terça-feira, 6 de agosto de 2013

Breve!



O Cinismo político-partidário não me incomoda, não sou é obrigado a conviver em silêncio com ele!

Simplesmente porque não sou cego, surdo e mudo, e por muito fraca que seja, tenho opinião!

João Ramos

TAF

O que escreveste é incómodo e politicamente incorrecto!



Após ter publicado um humilde texto sobre o carácter “orgasmatico” pré eleitoral, recebi alguns telefonas menos simpáticos, em jeito de ”quem te avisa, teu amigo é”. Ainda dentro do mesmo princípio, recebi também um ou outro correio electrónico e mensagens no facebook, onde algumas pessoas até me questionaram se eram visadas.

Mas ressalvo esta pérola politica com tiques de Estado Novo que me foi dirigida: - o que escreveste é incómodo e politicamente incorrecto!

Querem-me lá ver que estou em risco de perder os meus cargos no partido!

Querem-me lá ver que vão pedir o meu saneamento!

Tremo de pensar no que ai vem, nas consequências… serei excomungado (não porque somos um partido laico), mas ostracizado? Colocado na prateleira? Como viverei depois????

Enfim… para não chorar, com pena destes “pobres de espirito”, que contudo, e como diz a Biblia, “Felizes os pobres de espirito porque deles será o reino dos céus!”, ou seja, pela sacrossanta estupidez já ganharam o céu, mas como dizia, para não chorar, apenas me limito a sorrir e a registar o seguinte: - Meus amigos, “se lhes serviu a carapuça” e vos deixou a pensar, claramente que SIM! E sim, é porque era, aliás, é!

Sei que quando escrevemos aquilo que não agrada a certas pessoas, há quem se intimide com as consequências, coisa que a mim não me abala, sou íntegro, não sou um "chupista" do momento. Por outro lado, o silêncio, ou a não reacção de muita gente, diz muito do efeito que aquilo escrevemos tem… fica para memória que é um pouco isto: façamos todos de conta que não lemos, não vimos, enfiemos a cabeça na areia como a avestruz! Alguém tem de dizer a todos os que (não) leram, que ao tomar a posição da avestruz, fica-se vulnerável!

Que chato haver gajos que gostam de ser incómodos…

Tenho pena de ver, assistir do camarote, e ter documentado, o que as pessoas antes diziam, e agora, que lhe cheira "lugar", já dizem, e vestem o melhor fato, e vêm à apresentação do candidato, com lugar de relevo, como se sempre o tivessem apoiado e valorizado.

Na verdade, estar no NIM, escondido e calado a ver para que lado cai, são os que ganham.

Tratando o Boi pelos nomes, na apresentação do candidato Miguel, pessoa de bom intimo e coração, um político Pro Bono, apareceram aperaltados e altivos, gentes que há muito não os via... mas que agora até têm lugarzinho garantido e elegível... sorridentes e de abraços, onde estavam quando se travou a luta contra o legitimo, e bem, candidato Mário Ricardo? Sim, onde é que andaram nessa luta????

Escondidos, e se o Mário fosse o líder da Concelhia de Miranda, estariam na fonte dos amores, de certeza engalanados, com os mesmos sorrisos e palmadinhas nas costas... e a pensar: - porra pá, ainda bem que joguei à defesa, e ainda com três centrais, caladinho nomeu canto…

Ainda me lembro da primeira apresentação do Candidato Miguel, quando foi no mercado, chovia, havia porco no espeto, eramos uns poucos, muito poucos, porquê ninguém acreditava, as sondagens eram contra, o Miguel, um anónimo, enquanto ele discursava, de um lado do passeio, nós, do outro lado ouvíamos e batíamos as palamas da praxe, poucos mas com fé inabalável… de vez em quando, um carro passava entre o publico e o orador, só ver para crer… um dia épico… pouca gente, não crava a poder, a lugares, e poderiam, caso dessem a cara, sair chamuscados no pós eleições…

…à medida que a campanha foi avançando, e a adesão foi sendo notória, os chulos do costume começaram a aparecer, com desculpas esfarrapadas, votos “bezerros” de lealdade e de cínicos: - sempre acreditámos em ti!

Como foi diferente o cenário na fonte dos amores… de repente, pensei que estivesse na gala dos Globos de Ouro da SIC, tanto sorriso, tanto abraço, tantos vivas e tu, o Miguel: - és a maior pá!

