quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Diz-me que sim! Que assim será!


 

Diz-me que sim! Que assim será!

Diz-me que este MEU e TEU, ou simplesmente “NOSSO” amor jamais irá findar!

Diz-me que sim! Que assim haverá de ser!

Diz-me que esta paixão louca, divinamente ensurdecedora jamais irá ter um fim!

Diz-me que sim meu amor! Suplico-te… diz-me que assim, para a eternidade será!

Diz-me que sim! Diz-me que será como sempre foi!

…silêncio…

…os minutos sepulcrais, perante a tua majestosa e pretoriana presença, acossam-me a dor, espevitam a dúvida, cauterizam-me a alma… não consigo sequer deglutir, perante semelhante muralha hediondamente intransponível, a minha escassa saliva!

…cruel é esse silêncio Morfeu teu! Críptico!

Confesso… pelas Chagas Sagradas d’Ele, que me sinto a desfalecer perante a impenetrabilidade na tua concha, que vai para além do hermeticamente aceitável….

Peço-te, imploro-te, rogo-te, clamo-te e mendigo-te encarecidamente, pela Virgem de todas as Marias Mães, por todos os Anjos e Santos do céu, e dos restantes anjos menores que em desgraças ardem no inferno, proscritos anticristos, que não me deixes… nem que seja, pelo menos, sem uma palavra….

Algo de mim, nesta exasperante delonga, vai morrendo! Acode-me! Se não por amor, por misericórdia… por caridade e esmola, a mim, eu que almejei que algures, no teu mausoléu negrume, em que se tornou o outrora vermelho de amor coração, havia jazigo para o meu eu, que já foi teu, que foi nosso… onde pudesse repousar em paz!

…remeteste-me ao eterno purgatório dos que amam sem retorno, daqueles que antes amantes foram, e acreditavam que para um amor tão grande não existia tempo, lugar nem mundo… suficiente!

…ser Humano é acreditar que o amor é eterno e vai para além da tumba funda!

Não te viver é sofrer, pelo que, ou Amar-te! Ou morrer!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ver o nosso mar sem ti!




Vou ver o mar sem ti… ver aquele mar que queria nosso, mas que hoje, acaba por ser apenas e só, somente meu…

…não só guardo eternamente  um lugar teu no meu coração, como o teu espaço do mundo nosso, da interceção das bolas de sabão da vida de cada um de nós…que hoje termina!

…mas olhando para o mar, guardo neste banco, por amor, o teu lugar, onde me irei sentar e falar contigo, sobre amor, em silêncio, mesmo sem a tua presença, pois não estando, estarás sempre lá.

Olho agora para o céu, e vejo claramente duas bolas de sabão que sobem, parecem unidas, olho bem…e agora já não… voltaram a ser duas bolas distintas…sem partilha, sem interceção…

…foi apenas o fim de um sonho de amor, não de uma ilusão!



PS. Dedicado a todos o que sofrem por amor, valentes homens e mulher, que não desistem de o encontrar!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Inverosímel amor!


Rasga-me com a tua ironia!

Dilacera-me a alma com todo esse teu inverosímil e muito pouco provável amor!

Bela és… mas cruel! Se antes era eu folha grossa de cartolina, depois de ti, apenas folha pobre mascada e amassada… menos que pasta celulosa!

Pega-me fogo! Já de nada sirvo! Já de nada te sirvo! És perigosa pirómana…pois facilmente incendeias a libido dos mais incautos!

Que me morra eu como o fogo! Sem oxigénio, sufocado no teu beijo vedante e letal!

Estou néscio, ajoelhado, porém, sem fé, apenas e só por uma burlesca devoção… a ti, minha senhora e dona; rainha; madonna mandona… vergado pela deliciosa chibatada do teu impetuoso chicote vibrante, dilacerante nas minhas carnes… que se quedam, contudo, sem marca nem mácula… carrasca refinada, por mim querida…por mim execrada… ébria confusão!

…que bizarro é este nosso não amor, onde se conjugam “antónimos” como dor e amor! Quero-te já! E agora já não! Breve! Dá-me e tira-me a tua mão!

Isto não é nem pode ser amor!? Nem tão pouco apenas ilusão!? Será desejo de castigo? Porque apenas ai, quiçá, encontre eu a mais suprema e sublime satisfação!?

Poema de Amor sem nome!


Amo-te! E amo, de igual forma, a forma pouco formal com semicerras os teus olhos quando me beijas… nos meus sonhos!

