quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Carta de Amor Segunda


De Dentro de mim, 12 de Setembro de 1914

Minha querida!

 Hoje escrevo-te por amor, sobre o AMOR!

Tu sabes a minha opinião sobre quem tenta definir o amor…acho que é gente que perde tempo a tentar explicar uma das poucas coisas que eu acredito que não têm explicação… graças a Deus!

Mas não posso deixar de pensar no que é isso do amor, e do quão difícil é, pelo menos, tentar quantificar o mesmo… sabes! Já não sei o que me faz mais confusão, se a impossibilidade de explicar o amor, se elo menos fazer entender ao outro, neste caso a ti, o quanto te amo…

O que é isso do AMOR? Apenas uma palavra!?Ações!? Ou ambas as coisas!?

Mas como podemos nós, simples mortais, demonstrar a alguém o amor? Esse amor? O nosso amor?

É pois certo que o sentimos, e como tal, nós, os fiéis depositários desse amor, sabemos que ele existe, e que é verdadeiro, e que é grande, e que é eterno…até terminar… mas… e para o outro? Sim, como vai a pessoa amada (tu), saber que a amamos? Como a amamos? E o quanto a amamos?

O amor, meu amor, é coisa que não se vê, sente-se, certo? Mas como o fazer sentir?

Como eu gostaria que o amor, o meu amor, não fosse tão subjetivo como é!

Correção! Aliás, não é apenas o meu amor que é subjetivo e abstrato! Todos os amores do mundo o são!

Sabes! Mais fácil seria o amor poder ter uma forma! Eu sei, parece uma ideia surreal, mas imagina…e se tivesse também uma cor? Mais rosa, ou mais vermelho carregado… seria bom, daria para ver que há amores de formas muito peculiares, e também de cores muito diferentes e até quem sabe, cores estranhas...pois pensamos no vermelho como a cor legítima, natural do amor, tal como citei anteriormente, mas imagina que o meu amor por ti é também verde!? Sim, verde esperança, esperança de que seja duradouro, de que possamos ser felizes até à eternidade e mais além!

Como seria o meu AMOR por ti?

Pois digo-te! Na sua forma seria um grande e confortável sofá, salpicado elegantemente de vermelha paixão e verde esperança! Esperança de que a paixão do vermelho não se esfumasse…

Acho bem que te prepares! Um dia, quem sabe, ao chegares a casa, tens estacionado à porta uma carinha de mudanças, com uma grande e preciosa encomenda, aliás, duas grandes e preciosas encomendas, o teu sofá de avermelhada paixão e verde esperança, e nele, comodamente sentado, eu! (que humilde te sai…..)

No fundo, seria apenas uma das muitas formas de gritar bem alto aquilo que tu sabes… AMO-TE!

Por hoje é tudo!

Quem sabe te escreva amanhã. Ou não!

Teu!

domingo, 9 de setembro de 2012

SEGREDO DE ESTADO

PARTILHEM!!!

Noticia de última hora!!!!!!