Dos dois momentos, apenas me recordo de uma pessoa, digam o que disserem dela, alguém que há quase 4 anos, numa “quase ridícula apresentação”, apenas e só pelo reduzido número de presentes, pois era uma candidatura fadada ao insucesso, apresentou com entusiasmo: - o futuro presidente da Câmara de Miranda do Corvo! Que acabou, por uma unha negra não ser, este ano, há poucas semanas, o mesmo homem, o mesmo entusiasmo, o mesmo “speaker”, voltou a apresentar, novamente: - o futuro presidente da Câmara de Miranda do Corvo!

Refiro-me, naturalmente, ao CAMARADA e AMIGO João Paulo, que todos conhecemos por JP.
Para ti, o meu abraço, o meu louvor, porque de dia ou de noite, com sol ou chuva, com mais ou menos saúde, sempre estiveste lá, sempre estiveste com ele, sempre estiveste com todos.
Se um dia tivesse de partir para uma guerra, iria querer-te ter, por todo e mais a lealdade ao meu lado.
Poderia naturalmente referir alguns mais, mas não me apetece, e provavelmente até nem interessa, porque sei que ninguém me vai ler (estou muito indigente), mas a par, e para colocar uma representante do sexo feminino, temos de respeitar as quotas, uma mulher de toda a luta, de toda a hora, que sempre acompanhou o líder, o actual candidato, esse ser maravilhoso, por ser, mas não só, minha amiga, a Madalena.

Mas há mais alguns, não muitos, mas há mais alguns. E porque os jovens não podem ficar de fora, um jovem, não tanto nas acções, pois demonstra grande activismo político, e grande maturidade, apenas jovem na idade, o Tierry, incansável e sem medo, que fez crescer, e vai fazer crescer ainda mais, o número de elementos da JS de Miranda, este jovem advogado, é outro reconhecido companheiro das ditas solitárias saídas, pelo Concelho, do nosso candidato.

E por fim, um maduro, um amigo, e desculpem repetir, um amigo que impulsionou, que motivo, ponderado, bem relacionado, tranquilo, mas leal, direi mais, o rosto da lealdade e do desinteresse, o Zé Mário Gama.

No fim de tudo, e depois de elencar estes nomes, esta era a minha lista para a Câmara, para a vereação, estes nomes, estas pessoas.
Contudo, e porque sou leal ao líder, irei a jogo e à luta, pelos nomes que foram escolhidos. Porque em democracia é assim, aceitar! Mas em democracia é também se poder dizer o que se pensa, e expressar aquilo que seria a nossa opção.

Este meu texto, bem como o anterior, visam e são decorrentes de um sentimento, o da PLURALIDADE, mas de uma pluralidade que como refere Blaise Pascal, procura a unidade, e não o contrário! Contudo, e como diz o mesmo, uma UNIDADE que não seja decorrente da pluralidade, de cada um pensar diferente mas manter a união, é apenas ditadura! FACTO!

A idolatria “orgasmática” pré eleitoral


A  mais pura amizade, lealdade, solidariedade, companheirismo, entre muitas outras coisas, são, durante o período que medeia entre eleições, sejam elas quais forem, períodos, por assim dizer, de “deserto” presencial de uma legião de gente, sim, porque nesses momentos, em que não se discutem lugares, não há que fazer o “frete” de se estar presente, ser solidário, ser militante, ou pura e simplesmente, viver a amizade, entre pessoas que antes de serem políticos, são apenas isso, PESSOAS.

Durante esse “deserto”, e quando não se está no poder, há um convívio normal entre as ditas PESSOAS, as PESSOAS que se mantêm presentes, contudo, que por serem amigas, não têm obrigatoriamente de estar diariamente, umbilicalmente ligadas, ou melhor, até podem e devem estar, mas só há fluxo de nutrientes, e assim é que tem de ser, quando uma das partes, por uma razão ou outra, precisa da outra, como diz o proverbio e bem, “os amigos são para as ocasiões”, e dai nenhum mal vem ao mundo. Não é porque estamos permanentemente “em cima” de alguém, que demonstramos por ela, ou temos por ela, uma grande amizade.

A amizade é um estado, facto!

De repente, em qualquer período pré eleitoral, as coisas mudam. Os que nunca apareceram nem estiveram, começam a aparecer, vêm como se fossem estrelas galácticas, aperaltados…

- venham venham meus senhores, há lugares, a corrida ao ouro começou!

