sábado, 21 de dezembro de 2013

na Barca de Caronte, minh’alma e meu coração!


Este meu audível e profundo (como devem ser todos) suspiro,

não creias, porque o não é, um apelo a ti, uma dor ou queixume.

É antes de mais, e mesmo primeiro que tudo, o que eu transpiro…

… paixão vertiginosa, amor  dor no peito, porque é feito de chama forte, lume…

Este meu mais que cavado olhar, que para bem longe, sem pouso certo, atiro,

não creias, porque o não é, um olhar mendigo a ti, cruel, não és imagem que levemente se esfume.

É antes de mais, e mesmo primeiro que tudo, um olhar que procura no espaço vazio, um retiro…

… estás alto, meu único e grande amor, mas não tão alto, perto do céu ou no pico do cume…


Mas de que serve toda esta negação?

Se é para ti que escrevo…

…demónios… mil demónios, vinde, executai-me, cortai-me uma e outra mão…

… aproveitai e levai para o inferno, na Barca de Caronte, minh’alma e meu coração!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dia 21 de outubro de 2013, tomada de posse como Deputado Municipal em Miranda do Corvo



 

Não há vaidade no ato em si, mas orgulho em puder contribuir para que a mudança chegue ao nosso município.

 Apenas me ocorre que não somos nós, os
empossados,
os importantes, o que é importante é o cargo em si, pela possibilidade de ser uma ferramenta de PODER, que pode levar à mudança, e que por ser uma ferramenta de PODER, deve ser efetivamente utilizada em proveito de quem nos elegeu e não em proveito próprio.
 
Como Deputado Municipal, a minha política e o meu partido são, efetivamente, os Mirandenses, que também me elegeram, e a quem espero servir, ao nível da minha função, com os ideais socialista, de que tanta e tanta gente se esquece.
 
Na política NÃO VALE TUDO, mas infelizmente FAZ-SE DE TUDO, e triste é o dia em que se percebe que as assembleias, as reuniões deixam de ser um campo onde se discute e decide o que é melhor para o Concelho, mas sim, onde se discute quem fala mais alto, quem tem mais argumentos, qual o partido mais feroz, onde não se gizam e aprovam as medidas para a gestão da autarquia, mas sim, onde ocorrem, aos olhos de todos, pequenas e grande “vendettas”.
 
Para quem tomou posse pela primeira vez, ou é repetente, apenas gostaria que se sentisse orgulhoso por ocupar um lugar onde pode fazer a diferença, assim se queira, a importância e a dignidade de se ser Deputado Municipal, é não menos importante do que se ser Deputado na Assembleia da República. As coisas grande apenas funcionam porque há meia dúzia de “Peças grandes”, mas dezenas de “pequenas grandes peças” na engrenagem.
 
Se ser Deputado Municipal é ser-se uma “pequena grande peça”, então sou um homem feliz, porque sei que sou um das dezenas de “pequenas grandes peças” que podem ajudar a que o sistema funcione.
 
Sem vaidade mas com orgulho, porque posso e porque tenho legitimidade para tal, dedico este dia apenas e só a uma pessoa, nascida e criada no Concelho, nessa bonita aldeia que da pelo nome de MOINHOS, dedico este dia, à minha Mãe, GRACINDA CAETANO DIAS RIBEIRO, que sozinha, me ensinou e continua a ensinar o que nas escolas não ensinam, nomeadamente, ajudar, sempre que se possa, os outros, faze-lo de forma honesta e “Pro Bono”
 
Mãe, este momento é só para ti!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