...
Finalmente consegui entender a política de MERDA que este governo PSD/CDS anda a fazer.
Face à contingência de, em sede de gabinete de primeiro-ministro ou de ministro onde as ditas ideias são inventadas, e posteriormente apresentadas em conselho de ministros, e do fluxo enorme de MERDA entre o intestino e o crâneo (não digo cérebro para não ofender o que na cabeça destas besta não existe), todos os gabinetes foram remodelados.
Assim, em primeirissima mão, e face aos meus contactos nas secretas (pouco), consegui uma foto única, exclusiva do gabinete do primeiro-ministro, sendo que as versões dos ministros não têm assento e encosto em pele.
É daqui, eu reforço, a partir daqui, meus amigos, portugueses e portuguesas, que SOMOS (des)GOVERNADOS.
Assim se entende melhor a política de MERDA e assasina que este governo está a realizar. Mais ainda, é uma política de cú ao léu, eu reforço, UMA POLÍTICA DE CÚ ao LÉU, pois há que arrear as calças e assentar o ministerial cagueiro, para aquele assento, o que, mais uma vez, o meu pensamento dedutivo, me diz que para além de uma política de MERDA, é também uma política de CÚ ABERTO, aberto à Troika, à Alemanha, e a outros especuladores que ganham com a nossa necessidade.
Uma política de MERDA e de CÚ AO LÉU, ou seja, a DESCOBERTO, mas eu peço, assim de uma forma muito humilde o seguinte:
Governo PSD/CDS, sr.º (zinho) primeiro-ministro, se quer Governar desta forma, "be my guest", esteja à vontade, mas governe assim para si, para sua casa, ou como disse no seu infame escrito no facebook, a pensar no futuro dos seus filhos... pois de certeza que não está a pensar no futuro dos filhos dos outros portuguêses. Se v.ª ex.ª quer governar de CÚ aberto, com os seus parceiros, NÓS, OS PORTUGUÊSES, CIDADÃOS CONTRIBUINTES, não queremos VIVER ASSIM, de de CÚ a CÉU ABERTO.

O cidadão
João António Dias Ramos.
Contribuinte


PS: a minha opinião aqui não é a posição mandatada de ninguém por ninguém do partido ao qual pertenço, é a minha opinião como cidadão, nada mais!
Mais informo que sou inteiramente responsavêl individualmente, cível ou criminalmente pelo que escrevi!

Porque o faço?
Lembro-me da frase de um amigo, camarada e fonte de inspiração de estar na política com valores morais e ética ao qual respondeu, sobre a razão de uma candidatura sua, da seguinte forma:"Porque Sim!"
Eu fi-lo aqui e agora apenas e só PORQUE SIM!
porque tenho o direito de brincar com quem brinca com o povo, de achincalhar quem achincalha o povo, e eu, como muito, sou do POVO!
Disse!

sábado, 1 de setembro de 2012

Porque a vida é também ela feita de um hoje sim! Amanhã? Talvez não!


Porque a vida é também ela feita de um hoje sim! Amanhã? Talvez não!

E como seria enfadonha uma vida perfeita?! Sem um pequeno e dissonante contratempo!?

Uma vida em banho-maria, um grande nada simplesmente! Um suspiro sem graça! Um abreviado lamento!

Mas tanta dor… porra pá! NÃO e NÃO!

Em mim, hoje, aqui e agora, tudo é negro denso, perturbante e assustador, ominosa escuridão!

O coração? Esse acha-se enlodado num luto! E eu de fumo negro no braço, porque levo solenemente, hoje, a enterrar um amor, que paradoxalmente ainda está, em mim, demasiado vivo!

A noite e a insónia são as minhas únicas companheiras, nesta marcha desacompanhada para o interno panteão!

Em desespero, ainda te estendo a mão, meu ainda amor, como um homem-menino, perdido! Mas não te encontro, nem a ti, nem a ninguém…

…será este meu “bem te querer”, o meu sepulcro?

De joelhos, rezo-te no quintal, onde todas as flores, uma a uma, paulatinamente, de forma sincronizada, foram tolhendo…. quiçá de compaixão!?

Espaço outrora viçoso, que das muitas lágrimas por mim vertidas, se transformou em pestilento pantanal!

Aos ombros, encolhidos tolhidos pela vergonha e dor, carrego em esforço a “urna tumba caixão ausente”, que em solitário cortejo fúnebre, levo agora mesmo a enterrar num “jazigo que jaz” algures no meu coração!

Bela és!


 

Bela és! Como as manhãs frescas de verão que antecedem um dia e fim de tarde Zéfiro, brisa quente!

Belas és! Como o algodão doce de rosa cor, que brinca nas mãos irreverentes de uma criança!

Bela és! Como o branco-pérola de uma e todas as nuvens de sonho que viajam, de forma suave, e à deriva, por sobre as nossas cabeças!

Bela és! Com a elegância do bater das asas da mais bela e rara ave! És Fénix, mil vezes renascida, mil vezes perfeita, amada, desejada e querida!