E assim emergem novamente ao mundo, e mais depressa emergem, quando se apercebem de que quem vai distribuir os lugares, até ganhou peso, até ganhou poder, até pode mesmo ganhar, quando, curiosamente, em lutas anteriores, em outras eleições, internas ou externas, não os vimos por lá…

De repente, gente de quem nem sequer se sabe o nome, vêm-se quase que “administrativamente” promovidas para lugares, que caso o chefe ganhe, os levará a ocupar cargos públicos e políticos, que jamais e em tempo algum os teriam ou mereciam, arranjam um emprego, e meus amigos, nada tenho contra isso, a não ser… que alguns de militância permanente, de disponibilidade permanente, mesmos nos momentos menos bons ou mais negros, no tempo do “DESERTO” e na solidão do líder, o acompanharam, não por frete, mas por militância, amizade, e por saberem que qualquer campanha começa muito tempo antes de ela se oficializar, são relegados, ou então, na melhor das hipóteses, vão “jogar” nos distritais.

Mas a política é assim, e de repente, os que não fizeram o frete de acompanhar o líder quando ainda anónimo, e solitário, porque sim era frete, e não trazia prestígio nenhum, de repente, são chamados, são abordados, e perante a possibilidade, depois de nada fazerem, virem a ocupar um lugar de destaque, numa lista de um líder que já não é tão anónimo nem tão solitário e que até podem ganhar… automaticamente têm dúzias de orgasmos mentais, CASO USASSEM CUECAS NA CABEÇA, ESTAS FICARIAM HÚMIDAS, e teriam de ser retiradas de hora a hora, como as fraldas das crianças quando se “borram”, e que, todos nos sabemos, constitui o primeiro prazer de estímulo sexual do ser humano! Assim, tiram os fatos do bolorento e mofoso armário, e “bota” que vêm ai campanha zé, e até vão ter lugar reservado no dia da grande apresentação, chegam como vedetas, com sorrisos de circunstâncias, altivos, parece que estão a dar uma esmola… Ora bardamerda com essa gente! Agora, vão mesmo ter de fazer o frete de acompanhar o líder, mas agora, se calhar, até vai compensar…

Os outros, bem, os outros, são os gajos porreiros, os gajos do desenrasca, os cola cartazes, e porta bandeiras, esses são o “zés” e as “marias” que estiveram sempre lá, quando não havia luz nenhuma ao fundo do túnel, quando a esperança da vitória, pareciam algo muito distante. Mas eles acreditaram sempre, estiveram sempre foram eles que ajudaram a que a luz começasse tremula a surgir, e hoje, brilhe de forma intensa, quase com a chancela de uma vitória anunciada.

Não estou no rol dos ilustres “zés” e “marias”, gente de quem me orgulho, pois foram os únicos que eu ia vendo, à distância, a caminhar no deserto. A minha relação na política passa por manter alguma equidistância, por motivos que apenas a mim me dizem respeito, não querendo dizer que não estou disposto a qualquer tipo de luta, e é com alegria que serei um “zé” e uma “maria” de bandeira na mão, para que o meu candidato ganhe, sendo que sei que com ele, irão, sem mérito, ganhar tantos que nada fizeram, uma lotaria infame… por vezes, não sei se a sorte apenas protege os audazes, acho que ajuda também a que os “mortos-vivos” da política, ressuscitem…

Uma vez escrevi que, e mantenho, de que preferia perder uma eleições com militantes pagantes, do que ganhar com independentes, não mudei de opinião, isso, não significa que estando escolhido, escolhido está… e agora junto ainda de que, preferia ver os “zés” e as “marias” que atravessaram o deserto com o líder em lugares de eleição e destaque, do que ver uma rural elite que escondida e calada andou, a sentarem-se confortavelmente no pedestal, quando sei, quando li, quando ouvi, e tenho documentado, que estas mesmas pessoas menosprezarem o líder, menorizarem o mesmo, a dizerem entre dentes que ele era fraco, cabisbaixo, sem carisma, que não tinha futuro, que não tinha garra, que caminhava sozinho de baile em baile, de festa em festa, sim, porque está “parasitária imóvel e reptil” gente, nunca esteve nos referidos locais com o líder, pois se fossem ele não andaria sozinho, ou então, iriam ver que ele nunca andou totalmente sozinho, porque os “zés” e as “marias”, andavam com ele Por onde andou está “parasitária imóvel e reptil” gente aquando da luta pela liderança da Concelhia??? Em lado nenhum, pois pelo menos nessa eu participei e nunca os vi… mas vi sempre lá os humildes “zés” e marias” de que tanto me orgulho, e que foram tantas e tantas vezes vilipendiados pelo adversário político interno.
Tenho escutado alguns discursos, discursos nos quais se elegiam determinadas pessoas que de facto, até para elas próprias, desconheciam que tinham tantas virtudes…

