Na verdade, parece-me que mais nada sei
escrever,
a não ser, sobre estas coisas, mais ou menos
nobres, Do amor!
Por vezes, ao meu leitor, parece-lhe que
apenas e só sei sofrer,
sentir, por bem-querer, no coração, uma enorme
e carpideira dor de amor!
Processo: desenho no papel a nossa história -
Parece que ontem e hoje,
neste
tempo, levado ao extremo do infinitesimal, só penso em ti!
E prossigo! - Meu amor! Não te quero, nem posso, apenas olhar ao longe,
és tudo,
mas tudo, o que eu, enquanto Petrarca,
quero para mim, aqui!
E deixo a caneta fluir - Tu, “ó Esperança Minha”,
preenches meu coração,
Serás
fel? Afrodite! Adjectivo-te, contudo, na verdade, não te sei qualificar!
Acredito
que tu (para o poema terminar), com desdém me olhas e dizes não!
Contudo,
lá no fundo da tua alma! Sei que há uma não Afrodite, mulher simples, que me
quer AMAR!









