segunda-feira, 23 de novembro de 2020

No amor, a omissão é traição

A noite cai, e de joelhos, em fraca figura, muito prostrado estou, é trágico, estou sem ti,

sem a tua hercúlea força, que sempre me fez, uma e outra vez, reerguer mais forte e seguro…

…depois, perdíamo-nos em longas conversas, em apertados abraços, doces beijos, sorrisos lindos e luzentes sem fim…

Mas hoje não, nesta noite, a noite de hoje não, pois enquanto cai a noite, estou cansado, caído e prostrado debaixo dos escombros de um grande e pesado muro…

 

É pesada a herança, é árduo o sentimento de culpa de te ter perdido da forma pueril como te perdi!

Por minha culpa tão grande culpa, pergunto-me, em oração retórica, de como se pode transformar o amor, algo tão claro e belo, em algo tão obscuro?

Porque não sabemos ser humanos, medianos, queremos sempre ser “Ícaro” e tocar o sol… pensei não precisar assim tanto de ti, e assim me iludi, e assim cai.

E hoje, com todo este peso nos ombros, com este sentimento de culpa, pela tua legitima ausência, sei que é melhor ser D. Quixote sonhador, do que sentimentalmente imaturo.

 

Partiste, não tanto pelo que aos teus olhos vilmente de errado fiz, mas sim pelo que deliberadamente omiti.

A omissão é por vezes, muitas vezes, a maior parte das vezes, a mais dolorosa e grande traição, um muro que obstrói e destrói até o amor mais resiliente e puro…

E as Tágide, em coro, umas a rir e outras a carpir, entoam…: - O que semeie foi o que colhi…o que semeie foi o que colhi…

Tendes razão, no que bradais Tágides malditas: -Quem semeia ventos, colhe tempestades!  É esse o meu pensamento, prostrado debaixo dos escombros deste pesado muro, onde apregoo aos sete ventos a morte de um amor, e em simultâneo me esconjuro.

 

Carta de Amor Quarta

 De Dentro de mim, 23 de novembro de 1915

 Olá meu Amor.

Que esta missiva te encontre em paz e na paz que por aqui é escasso bem.

Os dias de frio estão de volta, os dias de chuva também, e com a chuva, nas estreitas trincheiras, enlameamo-nos por fora, e mais triste, meu amor, enlameamo-nos, também, e quiçá mais, por dentro, e dentro de mim, tenho mais lama que esperança, esperança de te voltar a abraçar, de passear de mão dada contigo no Rossio lá da nossa terra, de ouvir as horas toadas pelo sino da igreja onde sonho, um dia, quando esta guerra sem sentido terminar, casar contigo, de uma forma ou de outra, sei que o meu regresso acabara por passar pela capela da nossa terra… para agradecer pela vida, para dizer que sim, no altar, ou num caixão de pinho, sabemos que voltamos, mas não como voltamos.

 

Desculpa a tristeza, mas a chuva, a lama e o cinzento céu fazem de mim “filósofo”, mas sei que me conheces, e sabes que sou assim, cubro todas as possibilidades, exceto uma vez, de todas as filhas de tua mãe, não hesitei em entregar o meu coração apenas e só a ti…

Sabes, estava aqui a pensar que apenas quero ter contigo um amor simples, sabes, assim… nem muito grande, nem muito pequeno, apenas um amor, e o amor, para ser amor, deve ser simples, simples é bom, não achas meu amor?

 Sim, serei “Naif” (aprendi esta palavra com o tenente, é educado e de boas famílias, tens estudos, quer dizer inocente, puro, ele diz que eu sou “Naif”, e sorri, é bom o Tenente, tem bom coração), na forma como tudo faço, inclusive como te amo e vivo, e até como todas as noites, seja à luz de um breve luar, de uma trovoada, ou das constantes explosões das bombas, te escrevo, sim, devo ser “Naif”, pois retiro de coisas más, momentos bons, para te escrever e estar contigo.