ANGOLA A VERGONHA


 JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, vergonhoso presidente de Angola (volta Savimbi que estás perdoado) acaba de declarar publicamente de que PORTUGAL, que segundo o pretenso OCS, que de OCS nada tem, o infame Jornal de Angola (cheira-me a merda quando escrevo este nome, porque será?) deixa de ser um PARCEIRO ESTRATÉGICO!
Palavras de vento, pois na realidade, Angola, já comprou, adquiriu, tornou-se parceiro, ou outra coisa qualquer de tudo o que é pretensamente lucrativo em PORTUGAL.
A bela bosta do Jornal de Angola, que apenas tem ofendido o nome de PORTUGAL, o tal “[…] país muito pobre, com elites corruptas e ignorantes[…]”, presumo que o jornaleco estivesse a referir-se precisamente áquilo que é o retrato de Angola.
Há muito que digo a muita e muita gente de que Angola, para os Portugueses, é uma bolha, uma bomba prestes a rebentar-nos.
Se não rebentou, não demorará a rebentar, a não ser que os nossos governantes arreiem as calças e deem o seu rabo ao governo Angolano e ao dinheiro, que quase tenho a certeza que vão fazer.
Que pena tenho eu do meu dinheiro que foi para Angola, sem eu autorizar, a enviar fardas para a Polícia de Angola, ar armas para os Polícias e Forças Armadas Angolanas. Que pena tenho eu de ter sido o meu dinheiro a pagar a formação, alimentação e alojamento daqueles que são hoje os oficiais das Forças Armadas e Polícia.
Tenho tentado calar a revolta e o nojo que me vai por dentro, não por Angola, nem pelo povo Angolano, mas sim por certa Angola, e por uma certa elite politica, policial e militar Angolana, por uma fulana que é a mulher mais rica de África, graças às concessões do pai. De uma multidão de Angolanos que escolhem o tal país pobre, para estudar, ou utilizar os hospitais privados, mas isto, só para as elites.
Senti-me ofendido, enquanto português, com a verborreia de merda escrita pelo jornal de angola, sinto-me ofendido com os pedidos de desculpa de um tal Ministro Machete, pois se este quer dar o rabo aos Angolanos, que dê o dele, não hipoteque o cú de todos os portugueses.
Mas a verdade é que a Angola, que todos acham muito desenvolvida, apenas se restringe na sua luxuria e fausto, à cidade de Luanda e pouco mais, sendo que logo nas franjas da cidade, os bairros pobres pululam.
A Angola desse Hijo de la Mierda que é José Eduardo dos Santos, a família e correligionários, desenvolvida, é Luanda e pouco mais.
Ao que chegou este país!
Embora me custe a aceitar, pois é algo que me fere, nas palavras do merdaleijo Jornal de Angola, que refere Portugal como um “[…] país muito pobre, com elites corruptas e ignorantes[…]”, é que eles têm razão, ou seja, é uma verdade que se aplica a Angola, e que se aplica também a Portugal, e às pseudoelites politicas portuguesas, que desde a apressada entrega dos territórios, após o 25 de abril de 74, apenas têm feito, e desculpem mas tem de ser: merda atrás de merda!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A escrita! Princípio ou fim?



A escrita é, pode ser, contudo para mim será sempre, a única forma de positivar uma ideia, não importa qual o alfabeto, ou o suporte… da pedra ao papiro, do papiro ao papel, do papel ao digital, que curiosamente… acaba impresso no papel…

A escrita é a doce redundância que nunca fica mal!

A escrita é isto e aquilo, é esta ideia e uma outra, esculpida algures por mim, por ti, por este, aquele e o outro! Ou pelo “anónimo”, que podendo sermos todos, na verdade é como que tivera sido escrito por um gigantesco “ninguém”!


NOTA QUE NÃO DE RODAPÉ: Somos ingratos, pois nenhum dos prémios Nobel da literatura, e de outros tantos prémios “láureos”, jamais escreveu tanto, em quantidade, mas também em línguas tão diferentes, bem como em suportes tão diversos como estranhos, sem falar nos estilo, que vão da prosa à prosa poética, da narrativa a novelas e poesia, de escritos breves e filosóficos, mais ou menos arcaicos… o grande Nobel da Literatura é o “anónimo”, nada mais democrático, porque o anónimo não sendo ninguém, reforço, pode ser, é por certo, numa altura da nossa vida, uma vez que seja, ser cada um de nós…

 
A escrita é o que nos vai na alma, ou talvez não, é o bom e mau, o ódio e amor, paixão e desapego, muito e nada, naïf, profético ou niilista, com e sem razão, para desabafo ou chamar à atenção, e no mais, é o blá, blá, blá, etc e tal!

A escrita é, infelizmente para quem a quer definir e teorizar, sempre algo mais, porque é a escrita. Esta tem muitas vírgulas e pontos finais, mas para que seja infinita, basta saber que tem muitas reticências…

A Escrita é algo que não tem fim, e não há um nano segundo em que não haja alguém, neste planeta, anónimo ou não, que não esteja a escrever, melhor ou pior, mas as escrever, nem que seja apenas com o dedo a apontar e a desenhar no céu, ou na areia molhada de uma qualquer praia, porque se a escrita é infinita, a imaginação do ser humano não o é menos!

