quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Estamina (ou apenas um pensamento)



“Entre a procura daquilo que realmente desejas,
repousa, descansa, mas não desistas de procurar.”

Nostalgia… (reformulado)



Naquele dia saí para a rua,

para ver se te via na multidão!

Sai com o Sol, entrei com a Lua,

voltei para casa, para a minha solidão!
 

Já sozinho no meu quarto,

e apenas à luz de uma vela acesa,

olhei longamente, para aquele teu retrato…

aquele que teimava em não sair pequena mesa…
 

Ergui-me, quase sem forças,

e fui no teu retrato pegar,

fiz-te mil e uma acusações, todas toscas,

que tu, por não estares, não podias negar!
 

Não, assim não, não podia ser,

que raios, eu tinha de agir, atuar!

Decidi! Sim, preciso de te ver,

preciso de novo, no teu rosto tocar!!!
 

Mais tranquilo, naquele dia, já não sai de novo para a rua,

para te tentar ver ou encontrar na confusa multidão!

Abri simplesmente a janela para ver a Lua,

e acabei por ver o teu rosto na imensidão!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Um Amigo…




Um Amigo, nem é bom nem é mau…

Um Amigo, nem é muito nem é pouco…

Na verdade, um Amigo, não poderá ser mais nem menos, senão,

 não era um Amigo, seria uma outra coisa qualquer..

O Trigo e o Joio (ou a estória do judas, no plural)

A minha Angustia e mal-estar neste momento, não se prende com o fato saber, o quanto dizem mal de mim, já me habituei, juro que é verdade, já nem me magoam as mentiras escabrosas, chego a rir, para não chorar:).

Se eu fosse de teorias, apostava numa teoria, a da conspiração, contra mim, mas não, não sou, quer dizer, fui deixando de o ser. Hoje, até considero uma honra, ser falado, bem, mal, muto mal, verdades, meias verdades, puras mentiras. Percebi, e escrevo com toda a tranquilidade, que em muitos campos da nossa vida, e lugares onde sociabilizamos, faço ume enorme SOMBRA a muita gente, o que é ótimo.

Mas se tudo isto não cria angustia e mal-estar, o que é afinal ???? Boa pergunta lol, é simples:

 1.º A tristeza de olhar à minha volta, e pensar em todos os que conheço, e já não saber distinguir "O trigo do Joio". Afinal, são os meus amigos que me têm andado a esfaquear, e eles sabem disso, alguns até irão ler isto... Pois o grande mal, não é essa falsidade, o mal é que eu agora não sei mesmo quem são os Puros, os que davam tudo por mim, como em tempos eu dei tudo por eles, incluindo a minha honra, o meu saber, os meus conhecimentos, a minha cara, a minha lealdade e, até partilhei os meu amigos com outros meus amigos, e agora....

 2.º … agora, deixei de acreditar na amizade e nas pessoas, fiquei uma espécie de Obsessivo-compulsivo, sim sou cordial, sorrio, finjo que sim que está tudo bem, e que adoro as manifestações de alegria, que cinicamente retribuo, mas já não me diz nada, puro TEATRO.


O que me deixa naturalmente triste, muito triste, pois estarei a ser cínico e cruel, para alguns que me abraçam com sinceridade, que me admiram e respeitam sempre, que me defendem, quando alguém me difama, o que é recorrente.

Isto leva-me a uma conclusão, sou, neste "momentum", mais feliz com as atitudes daqueles que são os meus "inimigos", aqueles que, declaradamente não gostam de mim, mas que, por mais curioso que possa parecer, não congeminam, nem ridicularizam ou inventam histórias sobre mim...limitam-se a não gostar, e deliberadamente eu sinto, e na verdade, acabam por me ensinar tanto.