Sabes, tenho pena de não haver árvores, gostava de esculpir as nossas inicias e um coração numa delas, para eternizar o nosso amor, sei que seria uma dor para a árvore, mas menor do que aquela que sinto por não te ter, aqui e agora, por quase me estar a esquecer do cheiro do teu cabelo, do toque sedoso da tua pele…

 Sabes, mal tenho lápis e papel, e quase tempo nenhum para escrever, tudo aqui é racionado… tudo, mas mesmo assim, escrevo, ao de leve para poupar no lápis, e letra bem pequena para o papel durar, mas sei que quando o faço, fico outra pessoa, que não o soldado raso, fico de coração cheio, e tão mais humano e sereno, e sabes, meu amor, não tenciono racionar no amor, no meu amor por ti.

Entre o amor à mulher amada, e o ódio ao inimigo, que não tenho, porque alguém ama alguém como eu te amo a ti, numa trincheira do lado de lá, acho que só sinto ódio a quem nos engajou para esta fratricida demanda, pelo ego, tento manter-me o mais humano e lúcido, aqui tudo é veneno, é medo, mas tu és o amor… o fiel da balança… da mina (in)sanidade.

 Tenho de ir, sem ir a lado nenhum, é mais uma força de expressão, do que uma expressão com força…

Meu amor, como te disse no início desta missiva, não quero contigo um amor grande ou pequeno, apenas e só um amor simples, um amor de lume brando e ameno, mas duradoiro.

Se puderes dá novas aos meus, diz-lhes que estou bem, afaga os teus lábios na testa da minha velha mãe, e diz-lhe que estamos a ganhar e que breve regressaremos, que te vá fazendo o enxoval…

 Meu amor, o tempo passa, está a clarear, o Tenente manda colocar as escadas e encaixar as baionetas, o sargento já tem o Caronte apito na mão, tenho de, por agora, e quiçá, mais uma vez, me despedir, não sei se por um agora ou um para sempre, é tempo de colocar a baioneta, subir a tosca escada de madeira e sair a correr pela lama, para morrer ou matar.

Um beijo deste sempre teu, numa trincheira qualquer, longe de ti, longe de casa, mas no teu coração



Tarda o amor

O nosso tão nosso amor, esse que nunca e em momento algum, nos nossos corações, fora, nestes longos anos olvidado. Guardado? Sim? Mas nunca olvidado.

Nada nem ninguém, jamais e em tempo algum, o conseguiu destruir, ou levar ao esquecimento, pois no nosso interior, esse lugar quente e íntimo, ele teimava em viver, em surdina, sim, mas forte teimou em ficar.

Estou em crer que é especialmente especial, este amor, pois já foi muito adiado, e por isso vos digo, que de tão esperado, tem de ser “calientemente” acalentado, de ser um amor ainda mais amado.

Um único desiderato, que não um capricho ou vazio devaneio… quedar-me num mui longo e terno enlace, num forte e sequioso “beijoabraço”.

 

Sabes, o que não foi, já era, e o que passou, passou, hoje, aqui e agora, tudo isso é apenas um longínquo, embora e sem dúvida, um penoso, pela tua ausência, passado.

Uma pausa! Olho-te, e com a voz mais do que embargada, solenemente e de joelhos neste sagrado altar que é agora o chão que pisamos, te rogo:  - Meu primeiro e único, de toda uma vida, amor, vamos, a este sentimento adiado, mais do que nunca, dar-lhe o devido ar e sustento, a dois, eu e tu, dele cuidar.

Que doravante, cada toque seja real, determinado e firme, que cada osculado beijo, o seja de facto sagrado, intensamente intenso, e como dois aprendizes, pelos nossos lábios, corretamente, letra por letra, seja o B.E.I.J.O. soletrado.

Se é para viver, que se viva, e que nessa adiada vida, antes de mais e primeiro que tudo, seja cada milésimo de segundo, para este amor adiado, amar.