 
… no principio era o Verbo, e no fim, creio eu, o Verbo é também ele o fim… para se começar sempre de novo…
 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

QUE GANHE MIRANDA!


 
Em tempos de campanha eleitoral, é o que mais tenho visto, e o que mais me tem criado desilusão.

Mas também assim são as coisas da vida.

Em campanha ou não, há algo que aprendi e que guardo de há muito, e por muitos defeitos que tenha: "Sou um homem LIVRE e de BONS COSTUMES"

Gosto de estar, apoiar  a "Pro Bono", e não gosto que me cortem a palavra, quando sabemos que é a palavra, seguida da ação que convence.

Não gosto que façam métricas e estatísticas do tempo que falo/discurso ou o que quer que seja. Muito menos por gente que já se pensa político, e apenas ainda é uma névoa... a humildade é um dom.

Nestas eleições, naturalmente que espero, que quero que o Partido Socialista vença as eleições, mas quem eu realmente quero que ganhe, É MIRANDA DO CORVO, OS MIRANDENSES, e não o EGO de alguns que já se julgam gente, que já se acreditam políticos ou grandes esperanças de o vir a ser.

MIRANDA SIM, MIRANDA e os MIRANDENSES é que têm de sair da “modorria” em que andam, e ganhar nova vida.

Se for pelo meu partido de há 20 anos como Militante, tanto melhor.

Muito simplesmente porque o Miguel Baptista merece, é um bom homem e um homem bom.

E fico-me na minha avaliação, por aqueles que conheço.

Acreditando, naturalmente, que os restantes, são tão bons ou melhores que ele.

E serão, se pensarem um pouco como eu, que tenho a mania de que tenho sempre razão (mea Culpa) Quem tem que sair a ganhar com estas eleições, e que seja de facto com o Miguel Baptista, seja MIRANDA e os MIRANDENSES.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Por que morrem os Bombeiros? Um manifesto pessoal de REVOLTA!


 

Para que se saiba, os BOMBEIROS, morrem, sobretudo, porque o Estado, o grande legislador, teima em não aplicar as coimas que deviam e estão estipuladas na lei há anos, para os proprietário de floresta, que pura e simplesmente não limpam as matas… é natural que não faça cumprir a lei, pois o Estado, o maior proprietário de todos, tem infinitos hectares por limpar.

Os Bombeiros morrem porque é nesses terrenos, públicos e privados, cheio de silvas e mato, de difícil acesso, que eles combatem de forma desigual, enquanto o fogo salta, voa, progride, come e destrói, o BOMBEIRO, arrasta-se penosamente por encostas, de mangueira e agulheta ao ombro, sabendo que há mais fogo pela frente do que água na viatura, quando já não há água, há giestas, ou um ramo, e quando os níveis de fadiga já há muito que foram ultrapassados, eles continuam, a subir e a descer, a ir e vir, a enfrentar o fogo, o FOGO que é INOCENTE, criminoso é quem o liberta, quem o acende e atiça, e sempre em terrenos férteis em materiais para serem devorados, soltar o fogo ai, é como levar uma criança à Disney, assim, não é o fogo que matando, na realidade não mata, mas sim quem o ateou, quem não obriga os proprietários a limpar as matas.

Assim, tão culpado é o incendiário, como o estado.

O problema não é a falta de meios, nem de homens, é sobretudo falta de vontade política.

Se se gastasse mais na limpeza das matas ou na obrigação de mandar limpar, ficaria por certo sempre mais barato em dinheiro, e sobretudo, em vidas, do que pagar para ter mais meios aéreos de combate aos incêndios.


O combate aos incêndios faz-se na terra, na Assembleia, no cumprimento das leis e de preferência, fora da época estival.

Este ano, mais do que em outros, a sociedade tem uma eterna divida de gratidão e de sangue para com todos, mas todos os bombeiros deste e de todos os países.