Tenho escutado sereno, mas impávido, dizer que “há feijão” que demonstra estar maduro quando ainda ele está verde…  nem sempre quem fala mais alto e “cuspe” palavras, é o mais inteligente, nem tão pouco diz as coisas mais inteligentes…

…olho e vejo que as listas são feitas com a “prata da casa”, o que não é de todo verdade, porque muita dessa prata, nunca esteve verdadeiramente “na casa”, nas lutas difíceis, por isso, preferia olhar e ver, contra tudo e contra todos, “o ferro-velho, sempre presente e leal” dos “zés” e das “marias” que sempre disseram sim vamos, sim estamos, sim, não te abandonamos!

Não estou penhorado a nada nem a ninguém!
Não confundo a amizade com a política!

Não confundo a lealdade, com a minha necessidade de dizer o que sinto!
Sou um militante “vintage” de um partido, mas não sou propriedade do partido!

Porque abençoadamente sou, neste campo e em muitos outros, um “HOMEM LIVRE E DE BONS COSTUMES”, que acredita que se deve estar na política e no exercício da política, a cuidar da “res publica”, para o bem comum, e que só é bom ganhar e estar no poder, quando não se tem de sacrificar, se não a alma, sacrificar os “zés” e as “marias”, companheiros de sempre da travessia do deserto.

Tudo muda quando cheira a poder… gostei de os ver a entrar e a desfilar…

…três vivas à fogueira das vaidade!
 
NOTA: Escrito e não revisto!

terça-feira, 23 de julho de 2013

NOT TRUE FRIENDS...

Hoje até me sinto feliz, porque de facto, o carácter das pessoas, a amizade “grande” e o apoio incondicional e “gratuito” de quem se diz amigo, cessa, quando por motivos alheios à nossa vontade, de entre dezenas de favores que fizemos, e dezenas de oportunidades de ajudar que disponibilizámos, e a própria pessoa não se ajudou a si mesma, um dos favores não se concretiza, e tudo, muda tudo, o que antes era uma oferta gratuita, passa a uma dívida a pagar.

É natural, mas estranha, a forma como as pessoas se esquecem de todos os apoios do passado, de todas as portas que se lhes abriu, para se revoltarem, e transformarem uma dádiva, numa dívida de amizade. É linda a capacidade humana de se lhes esquecer todo o bem, todo o apoio e abertura que durante anos lhes demos.
Não estou triste, apenas mais avisado. No futuro, quem quer favores, da minha parte, em nome de uma “grande amizade”, para que caso as coisas não corram como nós desejávamos, que vá ao TOTTA.

A vida é assim, uma aprendizagem. Algumas pessoas deveriam agir e não reagir, e deveriam culpar-se a si próprias pelo seu não sucesso, e não os outros, que tentaram ajudar.

Esta pérola de acontecimento vai para a minha caderneta, para a parte do: “O que não deves fazer nem acreditar no futuro”.

Embora faça esta partilha, sinto-me bem e tranquilo com a minha consciência, a consciência de ter feito ao longo dos anos, e agora, tudo o que sempre me foi possível para ajudar um amigo, amigo este que devia reflectir, pensar em tudo o que lhe foi dado e na hora não aproveitou, de todos os momentos de dedicação e tempo dado, e da minha a, de forma gratuita, sem cobrar.

Deixa-me indisposto, não triste, mas avisado, de que favores “fazia a minha avó”. Não é a amizade e os procedimentos da mesma que mudam, as pessoas é que os vão mudando ao sabor das desilusões, hoje tive mais uma, que me abriu os olhos.
Nada pior do que depois de tantos sucessos, de nunca ter dito não e de nada ter cobrado, alguém que muito estimo, porque pela primeira vez algo não correu bem, por motivos alheios, vir fazer a cobrança de uma “divida” de amizade.

Dizia-se que: “Quem dá e volta a tirar, ao inferno vai parar!” Eu acredito que sim, embora, apesar da desilusão, não era sítio onde eu queria ver um amigo, sim, porque apesar de desiludido, continua a ser um amigo
.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O sindicalismo militante já era...