 

O teu corpo é todo o meu mundo, o meu lar, e o teu coração… o nosso exíguo, mas aconchegado quarto, onde descansamos, onde adormecemos num abraço terno e apaixonado.

Aconchegamo-nos a nós, somos iguais na carência do amor, deste amor. Temos o corpo nu, e a alma desnudada, apertamos as mãos, num enamorado e sôfrego entrelaçar.

E se o mundo profano me perguntar o que quero, respondo de forma sincera e simples: - Reconstruir o AMOR, o nosso AMOR, que era já quase e só um pálido sonho, sem ar, sem vida, e fazê-lo ao teu lado.

 E a vida, especialmente quando se vislumbra a felicidade própria de quem ama, tem de ser vivida de forma urgente e expedita, pois a desdita, da vida,  é rápida a passar, quando tens amor para receber e amor, muito amor, daquele amor bom, para dar.

 

Por isso, meu primeiro e único amor, vamos fazer o que já tarda, fazermo-nos ao caminho, olhar para o céu, encher o peito de coragem, apertar forte as mãos e AMAR, AMAR e AMAR.

 

 

 

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

A um amor (In) adiado

 A orquestra singular e singela já ocupa o seu sacrossanto lugar.

A ampla sala está em tons de lusco-fusco, apenas e só, um foco de luz ao centro.

Avançamos, solenemente, passo a passo, para os braços um do outro... Silêncio! Caros ausentes Senhores e Senhoras, que os amantes vão dançar!

Para a ocasião, vestimos o corpo e a alma coração de forma solene. É aqui e agora! Encostamos os corpos, agarro-te a cintura e seguro a tua gentil e delicada mão… eis o momento!

 Olhos nos olhos, e firmes no amor, assim foi, assim é, assim será! Súbito, a orquestra começa os primeiros acordes a tocar.

Suave e primeiramente começamos a deslizar, para depois rodopiar, dançamos e de novo rodopiamos, rodamos, mão na mão, coração com coração, olhos nos olhos, sem pestanejar, mais do que dançar isto é amor, é amar…  tudo tão terno, tão firme, bela é esta dança do nosso contentamento.

Lábios cerrados, e neste cúmplice silêncio, sabemos que é mesmo mais que uma dança, é uma “epifania”, o “Kronos”, e o circunstancialismo a dizer: - É o tempo, o vosso tempo de amar!

 A música, languida, mas não lamechas, parece deliciosamente eterna, toca em “loop”, toca e toca, sem retoques, sempre afinada e sem parar.

Porque almas gêmeas sempre fomos, aceleram-se, em uníssono, as nossas almas corações, porém, ainda que a líbido arda em flamejantes chamas, saboreamos cada passo, cada volta, envolta em desejo, esse corpóreo sentimento.

 Até que por fim, embalados pela música, e impulsionados pela dança, os nossos lábios sedentos e já muito molhados, num estonteantemente esperado e quente beijo, tocam-se…

Há uma sequiosa sede de beijos, desses beijos dos amantes reencontrados, enquanto o agora (in) presente Cumpridor de Sonhos apregoa bem alto: - É beijar senhores, é beijar…

Atenta, a orquestra singular e singela, de mansinho a música abranda, e qual filme de amor, com final feliz, seguras o lufado e airoso vestido, e levas-me, em corrida, p’lo salão, pela mão, rumo à vida, porque essa coisa de ser feliz, para nós, meu único, primeiro e doce amor, já é mais do que tempo.

domingo, 10 de maio de 2020

Abraça-me!

Abraça-me!
Abraça-me forte, porque é ao teu abraço doce e frágil que eu vou buscar a minha força, uma força não só mais forte, como mais sólida, segura e sentida.

Abraça-me!
Abraça-me forte e sem medos, para que eu perca o medo meu, e que saibas que me sinto, paradoxalmente, frágil, mas forte, ao saber que este amor, que vive no meu coração, é apenas e só, no limite nosso, mas em exclusivo… apenas e só teu!