Sem querer usar do nome de Deus em vão, neste caso, de Cristo, que não é mais do que uma parte da Santíssima Trindade, ora, se eu fosse Cristo, e o Síndrome do Beijo de Judas se tivesse revelado entre aqueles que acreditava eu serem os meu companheiros e amigos, estaria completamente lambuzado com tanta saliva, e a Troyka, teria de abrir uma exceção, para se poder dar as 5 moedas a tantos...ou não ;) e eu digo: -ou não. Porque espero descobrir, na "eira", onde está o TRIGO, para queimar o JOIO. Porque neste momento, olho, olho, e só vejo JOIO.
 

Ainda não estou paranóico, ao ponto de dizer que não confio na roupa que visto... não receio que os meus BOXERS justos, de cor preta (lol), me estrangulem a minha masculinidade, tal como a muitos, a quem este BARRETE servir, e nós não conseguimos fugir das traições que cometemos, esmagou o bom senso, a capacidade de leitura e discernimento entre o bem e o mal, entre a razão, coração e ganha a traição e quando se trai um amigo, seja ele qual for o propósito, e se mente de forma tão vil, jamais há perdão, e estão, condenados por si próprios, a terem que viver e morrer como Judas, quiçá, aguardando "no Inferno de Dante".


Apenas peço ao bom Deus,  "que cerre meus ouvidos a toda a calúnia, guarde minha língua de toda a maldade, e que me deixe voltar a olhar o MUNDO com os olhos cheios de AMOR. " Pois só assim, poderei, um dia, sentar-me na eira, e separa o Trigo do Joio, colocando o Trigo num saco chamado CORAÇÃO, e o JOIO, nem aos animais o darei, pois poderão morrer de peste e virulenta maleita, jogarei para o fogo, que tudo, mas tudo purifica.

Assim seja, o na linguagem da religião que professo: - ÁMEN.


PS: Que me perdoem os que têm amor por mim, e se vêm na desconfortável posição e condição de ler este testemunho.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O FORTE PROTEGE O MAIS FRACO… (ESCRITO NAÏF, FEITO EM 1992 PARA UMA CERIMÓNIA DE ESCUTEIROS)


(de um antigo escuteiro [eu], do Agrupamento da Sé Velha – Coimbra,  dedicado a todos os escuteiros de Portugal)

“O forte protege o mais fraco,
ser escuteiro é ser justo e leal.
O escuteiro tem espírito jovem, e é pacato,
ser escuteiro é ser fenomenal!”

Ouvia e na tenda já deitado,
pois tinha sido um dia em cheio,
e o corpo já estava cansado,
e com o cansaço, o sonos veio…

Mesmo assim, sai para fora da minha tenda,
oferecida no anterior Natal.
Curiosamente, no chão, estava uma prenda,
que dizia:
é para ti, bom Escuteiro de Portugal.

Até parecia que sonhava…
olhei em busca de algo de esclarecedor,
e vi uma tenda ricamente iluminada,
de onde saiam raios de luz, cheios de vida e amo.

Na mesma hora e instante,
vi uma bela estrela cadente,
pareceu-me avistar, ao longe, três homens de uma terra distante,
das arábia, ou do sol poente.

Corri atrás deles, cheio de curiosidade,
para ver o que estavam ali a fazer?
Descobri, era o Menino Jesus de Verdade,
que no meu acampamento, acabara de nascer!

Eu vi! Ofereceram-lhe incenso, mirra e ouro,
e eu a presenciar um momento histórico, uma cena que era um mito.
E ao som do mais belo e afinado coro,
também eu lhe ofereci um presente, o meu lenço de Lobito.

E ainda hoje, depois de tanto tempo passado,
lembro-me dessa noite de magia,
e que aquele menino da tenda, nas palhas deitado,
fez por nós, por amor, o mais que podia.

Baden Powell, o nosso grande fundador,
O meu “dizer” haveria de aprovar:
- Só se é bom escuteiro se houver amor, e se esse amor,
o escuteiro, o souber utilizar.

E todos os dias é novo Natal em mim,
a fazer-me lembrar o recado do escrito no meu presente:
- De ora avante terás um objectivo, um fim,
O de ver Jesus em mim, e em toda a gente.

