvias, não há a menor dúvida de que olhando para a massa humana que a compõe, sentimos, eu sinto, como militante socialista, de que é algo que devemos, eu devo, promover "pro bono", ou seja, sem qualquer ganho para mim, apenas uma vitória, e assim espero, ver está lista ganhadora, e assim, ver dentro do PS, a posição das mulheres mais reforçada, mas reforçada com dignidade, e não porque "é bem" que assim seja, ou porque as quotas assim o determinam.

Olho, vejo os nomes, e sinto que de facto são verdadeiras Mulheres e Mulheres verdadeiramente Socialista, Mulheres que sentem tanto mais do que muitos de nós, homens, dentro do partido, o que é ser mudança, o que é ser plural, o que é ser democrata, o que é, tão simplesmente, ser tudo isto numa só palavra - SOCIALISTA.

Não votar, como já referi, não significa não fazer campanha, apoiar, incentivar, e é esse o meu apelo, tem sido esse o meu apelo às grandes mulheres socialistas com quem privo: que vão, que votem, que não deixem sem risco o seu nome nos cadernos eleitores, assim se participa activamente na vida do partido, de um partido que é feito de homens e mulheres, mas um partido onde, e reforço, as Mulheres têm conquistado a pulso o seu lugar, não por serem mulheres, mas por serem militante e competentes.
E naturalmente que no meu apelo, o nome e o projecto da Graça Fonseca e da sua equipa, é o projecto aponto como sendo o mais nobre e onde, de forma livre e conscientes, as Mulheres Socialistas devem votar, pois é mais do que uma simples candidatura a ver quem “manda em quê e em quem”, é um projecto para uma liderança segura e digna, onde a posição e a voz das mulheres dentro do partido, vai-se fazer sentir e ouvir.



Está é apenas e só a minha opinião!
Cada um tem direito à sua!