Abraça-me!
Abraça-me forte, e olha fundo nos olhos meus, e verás o quão frágil sou, e se me olhares ainda mais fundo, encontrarás, estou em crer, uma alma, se não já morta, por certo a desfalecer, a quem, sinto eu, esse teu frágil forte abraço, que te rogo, dará novo ânimo, dará amor, e amor, meu doce amor, é vida!

Abraça-me!
Abraça-me ainda mais forte, e que nos encontremos, alegres, mas serenos, eu, tu… e o amor. Mesmo que o preço a pagar seja para sempre perder o norte, mas, meu doce frágil e forte amor, isso não é nem azar nem sorte, é apenas amor e amor, a brotar gritante em nós… que de forma maviosa, sincera e sentida, a ambos comprometeu!

Abraça-me, abraça-me forte, e que saibas que gostaria de acabar hoje e muitos outros dias, em silêncio, mas mais forte, nesses frágeis fortes braços teus.

10 de maio de 2020

00H25



domingo, 5 de janeiro de 2020

E antão o amor?

Amor, por qual razão me laceras a alma com a tua ausência? Sendo tal, sinónimo da já longa ausência dela…

Desse ser belo, porém, quiçá, sem alma? Que me abandonou, como se não houvera, antes, algum, raios me partam, amor, ou pelo menos apego.

Eu sei que a vida é dia não e dia sim feita de altos e baixos, de paixão e desilusão, nem sempre só feia, nem sempre apenas e só bela…

Sei também, digo eu na minha altivez, que o amor não é sempre só estonteante felicidade, ou, nem sempre, ou para sempre, uma permanente dor.



Ai amor, que nos fazes rir e chora, correr e saltar, querer o sol olhar de frente, e a lua… e a lua? Ah… essa, com a ponta dos dedos tocar…

E no momento seguinte querer cerrar os olhos e, num sonolento sono, com uma dor negra colada à alma, querer, num eterno para sempre, lenta, mas seguramente adormecer.

Confundes-me tu! E tu também ó amor! Se bem que não vos sei, nesta já demasiado longa ausência, diferenciar…

Tu és O AMOR, e o amor ÉS TU! Tu lembras-me O AMOR, e o amor lembra-me que ele, por sinónimo ÉS TU, que de mansinho vieste, e entraste para ficar.



Antão que fazer? Ficar quedo quieto? Como se nada se tivesse acontecido? Como se não houvesse uma saudade que sufoca a alma, que a dilacera?

Mas Antão que fazer? Se quando te foste, se foi, contigo, o amor, aquele amor que nunca antes havia eu experienciado.

Descobri, contigo, pois antão, que o amor existe, que não é apenas uma palavra, um boato, algo inalcançável… uma quimera…

…mas neste momento, só te queria ó AMOR… ó TU, para te poder amar e tão simplesmente sentir-me amado.



João Ramos

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Por entre lágrimas e risos… o amor...

O amor, a mão amiga, gentil e terna, a nuvem suave, o algodão doce, a melódica canção,
que nos faz rir e chorar, e querer, às vezes, e  ao mesmo tempo,  viver e morrer, ir e ficar.

O amor, sinónimo de todo o ar, toda a água e alimento, combustível aditivado para o coração,
que nos faz, em dias de chuva, ver, por entre nuvens e pingos, um certo sol a brilhar… e sonhar, sonhar, sonhar!

O amor, tu e eu, mão na mão, cabeça no ombro, e esse beijo a ritmar com a nossa canção,
que nos faz correr e saltar, escrever um poema, e, uma flor, para a amada, sem dolo, furtar.

O amor, que é, de longe, mais do que a roda, ou o fogo, a maior e melhor humana “invenção”.
Aconchegamo-nos a ele, tu e eu, numa alegre e desejada “solitude”, e do sentimento… amor, passamos ao verbo… amar!