Cada vez é maior o meu luto (leia-se NOJO), por quem (des) governa este país, e não me refiro apenas ao governo.
Embora corra o risco de ser vaiado e odiado, pelo menos não sou cínico, e digo que o sindicalismo em Portugal deveria ser repensado, muito mas muito bem avaliado, bem como as muitas fornadas de profissionais, encostados nos sindicatos e encostados às regalias dos sindicatos. O sindicalismo militante já era, é passado, embora ainda subsistam alguns puros, estes são meteoricamente abafados, mas não "banidos", espera-se, pois é mais de "camarada", que de bafio estes vão caindo, morrendo, para depois se prestar uma efusiva homenagem, ao grande camarada, ao grande sindicalista que partiu, e assim, todos ficam bem na foto. Muito provavelmente irá haver cravos na cerimónia, e agora, porque está na moda, cantam o "Grândola...", como se fossem donos da música...quantos a cantarão como aqueles católicos que rezam o Pai Nosso, mas que nem se dão conta do que estão a dizer?
Sou Socialista, sou de esquerda, sou um apaixonado das coisas da história, um curioso das lutas pela conquista de direitos, e quanto mais “leio” o passado, e não preciso de ir à proto-história do sindicalismo, mais triste e inquieto fico, e pergunto a mim mesmo, aos meus sentidos, se estarei a ler, a ver, a interpretar a mesma coisa…
Infelizmente custa-me escrever mas tem de ser, mas na verdade, muito do sindicalismo não me “cheira a esturro”, cheira-me mesmo mal.
A estrutura de alguns sindicatos, bem como muitas das suas regalias e outras alcavalas, e o clientelismo, fazem lembrar as pedras que os mesmos atiram às organizações políticas, aos gabinetes ministeriais, aos “jobs for the boys”… ou vão-me dizer que não é, presentemente, o que mais grassa nos sindicatos??? Sim, não há necessidade de concordar comigo, fica-se mal na fotografia… dá ideia que se é reaccionário... bom, se  pedir por um sindicalismo mais puro e militante, faz de mim um reaccionário…então sou mesmo um “filho da mãe” reaccionário…ALELUIA!
Não fiz greve, nem farei enquanto aquilo que apenas interessa, ao final do dia, é a luta pelas percentagens de adesão, de um lado e do outro, o que interessa é dizer que foi de 80% ou 90%, mesmo que assim não tenha sido. Eu quero ser mais do que o 1+1+1+1 = 4 que faz parte da gloriosa estatística que dita o GRANDIOSO sucesso da GRANDE GREVE…o que, para usar novamente a letra “g”, é GRAVE, sendo que depois, nada muda… ou muda muito pouco…
… a prova de que já nem tudo passa pelas peleias sindicais, e de que estás já quase ou pouco efeito surtem, é o carimbo inegável, de que a grande “manif” que realmente colocou o governo em sentido, começou nas redes socias… e foi viral…é que ai não era a central “A” ou “B”, o partido “X” ou “Y”, este ou aquele grupo profissional, não meus amigos, era o POVO, o tal onde assenta a nossa soberania… apenas para recordar:
Constituição da República Portuguesa (CRP)
Artigo 3.º
(Soberania e legalidade)
1.       A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
 
Assim penso eu, um socialista militante há vinte anos, que uso óculos para ler, mas não são de “cabedal”…

Presto a minha homenagem ao idealistas do sindicalismo, e cuspo o meu repugno aos oportunistas do mesmo, são eles que o estão a destruir, a desvirtuar!

terça-feira, 25 de junho de 2013

...de um azul justo e curto!



Estou aqui por ti, apenas e só por ti!
 
E em ti, venho a depositar, segundo atrás de segundo, minuto atrás de minuto, hora a hora, dia a dia, todas as minhas mais doces e ternas esperanças.
 
Esperanças de amor, amor que de mim, há algum tempo, tempo de mais, tristemente se ausentou.

Ao olhar-te, com os meus olhos castanhos-escuros, vejo-te linda, de azul curto, a fazer pose, a sorrir, e a ser feliz.

Os meus sonhos, que antes não tinha, pintam-se agora de duas cores: de rosa, assim dizem ser os sonhos bons, e de um azul justo e curto, preso por umas generosas alças a condizer, e têm (os meus sonhos) um nome, o teu, que guardo, “relicáriamente”, dentro de mim.