O verão haverá de acabar, escutam-se as vozes políticas revoltadas, embargados de luto. No entanto a revolta dos políticos e o seu pretenso luto vai esmorecendo, e a pensarem baixinho: - Agora só se fala disto para o ano!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ANA RITA PEREIRA, BOMBEIRO DE 24 ANOS, MÃE DE UMA FILHA DE 4 ANOS! FILHA DE ALGUÉM!



Assassinada por esterco da espécie humana, que invariavelmente se não são, são dados como loucos, logo, inimputáveis.
Não deveria haver inimputabilidade para um incendiário que seja.
Que Deus me perdoe, mas nestes momentos, não posso deixar de pensar na Pena de Morte…para este tipo de crimes e mais uns quantos. Que não me venham os moralistas da treta dizer que não é correto tirar a vida a alguém, mesmo que esta tenha cometido diretamente um crime hediondo, ou que, pela sua acção, a vida de outros se tenha perdido, como é este o caso.
Ana, como português, jamais te poderei agradecer a ti, e aos que antes de ti, infelizmente partiram no combate desigual ao fogo.
Olho para a tua foto, e parte-se-me o coração, por seres uma jovem, por seres filha, por seres Bombeira e o que faz ainda doer mais, por seres MÃE, o bem mais precioso que qualquer filho tem, sem tirar mérito ao amor de um pai.
És mais um herói, que, infelizmente, só se considera como tal a título póstumo, tarde de mais.
Como cidadão, atribuí há já muito tempo, independentemente da época do ano, o estatuto de heróis a todos os bombeiros, porque de facto, “Vocês vão, mas não sabem se voltam!”
Que Deus te guarde e receba, sei que sim!
Que os mais próximos não se esqueçam, para memória futura, que a Ana, a MÃE Ana, foi uma pessoa muito corajosa, deu a sua vida pelos outros, para que a sua filha, apesar da dor e tristeza, se sinta orgulhosa, tal como todos os filhos que perderam os pais, de uma forma ou de outra, ao serviço dos outros, ao serviço da pátria, sei bem o que isso é, dai a minha dor.
Um cidadão eternamente agradecido e eternamente em dívida!
João Ramos


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Breve!



O Cinismo político-partidário não me incomoda, não sou é obrigado a conviver em silêncio com ele!

Simplesmente porque não sou cego, surdo e mudo, e por muito fraca que seja, tenho opinião!

João Ramos

TAF

O que escreveste é incómodo e politicamente incorrecto!



Após ter publicado um humilde texto sobre o carácter “orgasmatico” pré eleitoral, recebi alguns telefonas menos simpáticos, em jeito de ”quem te avisa, teu amigo é”. Ainda dentro do mesmo princípio, recebi também um ou outro correio electrónico e mensagens no facebook, onde algumas pessoas até me questionaram se eram visadas.

Mas ressalvo esta pérola politica com tiques de Estado Novo que me foi dirigida: - o que escreveste é incómodo e politicamente incorrecto!

Querem-me lá ver que estou em risco de perder os meus cargos no partido!

Querem-me lá ver que vão pedir o meu saneamento!

Tremo de pensar no que ai vem, nas consequências… serei excomungado (não porque somos um partido laico), mas ostracizado? Colocado na prateleira? Como viverei depois????

Enfim… para não chorar, com pena destes “pobres de espirito”, que contudo, e como diz a Biblia, “Felizes os pobres de espirito porque deles será o reino dos céus!”, ou seja, pela sacrossanta estupidez já ganharam o céu, mas como dizia, para não chorar, apenas me limito a sorrir e a registar o seguinte: - Meus amigos, “se lhes serviu a carapuça” e vos deixou a pensar, claramente que SIM! E sim, é porque era, aliás, é!

Sei que quando escrevemos aquilo que não agrada a certas pessoas, há quem se intimide com as consequências, coisa que a mim não me abala, sou íntegro, não sou um "chupista" do momento. Por outro lado, o silêncio, ou a não reacção de muita gente, diz muito do efeito que aquilo escrevemos tem… fica para memória que é um pouco isto: façamos todos de conta que não lemos, não vimos, enfiemos a cabeça na areia como a avestruz! Alguém tem de dizer a todos os que (não) leram, que ao tomar a posição da avestruz, fica-se vulnerável!