Bela és! Como tu própria! Referência sacro sagrada de um “igual a ti mesma”! Arquétipo? Não! Apenas modelo em constante reformulação!

Bela és! E que não fosses, bela serias para mim, peregrino no amor, caminhante errante, indigente, pedinte carente de amor, com um ramo de flores belas velhas e secas, na ponta mirrada dos dedos, das já trémulas, calejada e encardidas mãos!

Bela és! E que não fosses, bela serias para mim! Simplesmente porque te vejo, sonho e vivo, como cavaleiro sem escudeiro ou brasão, nem montada, numa interminável cruzada a esse lugar mais que “Graal” sagrado, que é o teu coração!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Diz-me que sim! Que assim será!


 

Diz-me que sim! Que assim será!

Diz-me que este MEU e TEU, ou simplesmente “NOSSO” amor jamais irá findar!

Diz-me que sim! Que assim haverá de ser!

Diz-me que esta paixão louca, divinamente ensurdecedora jamais irá ter um fim!

Diz-me que sim meu amor! Suplico-te… diz-me que assim, para a eternidade será!

Diz-me que sim! Diz-me que será como sempre foi!

…silêncio…

…os minutos sepulcrais, perante a tua majestosa e pretoriana presença, acossam-me a dor, espevitam a dúvida, cauterizam-me a alma… não consigo sequer deglutir, perante semelhante muralha hediondamente intransponível, a minha escassa saliva!

…cruel é esse silêncio Morfeu teu! Críptico!

Confesso… pelas Chagas Sagradas d’Ele, que me sinto a desfalecer perante a impenetrabilidade na tua concha, que vai para além do hermeticamente aceitável….

Peço-te, imploro-te, rogo-te, clamo-te e mendigo-te encarecidamente, pela Virgem de todas as Marias Mães, por todos os Anjos e Santos do céu, e dos restantes anjos menores que em desgraças ardem no inferno, proscritos anticristos, que não me deixes… nem que seja, pelo menos, sem uma palavra….

Algo de mim, nesta exasperante delonga, vai morrendo! Acode-me! Se não por amor, por misericórdia… por caridade e esmola, a mim, eu que almejei que algures, no teu mausoléu negrume, em que se tornou o outrora vermelho de amor coração, havia jazigo para o meu eu, que já foi teu, que foi nosso… onde pudesse repousar em paz!

…remeteste-me ao eterno purgatório dos que amam sem retorno, daqueles que antes amantes foram, e acreditavam que para um amor tão grande não existia tempo, lugar nem mundo… suficiente!

…ser Humano é acreditar que o amor é eterno e vai para além da tumba funda!

Não te viver é sofrer, pelo que, ou Amar-te! Ou morrer!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ver o nosso mar sem ti!




Vou ver o mar sem ti… ver aquele mar que queria nosso, mas que hoje, acaba por ser apenas e só, somente meu…

…não só guardo eternamente  um lugar teu no meu coração, como o teu espaço do mundo nosso, da interceção das bolas de sabão da vida de cada um de nós…que hoje termina!

…mas olhando para o mar, guardo neste banco, por amor, o teu lugar, onde me irei sentar e falar contigo, sobre amor, em silêncio, mesmo sem a tua presença, pois não estando, estarás sempre lá.

Olho agora para o céu, e vejo claramente duas bolas de sabão que sobem, parecem unidas, olho bem…e agora já não… voltaram a ser duas bolas distintas…sem partilha, sem interceção…

…foi apenas o fim de um sonho de amor, não de uma ilusão!



PS. Dedicado a todos o que sofrem por amor, valentes homens e mulher, que não desistem de o encontrar!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Inverosímel amor!


Rasga-me com a tua ironia!

Dilacera-me a alma com todo esse teu inverosímil e muito pouco provável amor!

Bela és… mas cruel! Se antes era eu folha grossa de cartolina, depois de ti, apenas folha pobre mascada e amassada… menos que pasta celulosa!