Curtos e intensos, assim são os bateres do meu coração, a pensar se um dia sairás dos meus sonhos, e poderei finalmente abraçar-te, sentir o teu corpo colado ao meu, beijar os teus ombros, sentir o cheiro do teu corpo, olhar de perto o teu sorriso, que tu e eu sabemos ser mais que perfeito, e talvez, mas só talvez, nesse dia, nesse mais que ímpar momento, enquanto os meus dedos calcorreiam solenemente o teu cabelo, eu te olhe nos olhos e te diga um pouco, uma parte, uma fracção do meu sentir por ti, e de como ele, o sentimento, me corre nas veias, e viaja, alegre e apaixonadamente, entre a minha alma e o meu coração, sussurrando-me, muito pouco em segredo, o seguinte: quem sabe, ainda podes ser feliz!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Pouco Normal Debate sobre a SEXUALIDADE




NOTA PRÉVIA: Este texto não é, de forma alguma, uma tentativa imbecil de ser sarcástico ou gozar com a orientação sexual de cada um, até porque, no meu entendimento, e sendo um convicto Católico Apostólico Romano, cada um segue ou deve seguir o que o seu instinto lhe diz para onde ir. Não me revejo em nenhuma posição homofóbica, venha de onde vier. 

O texto que escrevi surge-me no seguimento de algumas imagens e debates que se têm feito ultimamente à volta desta temática, e dos seus sub-temas.

Tendo por base a lei, de que ninguém deve ser discriminado em função de um determinado número de coisas e opções, estou em crer que a orientação sexual a cada um pertence, e que devemos respeitar o caminho de cada um.

 Nada mais difícil do que mudar as mentalidades. Não será na minha geração, por certo, mas acredito que no futuro, as coisas serão diferentes. Se pensarmos bem, não faz muito tempo (década de 90) que a OMS retirou a homossexualidade da lista de doenças. Um dia virá em que esta questão deixará de ser tema de conversa, de polémica, de bandeira politica ou controvérsia religiosa.

Em parte, este texto, surge para mim, enquanto cidadão, como uma imagem DO RUÍDO à volta da discussão de temas como o casamento Homossexual, a co-adoção, que é muito diferente da adoção por casais do mesmo sexo. Propositadamente cria-se ruído  e fico triste, como Católico Apostólico Romano, e não é que seja muito importante, mas também como heterossexual, de que nas celebrações, muitos padres contaminam e demonizam as questões que atrás referi (casamento homossexual, co-adoção e adoção).

Se Deus é o criador de todas as coisas, e assim eu acredito! Logo Deus é o criador da inteligência e do pensamento, como tal, tudo o que pensamos, criamos, codificamos, definimos e escolhemos, então é uma escolha anuída por Deus. Que direito têm os homens que se dizem representantes de Cristo na Terra, de “pregar” o contrário, quando sabemos das muitas milhares de crianças que foram abusadas em instituições da Igreja?

Ser homossexual é o “diabo”, ser Padre, homossexual e pedófilo é o quê!? 

A moral é uma “cabra muito velha e vesga”…!

Que confusão vai neste mundo, e cinismo, nem se fala.

Confesso, fiquei boquiaberto com a resistência ao casamento homossexual em França, terra de todas as revoluções, liberdades, igualdade e fraternidades, pais onde com a Revolução Francesa se iniciou a época contemporânea… por outro lado, não me espanta assim tanto, como socialista, como homem de esquerda, tenho assistido um pouco assustado ao crescendo da ultra-direita radical, nomeadamente em França com a Frente Nacional. 

Há muito que afirmo que ao contrário do que muitos dizem, de que a história não se repete, que negam o devir, que tal não é verdade. Para mim, a história repete-se, no entanto, com outra tecnologia, outro impacto, e acima de tudo, com outros atores. Estaremos assim tão longe dos “ismos”? Próprios da década de 30 e 40 do século passado? O fascismo, o bolchevismo, o nacional-socialismo, o maoismo, o franquismo o Salazarismo??? Não sei!? Ando tão confuso que chego a pensar que até o “ismo” da Europa (Europeísmo), começa a fazer-nos mal.

Bom, mas o tema não é esse, poderia ser mas não é. Como cidadão, gostaria que o ruído à volta das questões da sexualidade de cada um, se dissipassem, mas é pedir muito, eu sei, mas começa por cada um de nós, e estes nós, não nos inclui apenas e só aos heterossexuais, implica também um esforço por parte daqueles cuja escolha é outra, é diferente, nem boa nem má, apenas diferente. Também quem escolhe essa opção, para mim, deve, nas suas manifestações e luta por igualdade de direitos, ter uma atitude séria, e não tanto provocadora e por vezes chocante, levando a que muitas pessoas confundam posições sérias na luta pelos direitos dos homossexuais, com uma “mariquices”.