NESTE PRECISO MOMENTO…


Neste momento "não a levo comigo", neste momento, tenho-a comigo, bem dentro de mim.

Já passeámos e conversamos nos meus sonhos….

Falámos de tudo e ainda de umas outras mil coisas….

Olhamo-nos e tiramos as medidas… e definimos a geometria dos nossos lábios...tentamos adivinhar-lhes o sabor, a textura...as emoções, caso esses dois mundos colidam.

O meu sonho é a nossa TERRA DISTANTE, onde o sol brilha, não para nós, mas por nós, para que nos possamos ler um ao outro...

Seremos nómadas, sem terra ou lugar fixo, mas procurando abrigo nas nossas necessidades, desejos e carências...

Seremos, alternadamente, professor e aluno, fazendo dessa inconstância, a constante da nossa equação...

Podemos partir?

Poderei eu, assim, alcançar o beiral da tua alma?

Porque se sim...definitivamente levo-te comigo... a descobrir novos mundos que existem dentro do Universo… que somos nós…


Beijo-te, e só nesse instante, o sol deixa de brilhar, para esconder, dos olhos do mundo, a nossa cumplicidade...

…o nosso GRANDE amor.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Vejo-te como ninguém te vê...


Vejo-te como ninguém te vê,

simples e simplesmente bela!



Quero-te, como poucos te querem,

muito, pouco, e às vezes nada!



Olho-te como ninguém te olha,

de alto a baixo, aos poucos, toda!



Penso em ti como ninguém pensa,

bem, mal, e às vezes nem penso!



Tenho-te com ninguém te tem,

isto, aquilo, um beijo, uns abraços,

uns olhares, mas nunca toda!



Amo-te como ninguém te ama,

à minha maneira, bem ou mal,

certo ou errado, porque sei que te vejo, quero,

olho, penso e te tenho, como ninguém.

SODOMA E GOMORRA MEDIEVAL


À volta da mesa, toda a nobreza da terra se banqueteava, as portas trancadas e bem guardadas, mantinham aparentemente incólume o local, assim seria até ao fim do banquete.

Todos se tinham esmerado nas suas mais nobres e exuberantes roupas, os Pater familia, arrastaram atras de si, para este único e por isso peculiar banquete, toda a família, séquito e até as meretrizes e por arrasto, todos os bastardos, todos os bastardos da terra, filhos, eles próprios, filhos de bastardos perante a lei de Deus.

Aqui e além, os archotes pareciam consumir avidamente o oxigénio existente, dando uma luz que não era apenas luz, era uma luz mágica, fruto da sua artificialidade, o seu ar era sagrado mas também malévolo, uma luz de quem quer asfixiar os “iluminados”, os bastardos convivas.

As grandes portas de madeira, há muito que tinham dado o seu ultimo rangido, as trancas pesadas, há muito que tinham sido definitivamente baixadas, aferrolhados. No interior estavam apenas os comensais. Tais portas só deveriam e foram abertas. meses depois, e com a sua abertura duas descobertas terríveis, uma de enojar, outra de morrer a rir, daquele rir que só ri quem esteve para ir e não foi, de quem esteve para morrer e não morreu.

Lá fora...bem… “o lá fora”, não interessava, enfim, não interessava por ai além, embora, não se compreendesse a razão de alguns dos convivas olharem tão fixamente para os corredores de saída!? Porém, os seus olhares, logo vagueavam em outras direcções, quando os seus olhos se cruzavam com o dos guardas, que fortemente armados e fortemente pretorianos, zelavam para que a nenhum corredor, porta ou mesmo fresta, se pudesse ter acesso.