Que chato haver gajos que gostam de ser incómodos…

Tenho pena de ver, assistir do camarote, e ter documentado, o que as pessoas antes diziam, e agora, que lhe cheira "lugar", já dizem, e vestem o melhor fato, e vêm à apresentação do candidato, com lugar de relevo, como se sempre o tivessem apoiado e valorizado.

Na verdade, estar no NIM, escondido e calado a ver para que lado cai, são os que ganham.

Tratando o Boi pelos nomes, na apresentação do candidato Miguel, pessoa de bom intimo e coração, um político Pro Bono, apareceram aperaltados e altivos, gentes que há muito não os via... mas que agora até têm lugarzinho garantido e elegível... sorridentes e de abraços, onde estavam quando se travou a luta contra o legitimo, e bem, candidato Mário Ricardo? Sim, onde é que andaram nessa luta????

Escondidos, e se o Mário fosse o líder da Concelhia de Miranda, estariam na fonte dos amores, de certeza engalanados, com os mesmos sorrisos e palmadinhas nas costas... e a pensar: - porra pá, ainda bem que joguei à defesa, e ainda com três centrais, caladinho nomeu canto…

Ainda me lembro da primeira apresentação do Candidato Miguel, quando foi no mercado, chovia, havia porco no espeto, eramos uns poucos, muito poucos, porquê ninguém acreditava, as sondagens eram contra, o Miguel, um anónimo, enquanto ele discursava, de um lado do passeio, nós, do outro lado ouvíamos e batíamos as palamas da praxe, poucos mas com fé inabalável… de vez em quando, um carro passava entre o publico e o orador, só ver para crer… um dia épico… pouca gente, não crava a poder, a lugares, e poderiam, caso dessem a cara, sair chamuscados no pós eleições…

…à medida que a campanha foi avançando, e a adesão foi sendo notória, os chulos do costume começaram a aparecer, com desculpas esfarrapadas, votos “bezerros” de lealdade e de cínicos: - sempre acreditámos em ti!

Como foi diferente o cenário na fonte dos amores… de repente, pensei que estivesse na gala dos Globos de Ouro da SIC, tanto sorriso, tanto abraço, tantos vivas e tu, o Miguel: - és a maior pá!

Dos dois momentos, apenas me recordo de uma pessoa, digam o que disserem dela, alguém que há quase 4 anos, numa “quase ridícula apresentação”, apenas e só pelo reduzido número de presentes, pois era uma candidatura fadada ao insucesso, apresentou com entusiasmo: - o futuro presidente da Câmara de Miranda do Corvo! Que acabou, por uma unha negra não ser, este ano, há poucas semanas, o mesmo homem, o mesmo entusiasmo, o mesmo “speaker”, voltou a apresentar, novamente: - o futuro presidente da Câmara de Miranda do Corvo!

Refiro-me, naturalmente, ao CAMARADA e AMIGO João Paulo, que todos conhecemos por JP.
Para ti, o meu abraço, o meu louvor, porque de dia ou de noite, com sol ou chuva, com mais ou menos saúde, sempre estiveste lá, sempre estiveste com ele, sempre estiveste com todos.
Se um dia tivesse de partir para uma guerra, iria querer-te ter, por todo e mais a lealdade ao meu lado.
Poderia naturalmente referir alguns mais, mas não me apetece, e provavelmente até nem interessa, porque sei que ninguém me vai ler (estou muito indigente), mas a par, e para colocar uma representante do sexo feminino, temos de respeitar as quotas, uma mulher de toda a luta, de toda a hora, que sempre acompanhou o líder, o actual candidato, esse ser maravilhoso, por ser, mas não só, minha amiga, a Madalena.

Mas há mais alguns, não muitos, mas há mais alguns. E porque os jovens não podem ficar de fora, um jovem, não tanto nas acções, pois demonstra grande activismo político, e grande maturidade, apenas jovem na idade, o Tierry, incansável e sem medo, que fez crescer, e vai fazer crescer ainda mais, o número de elementos da JS de Miranda, este jovem advogado, é outro reconhecido companheiro das ditas solitárias saídas, pelo Concelho, do nosso candidato.

E por fim, um maduro, um amigo, e desculpem repetir, um amigo que impulsionou, que motivo, ponderado, bem relacionado, tranquilo, mas leal, direi mais, o rosto da lealdade e do desinteresse, o Zé Mário Gama.