Pega-me fogo! Já de nada sirvo! Já de nada te sirvo! És perigosa pirómana…pois facilmente incendeias a libido dos mais incautos!

Que me morra eu como o fogo! Sem oxigénio, sufocado no teu beijo vedante e letal!

Estou néscio, ajoelhado, porém, sem fé, apenas e só por uma burlesca devoção… a ti, minha senhora e dona; rainha; madonna mandona… vergado pela deliciosa chibatada do teu impetuoso chicote vibrante, dilacerante nas minhas carnes… que se quedam, contudo, sem marca nem mácula… carrasca refinada, por mim querida…por mim execrada… ébria confusão!

…que bizarro é este nosso não amor, onde se conjugam “antónimos” como dor e amor! Quero-te já! E agora já não! Breve! Dá-me e tira-me a tua mão!

Isto não é nem pode ser amor!? Nem tão pouco apenas ilusão!? Será desejo de castigo? Porque apenas ai, quiçá, encontre eu a mais suprema e sublime satisfação!?

Poema de Amor sem nome!


Amo-te! E amo, de igual forma, a forma pouco formal com semicerras os teus olhos quando me beijas… nos meus sonhos!

Amo-te! E não encontro, nem desejo encontrar as razões e repostas para tal… pois seria explicar o amor, e isso, apenas o tornaria vulgar…

Amo-te! Respiro-te! Preciso-te! Sou de ti carente, um indigente sentimental, que apenas quer abrigo de amor, que te quer apenas e só por isso e para isso… para te amar…

Amo-te! Agrilhoado, algemado e de um nu muito despido… na alma e coração! Nu e no corredor do amor, contudo, feliz, porque assim tem de ser o amor, o verdadeiro amor, como sentença de perpétua prisão, ou tudo, ou nada, menos do que isso… obrigado, mas NÃO!

Amo-te! E amo, de igual forma, a forma pouco formal como semicerras os teus olhos quando à noite, acredito eu, me desejas e amas nos teus sonhos!

Cartas de amor!


Cartas de amor!
Quem nunca repetiu: - amo-te; amo-te; amo-te…uma infinidade de vezes!?
Se são ridículas? Talvez! Mas não a mão de amor que as escreve…
… na minha ingenuidade, creio mesmo que são elas, muitas vezes, apesar de ridículas, a chave mais certa que abre ou encerra um coração!

Carta de Amor Primeira


Carta de Amor Primeira

Dentro de mim, 04 de Julho de 1914

Minha querida!



Como gostaria que te visses como eu te vejo... com os meus olhos…

Que sentisses o mundo à tua volta fazendo uso dos meus sentidos, mas que na essência, jamais deixasses de ser tu! Poderias então, dessa forma, avaliar o que penso e sinto quando te olho…

Como gostaria que o meu coração fosse, por alguns momentos, umbilicalmente ligado ao teu e que nesses breves momentos, sentisses o meu pulsar por ti… quando te sinto e olho… taquicardias do amor….

Como gostaria que as tuas mãos por momentos fossem as minhas, poderias, assim, sentir o quanto já te quero e amo, pela forma terna e intensa como no meu pensante te toco, te guardo, te acarinho!

Na verdade, apenas num hipotético momento onde o teu “TU” fosse o meu “EU”, te levaria a entender e a compreender a pureza, e porque não, a dimensão deste meu mais do que embrionário amor… porque tudo o resto que te possa dizer, será sempre uma muito pálida e enevoada imagem do que penso e sinto em mim…por ti!

Muitas são as coisas mensuráveis e explicáveis na vida… o tempo, o vento…o frio e o calor, a força das marés… e muitas as lógicas e formas de medição, mas nenhuma delas, feliz ou infelizmente, consegue medir ou explicar o amor, este meu já amor maior por ti!

Porque o amor não se explica, sente-se, vive-se, gota a gota até ser fonte… e nesse momento singular, o que sinto por ti será perene!

Que estoicamente todas as cartas de amor continuem a ser ridículas, mas sempre e só, com e por causa do amor!