Amo-te! E não encontro, nem desejo encontrar as razões e repostas para tal… pois seria explicar o amor, e isso, apenas o tornaria vulgar…

Amo-te! Respiro-te! Preciso-te! Sou de ti carente, um indigente sentimental, que apenas quer abrigo de amor, que te quer apenas e só por isso e para isso… para te amar…

Amo-te! Agrilhoado, algemado e de um nu muito despido… na alma e coração! Nu e no corredor do amor, contudo, feliz, porque assim tem de ser o amor, o verdadeiro amor, como sentença de perpétua prisão, ou tudo, ou nada, menos do que isso… obrigado, mas NÃO!

Amo-te! E amo, de igual forma, a forma pouco formal como semicerras os teus olhos quando à noite, acredito eu, me desejas e amas nos teus sonhos!

Cartas de amor!


Cartas de amor!
Quem nunca repetiu: - amo-te; amo-te; amo-te…uma infinidade de vezes!?
Se são ridículas? Talvez! Mas não a mão de amor que as escreve…
… na minha ingenuidade, creio mesmo que são elas, muitas vezes, apesar de ridículas, a chave mais certa que abre ou encerra um coração!

Carta de Amor Primeira


Carta de Amor Primeira

Dentro de mim, 04 de Julho de 1914

Minha querida!



Como gostaria que te visses como eu te vejo... com os meus olhos…

Que sentisses o mundo à tua volta fazendo uso dos meus sentidos, mas que na essência, jamais deixasses de ser tu! Poderias então, dessa forma, avaliar o que penso e sinto quando te olho…

Como gostaria que o meu coração fosse, por alguns momentos, umbilicalmente ligado ao teu e que nesses breves momentos, sentisses o meu pulsar por ti… quando te sinto e olho… taquicardias do amor….

Como gostaria que as tuas mãos por momentos fossem as minhas, poderias, assim, sentir o quanto já te quero e amo, pela forma terna e intensa como no meu pensante te toco, te guardo, te acarinho!

Na verdade, apenas num hipotético momento onde o teu “TU” fosse o meu “EU”, te levaria a entender e a compreender a pureza, e porque não, a dimensão deste meu mais do que embrionário amor… porque tudo o resto que te possa dizer, será sempre uma muito pálida e enevoada imagem do que penso e sinto em mim…por ti!

Muitas são as coisas mensuráveis e explicáveis na vida… o tempo, o vento…o frio e o calor, a força das marés… e muitas as lógicas e formas de medição, mas nenhuma delas, feliz ou infelizmente, consegue medir ou explicar o amor, este meu já amor maior por ti!

Porque o amor não se explica, sente-se, vive-se, gota a gota até ser fonte… e nesse momento singular, o que sinto por ti será perene!

Que estoicamente todas as cartas de amor continuem a ser ridículas, mas sempre e só, com e por causa do amor!




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Bacantes no palácio… e Nero a harpear! (POEMA ERÓTICO) - PEM

 Recordo-me de ti, de mim, de nós, mas com mais empenho, no meu eu ali sentado e prostrado aos teus pés, como deve sempre ser…
Como que pecador, sem redenção, à espera do teu último acto de amor, o perdão! Mas não é isso que procuro, quem sabe, não busco o contrário? O saboroso e delicioso gosto do castigo, punição, amor paixão forte, profunda entrega…enfim, tesão…
Tu permaneces imóvel, parece-me, do fraco angulo que te vislumbro, que o teu rosto é moldado por uma sagrada cera de abelha…pois tens a tez num misto de amarelo dourado…
… apenas te cobre um branco véu, que esconde, num só caminho, as tuas generosas ancas, dois lugares: uma descida aos infernos, portanto…pura paixão! E uma vertiginosa Ascensão, por ser sagrada, aos céus, portanto… puro Amor!