Com as portas cerradas, a separar o mundo interior do mundo exterior, a festa ia avançando, grau após grau, passo após passo, enquanto as pesadas e recheadas bandejas, de prata, iam circulando, carregando um e outro “cordeiro imolado”, o rol de artistas, ia fazendo a sua apresentação, um trovador, depois outro, que anuncia a entrada dos jograis e depois outro grupo de jograis que por fim anunciam o antepenúltimo momento da noite…todos são convidados a regressarem aos seus lugares na mesa, até nisto, a festa era estranhas, uma mesa, uma grande mesa, onde os nobres, todos os nobres da terra, se sentavam e comiam e com eles as famílias, as putas, os trovadores, os jograis.

Embora as portas estivessem cerradas e bem cerradas, isso não impedia que o frio e o vento da noite entrassem, mesmo sem convite. Alinhados, todos os estandartes nobres tremiam perante a passagem do vento. Por todo o lado, uns estranhos símbolos em forma de bandeira, também se revolviam na dança do vento, uns panos amarelos, e neles, um sol a preto desenhado, com um olho no seu interior, e este, de cor negra também.

Alguém tratou de colocar lenhas nas enormes e majestosa lareiras, as travessas foram aparecendo com menos intensidade, até que não apareceram mais… das cozinhas, já sem aventais juntaram-se os que serviam e os que a cozinhavam, lentamente, o enorme mas ordeiro grupo, inicio um cântico estranho, em língua nenhuma, algo de assustador e gutural, espantosamente, afinados guturavam nobres e criados, unidos por uma estranha força, por um estranho magnetismo, por um fatal destino.

Uma outra enorme mesa, plena de cálices em prata, foi arrastada para o centro da sala, o seu brilho tornava-se mágico e belo, com o “criptar” lusco fusco das tochas e do fogo das lareiras.

Alguém, que por ventura seria o mais alguém de todos os presentes, grita: -“Cumpra-se o nosso destino...” ao que, todos os presentes, mais ou menos roucamente, mais ou menos plenos de convicção gritaram: -“ Cumpra-se o nosso destino...”, as suas veste foram caindo pelo chão, tranquilamente foram tomando posse do corpo de uns e outros, um longo bacanal, uma ultima bastardisse depois de uma vida de bastardos, uma ultima putisse depois de uma vida de putas, um ultimo poema ao pecado, uma ultima exortação a Sodoma e Gomorra, os guardas, agora também eles nus, despidos de todo o seu ar viril e pretoriano, tremiam perante as investidas das pecadoras e dos pecadores, as lanças não eram agora lanças, eram muletas tremulas que os mantinham ainda de pé.

Aos poucos, as câmaras, antecâmaras, e pequenos corredores foram-se transformando em locais de culto e sexo, os gritos, os gritinhos , os gemidos, os gemidinhos ecoavam por toda a parte e com isto, a noite já ia longa, perto de se fazer manhã.

Por fim, um a um, iam atingindo o ultimo prazer, ritualmente olhavam para o alto, e ainda nus, dirigiam-se ao centro da câmara principal, onde, tranquilamente, os esperavam os misteriosos cálices, sem olhar para nada nem ninguém, engoliam a beberagem, sem caras feias, fazendo crer que era um misto de ultima bravura, ou que a zurrapa não seria assim tão má; deslocavam-se o suficiente para longe da mesa, onde, como que tombados por uma força misteriosa, ali caiam em silêncio, assim foi, um a um, e por fim todos, não restou ninguém, nenhum “Ai Jesus” quebrou o silêncio.

Numa antecâmara mais estreita e escura, por entre berços, crianças grandes e pequenas, o silencio era também de morte, todas dormiam um sono único eterno e profundo, um único archote iluminava a cena calma e macabra, este, como os seus irmãos archotes, acaba por extinguir a sua chama, não conseguiram eles, archotes, consumir o ar aos presentes e estes agora ausentes roubaram-lhes o ar, encerrando assim, o ciclo que os tinha ali levado, fez-se noite no lúgubre castelo, enquanto que lá fora...bem, lá fora, o dia já tinha acordado, depois da sua irmã noite, ter presenciado um peculiar pesadelo, um muito estranho ritual.