Bem, aqui fica o meu “non sense” texto, que não perdem nada se não lerem, e que tem por base um termo latino, que evolui e hoje, significa aquilo que na sua génese não é.

GAY (LATIM TARDIO GAIU, PELO FRANCÊS GUI, AO INGLÊS GAY = "ALEGRE, JOVIAL")

Quando há ruído  quando o recetor não está dentro da linguagem do emissor, a coisa pode ficar confusa...

-          -Thomas, I’m gay!
-         - What? You are gay?
-          -Yes Thomas I’m so gay!
-          -But…
-        -  But what Thomas?
-        -  Nothing, I Just didn’t know that you were gay…
-        -  But I’m Thomas…today… me and Samantha…you know… we made love all night long..
-          …you…Samantha… love all night long, and now, in the morning, you are saying to me that you are gay?
-       -   Precisely Thomas…
-        -  No, you are not gay, probably you are bisexual …
-     -  What? Bisexual? No Thomas I’m just gay…me and Samantha, was great… great sex... and that’s I’m feeling so gay today.
-        -  Well, could be worst… maybe you are just being gay for a day, and tomorrow you get normal…
-         - Normal? But being gay, felling me gay it is being not normal?
-        -  Well… I’m straight you know!? Ever in my life I felt I was gay…
-        -  Poor Thomas…so you are a sad person all life… let me hold you in my harms my friend…
-     - Stop man...stop… be gay alone! Friends…ok… I will try to understand, but don’t mix the things…I’m not gay … not now, not tomorrow… never!
-       -   So you will be a sad person for life?
-       -    I’m not sad for not being gay…
-     -  …but you should be Thomas, you should try to be gay just for a day in your life…
-       - …try to sell that to another…ok
-       -    Ok!
-      -     Are you sure that you are gay???
-      -  Yes Thomas, today I’m.
-       - There is not a small possibility of you being bisexual???
-   - Again Thomas? Why are you talking about sexual orientation?
-       -   Because you told me that you are gay…
-         -  Yes, but I’m heterosexual , and very gay today
-     - Ok, so, it’s was I trying to told you, maybe you are bisexual today…
-         -  What??? I’m so confused…
-         -  Look, you can’t be heterosexual and gay at the same time…
-          - No?
-   - No! You just can be heterosexual, bisexual or heterosexual…
-        - ???? are  your brains burned??? I just told you that I was feeling so great and gay today, and you are talking about sexual orientation? Thomas, you are trying to say me that you are not gay as I’m, for have good sex with Samantha because you love me? And you can’t live with the idea of I’m being so happy, so gay because I love that woman??? Are you saying that you love me? And are you jealous …are you Homosexual Thomas??? Fuck man…
-         -  No..
-       - …no problem Thomas, today I’m so gay, that I don’t care about you are being homosexual, it’s you choice, it’s natural, it’s your life, and you are my friend…
-        -   … but I’m not…
-       -   I know Thomas, I know… you are not gay as I’m, you are homosexual…  and I’m even more gay that I was before, because you trust and told me. I hope that you find a person that you love, as I found Samantha, and one day you fell, in your homosexuality, so gay, as  I’m felling today… let’s drink a half in a pub… such a surprise Thomas…


quarta-feira, 29 de maio de 2013

prome night…





É a nossa prome night, quer dizer, baile de finalistas, só que não me parece tão bem….

…entramos no recinto da festa, não somos nem nunca seremos a rainha e o rei da festa, mas somos gentis gentios que juntaram dois pequenos reinos, dois corações, e os fundiram num só. Sim, é verdade, somos latifundiários de um grande coração, onde há cearas de amor a perder de vista… da qual colhemos, um para o outros, dia após dia, sejam eles solarengos, de chuva ou mesmo de temporal, porque a vida a dois tem um pouco de tudo, sêmolas de paixão, a flor da farinha chamada amor!

