Violência sobre Homossexuais, algo detestável, sem sobra de dúvidas.
Aliás, quem o faz, por norma esconde uma homossexualidade reprimida, não todos, mas muitos sim.
Só que a homossexualidade não é uma doença, o amor que surge em cada um, é algo que vai surgindo com a pessoa, aos poucos, da mesma forma e tão natural como eu comecei a gostar naturalmente de mulheres, um colega meu de certeza que começou a sentir o mesmo por outro rapaz, ou no caso de mulher mulher, e isto é um processo natural, é o amor, o amor não escolhe o sexo de quem está do outro lado, nós não temos um saco preto com duas bolas de amor, e uma é amor hetero, e outra amor homossexual, amor é amor, Facto! Ponto!
E tal não é doença, doente é quem ainda ache que é anti-natura, um pecado, uma aberração... mas eles, esses ignorantes, têm a salvação e o céu garantido, pois como está escrito nas leituras sagradas: - " Felizes os pobres de espírito, pois deles será o Reino dos céus".
Bom, o ideal é ganhar um lugar no Reino dos céus por se ser bom, por se ser altruísta, respeitador...etc...etc...etc, e não porque se esta no limiar de se ser acéfalo...
domingo, 11 de setembro de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
O Falo e o Stiletto
Não me entristece a tua partida …
em surdina…súbita… sem aviso prévio…
… foste como chegaste, “presto”! Há
coisas que são assim, fulminantes, mas não menos saborosas!
Foi estonteante, delirante,
arrepiante, intenso, foi um repimpar de rir, de amor, com muito glamour e sexo…
muito sexo… cansámo-nos, tu desmaiaste e eu fiquei ébrio…
… está em meditação a fálica arma…
tu, desmaiada, repousas, e eu passo a língua pelos meus lábios, que antes bebericaram
no teu triângulo privado, sabem-me (os lábios) a rosas…
…se tu repousas, a mim o sono não
me vem, acordado fico, sozinho, e de Falo adormecido, é um nada, um vazio, um
incontornável tédio!
Deleito-me a olhar-te, és curvilínea,
de corpo robusto, és luxuria em forma de mulher, robusta, frondosa…
…e assim se ergue do nada o Falo: - Olha-me
para ele recomposto e latejante! Ergueu-se como que por magia… após um aparente
e inocente toque da tua mão, enquanto retomavas o mundo dos vivos… com o teu olhar que ora era inocente, provocante, néscio e até sério…
… sem que o previsse, e não estando
eu à defesa, reviras-te, e num ápice nele estás montada, com um ar meio tonto e esgazeado… mas sempre estético, ou de de louca tarada... e cavalgas qual Valquíria…
… mulher! O quão deliciosa me saíste
tu! Tomas o que achas ser teu, sem pedidos nem meias modas: – São assim,sussurras-me, meu querido, as boas e valentes fodas!
Acossou-me, confesso, essa tua
linguagem (in) pertinentemente ordinária, trouxe um picante para a mesa que nos
servia de cama, o chão…
… se tu gemias, eu urdia, santa
imaginação, agarrava-te pela nuca e chamava-te de cadela, tu gemias ainda mais,
e em espasmos, olhavas-me e chamavas-me de vadio, de meu cão…
… já não era amor, já não era sexo,
nem sexo com amor, era mais do que isso e até do que paixão, era algo épico que
nunca tinha vivido até então, a foda das fodas, a tesão… de todas e de sempre, a
maior tesão…
Senti-me feliz por ser, naquele
momento, o teu “dildo” de eleição, levado ao extremo, levado a arrancar as nádegas
do soalho, aquando de uma prolongada e deliciosamente dolorosa ejaculação, tombo
cansado e inanimado no chão…
… não sei o tempo que passou, sei
que foi o frio no meu corpo nu que me acordou, e não estavas tu, e não estando tu, não estava ninguém…
Sabes? Não me entristeceu a tua partida …
em surdina…súbita… sem aviso prévio…
… foste como chegaste, “presto”! Há
coisas que são assim, fulminantes, mas não menos saborosas!
Olhei para a sombria escrivaninha, e tinhas deixado um presente, a parte de ti, para mim, mais importante, minimalista? Sim! Mas o essencial, os teus elegantes "stiletto", altos, belos, imponentes, em pele… e tal como tudo o que esta noite se passou, em negro... em preto!