O amor, o nosso amor, que o é só porque sim, sem uma plausível ou racional explicação.
Um dar e receber, um segurar-te segura pela mão, e sem destino certo, contigo caminhar.
Singular conto, canto e canção, eu e tu, e tu és… pois! E eu? Apenas isso, o teu qualquer coisa… João!

domingo, 23 de setembro de 2018

Fuchsia

Fuchsia ... just a color or a feeling too?
Fuchsia ... a color with feelings? Or a feeling without color?
Fuchsia ... Me and you ... so much love ... and in the end, sad, so sad, a hand full of nothing !?
Fuchsia ... where are you?
Fuchsia ... love and love, and love another time and again, and finally, hand in hand, die of and out of love, me and you!


terça-feira, 10 de abril de 2018

Quem sois vós?


Quem sois vós? Em quem vejo coisas grandes e fantasiosamente fantásticas nesses seus olhos, quando, por pequenos momentos, ligeiramente encolhidos, estão numa plena e incomensurável ternura.

E quando os seus carnudos lábios sorriem para o mundo? Ai que tonto sou… pois penso, qual Pierrô, jamais Arlequim, que inocentemente, talvez, e só talvez, apenas e somente, por uma vez, minha doce e terna Colombina… sorriem para mim...

… sinto um nó na garganta, de ânsia interminável, que se estende até ao meu peito, lugar onde dizem que fica a arrecadação da alma e do coração, como tal, mais para o bem do que para o mal, lá,  descansa o amor…  lá, descansais vós, em alva candura!

Ó minha doce Seirene, que com o seu doce canto, em mares salgados e tumultuosos, a uns quantos leva à perdição, e a outros, errantes mareantes, mas puros apaixonados, salva da morte certa, que mesmo de lágrimas encharcados, e de olhos tristemente cansados, os expia da dor e do pranto sem fim…

… quem sois vós na realidade?
Colombina? Seirene? Se eu nem Pierrô, Arlequim ou marinheiro sou?
Sois a Mulher e Senhora que os meus pesadelos em sonhos transformou!
E o que sinto? Amor? Creio que sim! Paixão nunca, pois é sinónimo de amor com dor! Mas por certo, muito, mas muito mais do que uma, por grande que seja, amizade!

Não foi assim que Zaratustra falou… mas é o que me vai cá dentro, e esta, quer vós quereis quer não, é a mais simples, humilde e ungida de amor verdade.

00H02
10/04/2018

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Talvez um dia… talvez um outro dia!


Afirmo e pergunto-te…
Serão teus os meus olhos!
Serão meus os teus?
Quem sabe? Talvez um dia… talvez um outro dia!
Até porque tentar adivinhar o futuro, pois bem, é coisa de tolos, não de sábios!
E a mais sou apenas um homem, nem bruxo, nem adivinho… tão pouco Deus!
A prudência, nos atos, nas acções e até nas omitas omissões, é sinal de sabedoria.

Declaro e questiono-te…
Serão teus os meus braços!
Serão meus os teus?
Quem sabe? Talvez um dia… talvez um outro dia!
Não adivinho mas sei, não sonho, que estou a braços com esses braços que nos abraçam e puxam centrípetos um para o outro, que aproximam peitos e lábios… num rol de doces amassos.
Confesso que sim, que estou louco por te abraçar, por te erguer e rodopiar-te no ar numa desmedida, infinita e profunda alegria.

Enfim, mas não por fim… concluo…
… de que será todo teu o meu singular amor!
Será meu o teu?
Quem sabe? Talvez um dia… talvez um outro dia!
Mas quero-o. Sim, quero esse teu amor que pressinto ser forte e vivo… de almas incautas apaixonadas… agitador.
E este meu querer amar-te e pertencer-te terá sido, porventura, a melhor de todas as desgraças que sobre a minha pessoa se abateu….
…até porque se tivesse sido menos forte e avassalador… eu o usar não ousaria!