…somos tão novos, e pensamos que sim, que é para a vida toda, para a eternidade… que no nosso castelo, olharemos, eternamente, a nossa dourada ceara de amor… hoje, enquanto escrevo e tu não estás, por entre lágrimas, percebo que a eternidade pode ser amanhã, ou no dia seguinte… mas somos tão novos, jovens, e trocámos, nas férias de verão,  juras adolescentes de amor… seladas pelas mãos dadas nos corredores do liceu, sendo que, provavelmente, a única coisa eterna do nosso amor, será o brejeiro ,mas belo coração, que com uma navalha eu e tu esculpimos num castanheiro… ou talvez não…

… as luzes do ballroom, quer dizer, do salão do recinto de festas, só que não me parece tão bem… finalmente, num jogo confuso, multicolor, e por isso belo, acendem e incendeiam o espaço, cheio de gente nenhuma, apenas eu e tu… recolhes o teu vestido… para não pisar, vislumbro o teu muito retro e  coquete sapato, de salto fino e alto…nos outros dias, segredo-to, és a minha “miúda”, hoje, és a minha “senhora”, sorris…

…dou uma mirada no teu rosto, colocámos um Rouge, para dar cor, o vestido, embora agora um pouco mais largo, fica-te tão bem… cai-me uma lágrima, a ti também…
… para além do rouge rosado nas tuas faces, todo o teu rosto brilha, mas de febre, corajosa, por amor tu és…

… porque o conjunto musical só amanhã vem, ponho a girar o disco que previamente preparei… antes que os primeiros acordes soem, já estou nos teus braços, e por fim… a voz vibrante seguida de um coro dooo woop, dita as primeiras palavras…”one summer night”…

…o meu corpo cola-se ao teu, a nossa eternidade, física, penso para mim, pode ser agora, hoje ou amanhã, mas pelo bater dos nossos corações,  o nosso amor não!

…escassos, muito escassos dias  depois da nossa prome night, da nossa dança no ballroom, o teu já frágil coração, que a muito resistiu, parou… mas sei-te feliz, vi-te feliz, senti-me  feliz, pois tiveste, tive, tivemos a nossa noite… entretanto, de corpo, eu cresci! De emoções? Congelei! O castanheiro secou, foi cortada e ardeu… mas o nosso amor não!

… hoje não é o disco que roda sem parar, imagina mas sim uma coisa chamada CD, para me servir de inspiração e panaceia… uma e outra vez… sempre como se fosse a primeira vez… o Dooo Woop…seguido do vibrante “one summer night…. Under the moon of love… no one could ever take your place”…

-     Quem é este? Perguntou o polícia.
-     Ninguém em particular! Apenas mais um velho solitário que morreu!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Eu sem ti!






Eu sem ti!

Cruzo-me no teu olhar, mas não me perco, esse não é o caminho que quero, o de perder-me!

Uma e outra vez, ao cruzar-me no teu olhar, tenho o ímpeto de ir até ti, mas freio-me, não vacilo, puxo o arnês!

Sei que és como o canto da sereia, estás e não estás, mas eu, sem ti, é na alma, ter-me…

… e porque sim, só me resta gritar, em (desas)sossego, aos céus, que te amo…Amo! Amo! Uma e outra vez!


Cruzo-me no teu olhar! Mas será que não me perco? Esse não é o caminho que quero? O não perder-me?

Contudo, ter-te infinitamente nos meus braços, não será essa a minha predicada perdição? Assim é? Tal como escrevo, e tal como tu lês?

És a mácula que procuro? Ou ainda busco, longe de ti, pecado, a redenção? Quero entender-me, valer-me…

…mas não encontro resposta ou caminho…e tu? Com quem cruzo o meu olhar, mulher que amo…tu vês? Vês?


Que caminho de (in) felicidade me resta trilhar?
Qual a minha eterna punição?
Cruzar o meu olhar com o teu mil vezes, e não te puder ter nem amar?
… o Filósofo, cético, grita: - Eis um PROBLEMA... 

pois NÃO tem SOLUÇÃO!

domingo, 26 de maio de 2013

…minha branca alva folha flor de papel!




Olho-te e vejo-te nua… minha branca alva folha flor de papel,
não me saem as palavras…  nem qualquer traço, por mais naïf que seja, de escrita!
Levanto-me trôpego, incomodado… caio em sono de desilusão, no (des)conforto do meu docel…
… a musa que havia em mim morreu, fenece, jaz nua e crua, e o meu coração? Esse chora…grita!

Amanhã, quem sabe, tentarei novamente, deliro eu, nesta ou em outra branca alva folha flor de papel,
quiçá, vomitar de dentro de mim o bom e o mau, em agonia, toda a dor e desconforto que me agita!
O que for será, não escreverei uma e outra vez, venha com o sabor que vier, de acre doçura, ou doce fel!
>O  que só acontecerá casos sejas tu, musa minha, fénix renascida, que me devolva a vontade e o dom da escrita!

… mesmo para um não poeta, nada mais triste do que a “sencilla“ falta de inspiração!