No fim de tudo, e depois de elencar estes nomes, esta era a minha lista para a Câmara, para a vereação, estes nomes, estas pessoas.
Contudo, e porque sou leal ao líder, irei a jogo e à luta, pelos nomes que foram escolhidos. Porque em democracia é assim, aceitar! Mas em democracia é também se poder dizer o que se pensa, e expressar aquilo que seria a nossa opção.

Este meu texto, bem como o anterior, visam e são decorrentes de um sentimento, o da PLURALIDADE, mas de uma pluralidade que como refere Blaise Pascal, procura a unidade, e não o contrário! Contudo, e como diz o mesmo, uma UNIDADE que não seja decorrente da pluralidade, de cada um pensar diferente mas manter a união, é apenas ditadura! FACTO!

A idolatria “orgasmática” pré eleitoral


A  mais pura amizade, lealdade, solidariedade, companheirismo, entre muitas outras coisas, são, durante o período que medeia entre eleições, sejam elas quais forem, períodos, por assim dizer, de “deserto” presencial de uma legião de gente, sim, porque nesses momentos, em que não se discutem lugares, não há que fazer o “frete” de se estar presente, ser solidário, ser militante, ou pura e simplesmente, viver a amizade, entre pessoas que antes de serem políticos, são apenas isso, PESSOAS.

Durante esse “deserto”, e quando não se está no poder, há um convívio normal entre as ditas PESSOAS, as PESSOAS que se mantêm presentes, contudo, que por serem amigas, não têm obrigatoriamente de estar diariamente, umbilicalmente ligadas, ou melhor, até podem e devem estar, mas só há fluxo de nutrientes, e assim é que tem de ser, quando uma das partes, por uma razão ou outra, precisa da outra, como diz o proverbio e bem, “os amigos são para as ocasiões”, e dai nenhum mal vem ao mundo. Não é porque estamos permanentemente “em cima” de alguém, que demonstramos por ela, ou temos por ela, uma grande amizade.

A amizade é um estado, facto!

De repente, em qualquer período pré eleitoral, as coisas mudam. Os que nunca apareceram nem estiveram, começam a aparecer, vêm como se fossem estrelas galácticas, aperaltados…

- venham venham meus senhores, há lugares, a corrida ao ouro começou!

E assim emergem novamente ao mundo, e mais depressa emergem, quando se apercebem de que quem vai distribuir os lugares, até ganhou peso, até ganhou poder, até pode mesmo ganhar, quando, curiosamente, em lutas anteriores, em outras eleições, internas ou externas, não os vimos por lá…

De repente, gente de quem nem sequer se sabe o nome, vêm-se quase que “administrativamente” promovidas para lugares, que caso o chefe ganhe, os levará a ocupar cargos públicos e políticos, que jamais e em tempo algum os teriam ou mereciam, arranjam um emprego, e meus amigos, nada tenho contra isso, a não ser… que alguns de militância permanente, de disponibilidade permanente, mesmos nos momentos menos bons ou mais negros, no tempo do “DESERTO” e na solidão do líder, o acompanharam, não por frete, mas por militância, amizade, e por saberem que qualquer campanha começa muito tempo antes de ela se oficializar, são relegados, ou então, na melhor das hipóteses, vão “jogar” nos distritais.

Mas a política é assim, e de repente, os que não fizeram o frete de acompanhar o líder quando ainda anónimo, e solitário, porque sim era frete, e não trazia prestígio nenhum, de repente, são chamados, são abordados, e perante a possibilidade, depois de nada fazerem, virem a ocupar um lugar de destaque, numa lista de um líder que já não é tão anónimo nem tão solitário e que até podem ganhar… automaticamente têm dúzias de orgasmos mentais, CASO USASSEM CUECAS NA CABEÇA, ESTAS FICARIAM HÚMIDAS, e teriam de ser retiradas de hora a hora, como as fraldas das crianças quando se “borram”, e que, todos nos sabemos, constitui o primeiro prazer de estímulo sexual do ser humano! Assim, tiram os fatos do bolorento e mofoso armário, e “bota” que vêm ai campanha zé, e até vão ter lugar reservado no dia da grande apresentação, chegam como vedetas, com sorrisos de circunstâncias, altivos, parece que estão a dar uma esmola… Ora bardamerda com essa gente! Agora, vão mesmo ter de fazer o frete de acompanhar o líder, mas agora, se calhar, até vai compensar…

Os outros, bem, os outros, são os gajos porreiros, os gajos do desenrasca, os cola cartazes, e porta bandeiras, esses são o “zés” e as “marias” que estiveram sempre lá, quando não havia luz nenhuma ao fundo do túnel, quando a esperança da vitória, pareciam algo muito distante. Mas eles acreditaram sempre, estiveram sempre foram eles que ajudaram a que a luz começasse tremula a surgir, e hoje, brilhe de forma intensa, quase com a chancela de uma vitória anunciada.