Olhei para a sombria escrivaninha, e tinhas deixado um presente, a parte de ti, para mim, mais importante, minimalista? Sim! Mas o essencial, os teus elegantes "stiletto", altos, belos, imponentes, em pele… e tal como tudo o que esta noite se passou, em negro... em preto!
quarta-feira, 16 de março de 2016
Negros pensamentos (Julho de 2002)
Não me parece que tenha amigos, nem tão pouco que
goste de alguém!
Um insolente em caminhos perdidos, que quer ser tudo,
com medo de não ser ninguém.
João Ramos
07 de julho de 2002
quinta-feira, 3 de março de 2016
Uma vida! Uma Missão (poema simples)
Custe o que custar, temos de partir, buscar essa incumbência,
esse fim!
Mas partir, bom, partir é uma dolorosa e difícil decisão…
Mas Missão de Vida é Missão, posso ir só, mas vou mesmo
assim!
Gente há, apressada, na estação do destino, que ainda
sobe!
Não tardará a soar o apito de Deus, perdão, do Chefe da Estação…
… será a Vida? Será a Carruagem? Algo sob os meus pés já
se move!
Talvez toda a minha Vida mude… neste bater muito forte
do meu Coração…
… porque sei que estou vivo, e porque como muitos
outros, nesta mundo, tenho vida, tenho uma Missão!
PS: Dedico a todos aqueles que mais tarde ou mais cedo, ao revelar-se o seu destino, têm a coragem de tentar cumprir a sua Missão!
PS: Dedico a todos aqueles que mais tarde ou mais cedo, ao revelar-se o seu destino, têm a coragem de tentar cumprir a sua Missão!
domingo, 27 de dezembro de 2015
… as estátuas também amam?
Não são as minhas nem as tuas lágrimas que importam,
mas sim, a razão das mesmas brotarem em nós, de nós e por nós, incessantemente,
dos nossos olhos…
...mas como que congeladas, paradas…
… lágrimas estas que jorram em jeito de monção, e se
quedam, ora turvadas, ora cintilantes, no beirado dos nossos lábios … tudo, num
misto de euforia, de alegria pura, mas
também dura, de uma realidade sentida e vivida… com enorme dor, talhada…
cinzelada com comoção!
Estamos firmemente agarrados, amarrados, colados um
ao outro… num hercúleo, do Olimpo, abraço … num desejado nó que não se desfaz.
Tão próximos estamos, que sendo dois, apenas sentimos
um, e apenas um coração a bater… pum
pum… dois em um… pum pum… dois em um… e duas palavras ecoam nas nossas cabeças…
verde esperança… pum pum… verde
esperança… pum pum… verde esperança…
… e porque quem espera, se umas vezes desespera, por
vezes também alcança… pum pum… verde esperança…
...tem dias, contudo, que este bater, também magoa,
também rasga e cansa…
… tentando não desfazer o beirado dos nossos lábios,
que se encontra transformado em Pia
Sagrada de água salgada, de soslaio… olhamo-nos… o abraço continua firme, e o
nó, de ontem para hoje apertara mais.
Creio que se dele nos quisermos desprender… (do nó)
mas não o queremos fazer, assim nascemos, assim haveremos de morrer… mais ele
nos vai prender...
… sem pensar, pensamos que não escolhemos este
amor! Sim, de facto não escolhemos assim
um amor eterno, colado calado, que veio do nada, como que um amor “sem eira nem
beira”…
PAUSA!
… fim urgente de pensamento e citação…
quietos...ambos!
… subitamente, mas não inesperadamente, depois de um
ranger de porta, de um abrir vigoroso de umas portadas, entra uma luz
ofuscante, revela-se a nossa nudez…
…. olha-nos um homem! O tal homem! O mesmo homenzinho
de sempre! De todas as manhãs.
Traja de avental, carrega maço e escopro na mão, e
olha-nos, com ar de parvo génio, como se fosse a primeira vez…
… adormecemos então para a fantasia, e acordamos para
a realidade, não somos mais que duas figuras numa só estátua, que supostamente
representa o amor… eu e tu, duas figuras numa só, talhadas num pedaço
monolítica de mármore, carregada de uma qualquer pedreira…
… frias por dentro e por fora… (penso)…sim? Não? Não sei,
enquanto ajeito o avental, mas pergunto-me, enquanto pai, criador e escultor: -
será que as estátuas também amam?
