terça-feira, 15 de outubro de 2013
ANGOLA A VERGONHA
JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, vergonhoso presidente de Angola (volta Savimbi que estás perdoado) acaba de declarar publicamente de que PORTUGAL, que segundo o pretenso OCS, que de OCS nada tem, o infame Jornal de Angola (cheira-me a merda quando escrevo este nome, porque será?) deixa de ser um PARCEIRO ESTRATÉGICO!
Palavras de vento, pois na realidade, Angola, já comprou, adquiriu, tornou-se parceiro, ou outra coisa qualquer de tudo o que é pretensamente lucrativo em PORTUGAL.
A bela bosta do Jornal de Angola, que apenas tem ofendido o nome de PORTUGAL, o tal “[…] país muito pobre, com elites corruptas e ignorantes[…]”, presumo que o jornaleco estivesse a referir-se precisamente áquilo que é o retrato de Angola.
Há muito que digo a muita e muita gente de que Angola, para os Portugueses, é uma bolha, uma bomba prestes a rebentar-nos.
Se não rebentou, não demorará a rebentar, a não ser que os nossos governantes arreiem as calças e deem o seu rabo ao governo Angolano e ao dinheiro, que quase tenho a certeza que vão fazer.
Que pena tenho eu do meu dinheiro que foi para Angola, sem eu autorizar, a enviar fardas para a Polícia de Angola, ar armas para os Polícias e Forças Armadas Angolanas. Que pena tenho eu de ter sido o meu dinheiro a pagar a formação, alimentação e alojamento daqueles que são hoje os oficiais das Forças Armadas e Polícia.
Tenho tentado calar a revolta e o nojo que me vai por dentro, não por Angola, nem pelo povo Angolano, mas sim por certa Angola, e por uma certa elite politica, policial e militar Angolana, por uma fulana que é a mulher mais rica de África, graças às concessões do pai. De uma multidão de Angolanos que escolhem o tal país pobre, para estudar, ou utilizar os hospitais privados, mas isto, só para as elites.
Senti-me ofendido, enquanto português, com a verborreia de merda escrita pelo jornal de angola, sinto-me ofendido com os pedidos de desculpa de um tal Ministro Machete, pois se este quer dar o rabo aos Angolanos, que dê o dele, não hipoteque o cú de todos os portugueses.
Mas a verdade é que a Angola, que todos acham muito desenvolvida, apenas se restringe na sua luxuria e fausto, à cidade de Luanda e pouco mais, sendo que logo nas franjas da cidade, os bairros pobres pululam.
A Angola desse Hijo de la Mierda que é José Eduardo dos Santos, a família e correligionários, desenvolvida, é Luanda e pouco mais.
Ao que chegou este país!
Embora me custe a aceitar, pois é algo que me fere, nas palavras do merdaleijo Jornal de Angola, que refere Portugal como um “[…] país muito pobre, com elites corruptas e ignorantes[…]”, é que eles têm razão, ou seja, é uma verdade que se aplica a Angola, e que se aplica também a Portugal, e às pseudoelites politicas portuguesas, que desde a apressada entrega dos territórios, após o 25 de abril de 74, apenas têm feito, e desculpem mas tem de ser: merda atrás de merda!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
A escrita! Princípio ou fim?
A escrita é, pode ser, contudo para mim será sempre, a única forma de
positivar uma ideia, não importa qual o alfabeto, ou o suporte… da pedra ao
papiro, do papiro ao papel, do papel ao digital, que curiosamente… acaba impresso
no papel…
A escrita é a doce redundância que nunca fica mal!
A escrita é isto e aquilo, é esta ideia e uma outra, esculpida algures
por mim, por ti, por este, aquele e o outro! Ou pelo “anónimo”, que podendo
sermos todos, na verdade é como que tivera sido escrito por um gigantesco “ninguém”!
NOTA QUE NÃO DE RODAPÉ: Somos ingratos, pois nenhum dos prémios Nobel da literatura, e de outros tantos prémios “láureos”, jamais escreveu tanto, em quantidade, mas também em línguas tão diferentes, bem como em suportes tão diversos como estranhos, sem falar nos estilo, que vão da prosa à prosa poética, da narrativa a novelas e poesia, de escritos breves e filosóficos, mais ou menos arcaicos… o grande Nobel da Literatura é o “anónimo”, nada mais democrático, porque o anónimo não sendo ninguém, reforço, pode ser, é por certo, numa altura da nossa vida, uma vez que seja, ser cada um de nós…
A escrita é o que nos vai na alma, ou talvez não, é o bom e mau, o ódio e
amor, paixão e desapego, muito e nada, naïf, profético ou niilista, com e sem
razão, para desabafo ou chamar à atenção, e no mais, é o blá, blá, blá, etc e
tal!