…para onde quero eu viajar? Não sei!? Tem dias! E hoje não sei que dia é, embora, deleitar-me-ia que este dia, e todos os restantes dias da minha sublime vida de servo teu, fossem vividos em permanente viagem entre o céu e o inferno, entre a paixão e a tesão, entre a ternura e a libidinosa dor…
E ali está, e ali permanece, por vontade própria, O MEU EU, sentado e prostrado aos teus pés, vestido apenas com uma pelicula de suor másculo e intenso, inebriante… de tal forma que as muitas abelhas da tua corte zumbem de prazer…não as vejo, mas consigo escuta-las, sei que algumas…muitas…buscam no seu íntimo, o íntimo prazer, mas tu…tu não, tu continuas superior, envolta no teu véu, com esse rosto de estatua de cera, não de uma cera qualquer, mas sim de uma sagrada cera de abelha… exclusiva de uma rainha!
…lá fora Roma arde, e consigo escutar o louco harpear do teu amante de monetária conveniência…Nero, esse louco…
…dentro de mim, apenas penso que faz todo o sentido que Roma, cidade das grandes orgias e bacanais arda, pois para mim Roma é e sempre foi o anagrama de Amor, que é o que sinto por ti, no meu peito cidade, que são as artérias do meu coração…Roma...Amor!
O priapismo há muito que toma conta de mim… - um desperdício! Traduzo eu do zumbido das tuas camareiras bacantes, mas tu permaneces imóvel, “castigante”, nada te consigo ler, e não é porque esteja sentado e prostrado aos teus pés, apenas e só porque permaneces morbidamente imóvel, fria na expressão do rosto, mas quente na derme…
…Roma arde lá fora, o Amor, esse arde em mim, bem cá dentro, bem lá no fundo…
… e de repente, sem que nada o fizesse prever, quando menos espero…e quando o zunido loucamente enlouquecido das tuas abelhas camareiras bacantes aumenta de forma ardentemente assustadora, estremeces, o teu rosto de cera ganha outras expressões, colocas a tua mão sobre o teu colo e soltas um –ai que morro! Profundo! São apenas breves segundos… mas intensos!
Por delicadeza, presumo eu, deixa que o teu véu toque levemente o meu íntimo... que em nano segundos  solta a sua profícua e fecunda carga…que contudo, não apaga o fogo que consume Roma, nem tão pouco abranda o febril ardor no meu coração… Amor…
… algures no seu palácio, Nero, o Incendiário, continua a harpear… e Roma a arder… as famintas labaredas tomam contas dos nossos aposentos, as abelhas camareiras soltam zumbidos de morte, é tão somente dilacerante para mim escuta-las, mas nem eu, nem tu, minha Rainha, nos movemos, e acabamos tomados pelo lânguido fogo… e temos uma segunda morte…agora, nos braços de Morfeu…

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Amar pode ser...

Amar pode ser uma pequena palavra,

mas uma palavra que tudo nos diz!

Uma semente pequena, mas brava,

que me faz querer ser feliz!



Amar pode ser um pequeno gesto, um olhar,

um pequeno grande toque no coração,

que me faz querer viver e sonhar,

que me faz sentir aquele…hummm… de louca emoção!



Amar pode ser uma pequena e leve brisa!

Um pequeno e simples sentir!

Uma pequena lágrima que cristaliza,

ou simplesmente ser algo que de tão grandioso que é, não ser para definir!

Apenas mais um escrito, sem interesse, sobre ANJOS!




Quem és tu meu Anjo?

Que vêm e perscrutam os teus olhos?

Que auscultam atentamente os teus ouvidos?

Como sentes, as coisas do mundo terreno, nas tuas mãos?

Qual o cheiro da tua boca? E do teu íntimo? Embora me tenham dito que os Anjos não têm

sexo…tu tens!?

A que saberão os teus lábios? Serão suculentos? Os teus Beijos?

O que pensas quando te deitas? Qual o teu primeiro pensamento quando acordas? Dormirão, por ventura, os Anjos?

Qual a tua cor preferida…depois do branco celestial?

Qual dos nomes, do teu nome, é que gostas mais? Tens tantos….

Gostas mais da praia ou de campo? Depois do céu…claro!

E o que mais te agrada: um banho rápido? Ou um banho quente e perlongado? Às vezes, porque sou tonto, e quando te penso, acho que gostas de ambos, mas fazes lavagens a seco, numa lavandaria qualquer do paraíso, para não estragar as tuas asas…

Qual o teu perfume preferido?

E a música que mais te deleita?

E o teu prato predileto, ou não gostas de prato algum, pois não comer, é mesmo o teu regime dietético?

Mas afinal, e depois de tudo isto, responde-me Anjo… afinal, quem és tu?

Que eu tanto amo…!

domingo, 17 de junho de 2012

Poema de amor Breve para um Amor Eterno!




… tivesse eu direito a outra vida e não pediria
 mais do que aquilo que já tenho… um grande
amor por ti!

 João Ramos