03 de Janeiro de 1400, às portas do castelo, uma longa coluna encontra-se especada, abanam lanças e cruzes, o medo do desconhecido, levou-os a trazer o poder terreno das armas… e dos céus , a cruz…

Um punhado de homens é encarregue de forçar a porta, todos se benzem freneticamente, o sol radioso a tudo assiste, como se de nada soubesse, primeiro uma , depois duas e por fim três tentativas as portas foram cedendo mas sem abrir, alguém grito para que mais homens viessem, eles vieram e outros mais tarde se juntaram, a porta queria ceder, mas não abria, por fim, um clero presente gritou : - “ Com fé, batei-lhe com fé, não abre por que vós bateis com força, mas a medo, medo que ela abra, e do que nos esconda, mais fé e menos medo...” .

Assim o fizeram, depois de se benzerem de novo, um impulso, um segundo e por fim ao bater do terceiro, porta, tranca e ferrolho cedem, o sol escondesse, e o lindo e solarengo dia, torna-se, de súbito, num estranho quase que anoitecer. Apressada e assustadamente, chamam-se as “armas do céu e de Deus”, forma-se uma supersticiosa ala de cruzes, entra-se, tenta-se, quase em vão, que se acendam os archotes, que, sabe-se lá por que motivo, teimam em não acender, por fim, alguma luz, no chão os primeiros corpos nus vão surgindo, a fraca luz, transforma-lhes a figura, são mais assustadores que o habitual, são testemunhas silenciosas de algo que incompreensível se passou, actores mortos em cena.

Os archotes vão-se incendiando, um a um, tornado o palco mais claro, mais vivo para ver a morte, aliás, dando luz a mortandade. Existem sinais de uma festa paradoxal, que termina na morte de todos os convivas, todos os cantos se parecem com câmaras ardentes, a cada passo, é a descoberta de mais um corpo, de mais um nu, até a sua descoberta se tornar banal, já não os aflige tanto a mortandade, mais sim os porquês da mesma!?

Por sobre as suas cabeças, um longo pedaço de tecido esvoaça, como que enfadonhamente a respirar um pouco do novo ar, e nele uma longa inscrição, uma longa resposta,

Aqui se celebrou o ultimo banquete e a ultima orgia da humanidade,

O APOCALIPSE!

Não nos perdoeis, segui-nos...




UMA VIDA


Isto não é filosofia! É apenas uma ideia, que, quando se tem, por norma, gostamos de a partilhar, pensar que os outros vão gostar e acharem eles, e acharmos nós, que somos geniais, que os outros nunca teriam tido essa ideia, e que ideia tola... Basta olhar para o mundo e ver qual o nosso contributo. Ora pensem, o avião já existe? A lua já foi conquistada? Correto? E olhem que não fui eu que inventei o avião e muito menos conquistei a lua, e quando digo que não fui eu, é porque não fui, não sou mentiroso. Mas como disse o avião e a lua, poderia ter dito o computador e o fundo do mar, o carro e as montanhas, ou uma pequena agulha e a vida comunitária das abelhas. Seria caso para eu pensar que sou um fracasso, que a minha existência é nula, mas não, de facto, não é tão nula assim, uma vida que, de quando em vez, reinventa o amor.
JR2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Dominação


...gostava de me perder no teu colo, esta noite, todas as noite, sentir perto os teus lábios, mesmo que sem beijo...

...sentir o bater do teu peito, um bater cada vez mais forte e ofegante, mas de resistência ao desejo, apenas e só para aumentar ainda mais o meu e o teu desejo...

...gostava mesmo muito de me perder no teu colo, esta noite, todas as noites, e de sentir o teu quase que beijo, desses lábios que são um MAIS QUE TUDO, um pecado que nos redime...

...deixa-me ser teu, comanda-me, domina-me… não é fraqueza, mas já te sou submisso, e o meu grande desejo, era estar sob o teu comando, às tuas ordens, e apenas responder, a cada frase delirante tua...

…sim Mistress...

JR 2011