Não estou no rol dos ilustres “zés” e “marias”, gente de quem me orgulho, pois foram os únicos que eu ia vendo, à distância, a caminhar no deserto. A minha relação na política passa por manter alguma equidistância, por motivos que apenas a mim me dizem respeito, não querendo dizer que não estou disposto a qualquer tipo de luta, e é com alegria que serei um “zé” e uma “maria” de bandeira na mão, para que o meu candidato ganhe, sendo que sei que com ele, irão, sem mérito, ganhar tantos que nada fizeram, uma lotaria infame… por vezes, não sei se a sorte apenas protege os audazes, acho que ajuda também a que os “mortos-vivos” da política, ressuscitem…

Uma vez escrevi que, e mantenho, de que preferia perder uma eleições com militantes pagantes, do que ganhar com independentes, não mudei de opinião, isso, não significa que estando escolhido, escolhido está… e agora junto ainda de que, preferia ver os “zés” e as “marias” que atravessaram o deserto com o líder em lugares de eleição e destaque, do que ver uma rural elite que escondida e calada andou, a sentarem-se confortavelmente no pedestal, quando sei, quando li, quando ouvi, e tenho documentado, que estas mesmas pessoas menosprezarem o líder, menorizarem o mesmo, a dizerem entre dentes que ele era fraco, cabisbaixo, sem carisma, que não tinha futuro, que não tinha garra, que caminhava sozinho de baile em baile, de festa em festa, sim, porque está “parasitária imóvel e reptil” gente, nunca esteve nos referidos locais com o líder, pois se fossem ele não andaria sozinho, ou então, iriam ver que ele nunca andou totalmente sozinho, porque os “zés” e as “marias”, andavam com ele Por onde andou está “parasitária imóvel e reptil” gente aquando da luta pela liderança da Concelhia??? Em lado nenhum, pois pelo menos nessa eu participei e nunca os vi… mas vi sempre lá os humildes “zés” e marias” de que tanto me orgulho, e que foram tantas e tantas vezes vilipendiados pelo adversário político interno.
Tenho escutado alguns discursos, discursos nos quais se elegiam determinadas pessoas que de facto, até para elas próprias, desconheciam que tinham tantas virtudes…

Tenho escutado sereno, mas impávido, dizer que “há feijão” que demonstra estar maduro quando ainda ele está verde…  nem sempre quem fala mais alto e “cuspe” palavras, é o mais inteligente, nem tão pouco diz as coisas mais inteligentes…

…olho e vejo que as listas são feitas com a “prata da casa”, o que não é de todo verdade, porque muita dessa prata, nunca esteve verdadeiramente “na casa”, nas lutas difíceis, por isso, preferia olhar e ver, contra tudo e contra todos, “o ferro-velho, sempre presente e leal” dos “zés” e das “marias” que sempre disseram sim vamos, sim estamos, sim, não te abandonamos!

Não estou penhorado a nada nem a ninguém!
Não confundo a amizade com a política!

Não confundo a lealdade, com a minha necessidade de dizer o que sinto!
Sou um militante “vintage” de um partido, mas não sou propriedade do partido!

Porque abençoadamente sou, neste campo e em muitos outros, um “HOMEM LIVRE E DE BONS COSTUMES”, que acredita que se deve estar na política e no exercício da política, a cuidar da “res publica”, para o bem comum, e que só é bom ganhar e estar no poder, quando não se tem de sacrificar, se não a alma, sacrificar os “zés” e as “marias”, companheiros de sempre da travessia do deserto.

Tudo muda quando cheira a poder… gostei de os ver a entrar e a desfilar…

…três vivas à fogueira das vaidade!
 
NOTA: Escrito e não revisto!