Não encontro resposta… eu sinto… e elas? Não sei, e é
essa a minha dor!
domingo, 30 de agosto de 2015
THE PERFECT TRIBUTE - 2015
The perfect tribute, with the perfect Requim song, when a part of us "die", and the music is not a sign of sadness, but a sign of peace, a deep and personal peace.
A peace that leaves us with a cleaner soul, and with the
ability, to see around us, in a clear way, the world and the people. A quiet soul,
where the fog disappeared. A heart more detoxified, which senses, even with
eyes closed, see where evil is, and where is goodness, where is the true love and
friendship, where is evil, disguised as an angel protector and friend… but evil...
Today, I can be more light than darkness!
Today, I can be more forgiving than revenge!
Blessed is who dive deep into chaos, but has
emerged, perhaps, with many injured, some almost deadly, others, only deep, and others,
only bruises, and, he, the hunter, can only and only heal, the different wounds, with self-forgiveness and some self-pity
...
"Lazarus was dead, and Christ gave him life. A
parable? Maybe ... but how many of us, being alive, are we, in fact, living a dead life? A non life?
I am a hunter! Hunting mine inner peace!
A hunter who forgive, but not forget!
A hunter who seems to see nothing, but takes notes, in
detail, about everything!A hunter who protects his best friend and worst enemy at same time… himself!
A hunter who is not distracted, and protects, discreetly, a rare species, called FRIENDS, which are so few!
Have one (friend), just one, it's like having, inside her jacket pocket, a whole universe, and all the stars, sparkling near the heart and soul. Her heart and soul, all hunters have one, like rest of the peolple, but unlike of the other, just cause is a hunter, a hunter of inner peace, hope... an ultimate dreamer!
I am a hunter! semper fidelis!
And this is my perfect tribute to my person, and to the people who
loves me, and care about me...
A needle in the brain, looking for hope, not for himself, but for others, it was his small contribution, always in secret and alone, because a hunter, a real hunter, thereby hunting, and meets its goal, in peace and quietly ...Thanks God, i'm a Hunter, the kind of hunter I'd like to be, and I am, thank you ...
FRIEND, I've never walked away from you, i'm aleays near, for now, i'm Hunting around! In Peace!
João Ramos - Agosto de 2015
PS: One of the sweetest and most beautiful music ever.
A soundtrack of one of the best movies ever, which tells us about joy,
friendship, pain, love, personal trauma and war trauma.
That tells us of those who were healthy in body and
mind, those who were imprisoned in a crippled body, and those who lost their
reason, mental alienated, trying to survive day to day, until the last day ...A film which speaks to the heart and tells us that after the "storm, comes the good time," and that life goes on, and on, and on ...
(The Deer Hunter, in Portuguese "O Caçador")
PS 2: Forgive the mistakes, my brain feels and, think and reflect, but is clumsy, served me the support of one of
my princes, in this case, João Filipe, all of him, heart and soul !
Thank you my son, for helping me to rewrite and carry the message!
sexta-feira, 26 de junho de 2015
E quando temos apenas amor?
E quando abrimos as mãos? E encontramos em conjunto, razão,
alma e coração!
Como se fossem um só… o que, na realidade, se tu e eu
pensarmos bem, até são…
Uma espécie de Santíssima Trindade, que faz rodar o
carrossel mas inebriante de todos… o carrossel dos sentimentos, dos gemidos, dos
murmúrios bons e maus, ou apenas lamentos… e que tanto nos eleva o ego, como
causa dor profunda e enjoo! Mas tudo, bom ou mau, passa, são momentos!
Vinde!
…meninos e meninas, senhores e senhoras, bem-vindos a
bordo deste círculo vicioso…cai e levanta, e de novo no chão… cai e levanta, e
de novo no chão … redundância até mais não…
Defeito? Quiçá?
Que se arranje um culpado desde “adesso”, “maintenant”,
“porra” pá, para agora…neste momento… para já!
Ela não pode morrer solteira, a culpa, embora nesta
vida de “vaudeville” sentimental, plena de “rendez vous” de “amour”, nada
pareça o que é… onde nada e tudo é mentira, onde nada e tudo é verdade! Onde acreditar
nele, no amor, e que este possa ser uma questão de crença humana, ou de uma devota e religiosa
fé!
- Talvez uma
roda dentada fundida, mal gerada, imperfeita (diz o contramestre do carrossel) com
falhas aqui e ali, a roda magoada, em si e por si… ela própria já farta de ser
roda dentada fundida, mal gerada, num momento mal-amada, no seguinte odiada, e mesmo
sendo de aço… fica uma marca, na roda, uma e outra ferida… roda carrossel do sentimento…
roda e gira… tu que tanto dás à razão, alma e coração morte, como lhes dás vida!
… embora, para nós… amar nunca foi nem coisa nem causa
perdida…
Uma mistura de amor, e de outros sentimentos que não
se explicam, apenas se sentem, e sente-se por que é amor, e só porque sim, não
devia, mas… que se lixe… repito… é amor… enfim…
(silêncio! Chiu! Um diferente, contudo teu, respirar)
… por fim acordas do teu sono, levantas-te, nem
reparas em mim, eu, como que em pecado, olho o teu corpo, solenemente vestido
de uma enorme, em organza, diga-se, nudez!
Miro a tua em silhueta em contraluz, que se
espreguiça… e eu, parvo como sou, deixo-me adormecer, para filosofar,
quando deveria ter tomado o teu corpo de costa a costa, entrar, com a proa fálica
vibrantemente erguida, bem dentro e fundo do teu porto materno, e nele atracar…
Sabendo que nada é eterno… mas não será por isso que
iremos deixar de nos querermos… de amar… de cair e levantar e de novo no chão…
cair e levantar, e de novo no chão … redundâncias do carrossel dos sentimentos até
mais não!
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Amar-te! Querer-te! Ter-te!
Amar-te! Palavra forte e por mim sentida!
Amar-te! Palavra por mim mil vezes, em ensurdecedor silêncio gritada!
Amar-te! Palavra que ao sentir por ti, meu anjo, é amor, é vida!
Amar-te! Palavra que te repito incessantemente, de
forma intensa e deliberada!
Querer-te! Desejo confesso que já não consigo em mim
conter!
Querer-te! Não no sentido de posse, de como se de um
objecto se tratasse!
Querer-te! Todos olham e perguntam… e eu respondo,
pois não consigo mais esconder!
Querer-te! E sem ser por magia, que os teus delicados
braços, em ternura, me enlaçassem!
Ter-te! Mas não te dar como um amor eterno e perpetuamente
adquirido!
Ter-te! E Viver o nosso amor, centrados nesse mundo, a
que chamamos de “Bola de sabão”!
Ter-te! Mas num diário renovar de votos de amor. Não
te magoar, nem por ti ser ferido!
Ter-te! Sabendo que o amor é um sentimento
vulnerável, e que pode acabar como começa, em grande, com alegria ou dor, em
silêncio ou num choro que soa a troar de canhão!
Amar-te, querer-te e ter-te, porque todos sonhamos
com aquele grande amor!
Um amor como lemos nos romances, como vemos nos
filmes, que nos humedecem o olhar e embargam a voz!
Um amor para a vida, sinónimo de protecção e
aconchego, de ternura pura, e no peito, um terno eterno calor!
Um amor daqueles pelo qual vale a pena viver e morrer,
em que se vive mais e melhor, longe de tudo e de todos, na nossa “bola de sabão”,
eu e tu…enfim… a sós!
sábado, 13 de junho de 2015
…aqui jaz o AMOR, e a sua meretriz D.ª Dolorosa paixão…
Só queria perceber o porquê? Diz-me apenas uma, uma
só razão de te (des) comportares assim? Dessa forma tão fria e distante…?
Será que padeces de alguma doença? Ou és apenas isso,
um pequeno ser altivo e arrogante?
…eufórica, histérica e petulante, “abençoada” por anjos caídos em desgraça, de
uma maldade eterna, infinita (e não me perdoes a redundância), o rosto de uma
iniquidade sem fim?
Porque me brindas tu, de quando em vez, que penso eu
serem momentos de rara lucidez, com palavras doces? E até, pasme-se, com um quase
extasiado: - meu amor, meu anjo… meu tudo…! E o tiras, de forma aberrante, no instante
seguinte?
Não sabes que “quem dá e tira ao inferno vai parar”?
Mas espera… fez-se luz… e eu pressinto, é mesmo para
lá que queres ir, é lá, no caos, onde queres viver, onde queres morar e estar… o
inferno… para ti, viperina peçonhenta, o teu “lar doce lar”!
Roubas-me toda a alegria de estar vivo, ou vivo
estando, a alegria de viver, matas-me a esperança! Sabes ser, subtilmente e em simultâneo,
vil, e um encoberto espelho de rancor…
… e quando te olho, “bestia dalle sette teste”,
apenas vejo, cego pela tua magia, uma forma de mulher angélica, que me leva a
pensar: - É ela! É esta! É a tal!
Assim, Ilusoriamente, por tempo determinado, sou
coroado de uma pretensa e iludente afeição, quando na realidade sou apenas um
indigente com alma e com fome de afecto, um faminto pedinte dessa coisa a quem
gente mais ou menos sábia, chama de amor!
Mas é assim que tu sobrevives, uma pinga amor, uma
besta cruel a causar aqui e além, em nome de um nobre sentimento, tanta e tanta
dor!
… que me deixa perdido, sem luz, sem caminho, sem
força nas pernas e sem reacção, numa espiral de desespero, a desejar morrer e a
desejar que o amor morra tal como eu, ao cimo de toda a terra, de uma morte
fulminante… directamente para os braços de Morfeu!
...mordo os lábios incessantemente, e penso que com a
morte definitiva do amor, também terminava a praga da dor de amor que se chama
de paixão… que ambas, bem mortas, pútridas e fétidas, se aqueçam bem juntas no
mesmo velório e caixão, e na campa rasa, os dizeres: aqui jaz o AMOR, que faz
de nós ora felizes, ora parvos, e a sua meretriz D.ª Dolorosa paixão…
sexta-feira, 1 de maio de 2015
O teu mar… “Mar de Maria!
O
teu mar, “Mar de Maria”, é todo um corpo de ondas difusas, docemente e
alegremente confusas…
…
consoante o vento, as fases da lua, assim também são, envolventes, as tuas
marés…
…
és mar, “Mar de Maria”, mulher de cima abaixo, feminina quanto baste, por
inteiro, da cabeça ao pés…
…
ondulação de beijos, num corpo mar sonoramente brilhante, que irradia, qual
farol que nos guia, para a perdição, uma luz carregada de mil promessas, mil
toques, mil “ais”, mil desejos, em forma de um de mulher sereia… mágica e ardente,
que deixam corpo e alma… deste homem, já de si fraco, inteiramente irresponsável
e dependente…
São teus lábios, de sorriso largo e aberto, que formam o extenso areal onde se pratica aquele beijo bom, o tal… ósculos de amor, sem falsas modéstias, nem falsos pudores… onde tudo arde, onde tudo queima, onde tudo é isso… apenas e só isso… amor… O AMOR!
São teus lábios, de sorriso largo e aberto, que formam o extenso areal onde se pratica aquele beijo bom, o tal… ósculos de amor, sem falsas modéstias, nem falsos pudores… onde tudo arde, onde tudo queima, onde tudo é isso… apenas e só isso… amor… O AMOR!
...
mas quero ir mais fundo, chegar ao teu mar… “Mar de Maria”, minha Maria mulher
mar… onde quero mergulhar por tudo e por nada, por te bem-querer, desejo, tesão
profunda… e até por um pouco de fé… de nele ser feliz, que nele irei encontrar
o mais delicado, e muito húmido molhado
prazer, que é ter-me dentro de ti, do teu mar, “Mar de Maria”… e fechar os
olhos para perdurar…esquecer-me feliz dentro de ti, sem saber se é noite ou dia,
e apenas limitar-me a navegar… navegar e navegar, lento e quente, quente e
devagar, como quem degusta o amor, seja para que nunca mais acabe, ou que seja para
mais durar…
… navegar, navegar e navegar, nesse intenso imenso mar, “Mar de Maria”, carregado e pejado de mil promessas, mil toques, mil “ais”, mil desejos, até ao momento sublime, em que por entre vontades assumidas, assinadas e acordadas, pelo som dos lânguidos gemidos, de dois doidos de amor já varridos, decidam, em êxtase, no meio da maresia… juntos, muito juntos e bem fundo, em porto seguro aportar!
João Ramos
01/05/2015
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