A escrita é, infelizmente para quem a quer definir e teorizar, sempre algo mais, porque é a escrita. Esta tem muitas vírgulas e pontos finais, mas para que seja infinita, basta saber que tem muitas reticências…
A Escrita é algo que não tem fim, e não há um nano segundo em que não
haja alguém, neste planeta, anónimo ou não, que não esteja a escrever, melhor
ou pior, mas as escrever, nem que seja apenas com o dedo a apontar e a desenhar
no céu, ou na areia molhada de uma qualquer praia, porque se a escrita é
infinita, a imaginação do ser humano não o é menos!
… no principio era o Verbo, e no fim, creio eu, o Verbo é também ele o
fim… para se começar sempre de novo…
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
QUE GANHE MIRANDA!
Em tempos de campanha eleitoral, é o que mais tenho
visto, e o que mais me tem criado desilusão.
Mas também assim são as coisas da vida.
Em campanha ou não, há algo que aprendi e que guardo
de há muito, e por muitos defeitos que tenha: "Sou um homem LIVRE e de BONS
COSTUMES"
Gosto de estar, apoiar a "Pro Bono", e não gosto que
me cortem a palavra, quando sabemos que é a palavra, seguida da ação que
convence.
Não gosto que façam métricas e estatísticas do tempo
que falo/discurso ou o que quer que seja. Muito menos por gente que já se pensa
político, e apenas ainda é uma névoa... a humildade é um dom.
Nestas eleições, naturalmente que espero, que quero
que o Partido Socialista vença as eleições, mas quem eu realmente quero que
ganhe, É MIRANDA DO CORVO, OS MIRANDENSES, e não o EGO de alguns que já se
julgam gente, que já se acreditam políticos ou grandes esperanças de o vir a
ser.
MIRANDA SIM, MIRANDA e os MIRANDENSES é que têm de
sair da “modorria” em que andam, e ganhar nova vida.
Se for pelo meu partido de há 20 anos como Militante,
tanto melhor.
Muito simplesmente porque o Miguel Baptista merece, é
um bom homem e um homem bom.
E fico-me na minha avaliação, por aqueles que
conheço.
Acreditando, naturalmente, que os restantes, são tão
bons ou melhores que ele.
E serão, se pensarem um pouco como eu, que tenho a
mania de que tenho sempre razão (mea Culpa) Quem tem que sair a ganhar com
estas eleições, e que seja de facto com o Miguel Baptista, seja MIRANDA e os
MIRANDENSES.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Por que morrem os Bombeiros? Um manifesto pessoal de REVOLTA!
Para que se saiba, os BOMBEIROS, morrem, sobretudo, porque o Estado, o grande legislador, teima em não aplicar as coimas que deviam e estão estipuladas na lei há anos, para os proprietário de floresta, que pura e simplesmente não limpam as matas… é natural que não faça cumprir a lei, pois o Estado, o maior proprietário de todos, tem infinitos hectares por limpar.
Os Bombeiros morrem porque é nesses terrenos, públicos e
privados, cheio de silvas e mato, de difícil acesso, que eles combatem de forma
desigual, enquanto o fogo salta, voa, progride, come e destrói, o BOMBEIRO,
arrasta-se penosamente por encostas, de mangueira e agulheta ao ombro, sabendo
que há mais fogo pela frente do que água na viatura, quando já não há água, há
giestas, ou um ramo, e quando os níveis de fadiga já há muito que foram
ultrapassados, eles continuam, a subir e a descer, a ir e vir, a enfrentar o
fogo, o FOGO que é INOCENTE, criminoso é quem o liberta, quem o acende e atiça,
e sempre em terrenos férteis em materiais para serem devorados, soltar o fogo
ai, é como levar uma criança à Disney, assim, não é o fogo que matando, na
realidade não mata, mas sim quem o ateou, quem não obriga os proprietários a
limpar as matas.
Assim, tão culpado é o incendiário, como o estado.
O problema não é a falta de meios, nem de homens, é
sobretudo falta de vontade política.
Se se gastasse mais na limpeza das matas ou na obrigação de
mandar limpar, ficaria por certo sempre mais barato em dinheiro, e sobretudo,
em vidas, do que pagar para ter mais meios aéreos de combate aos incêndios.
O combate aos incêndios faz-se na terra, na Assembleia, no cumprimento das leis e de preferência, fora da época estival.
Este ano, mais do que em outros, a sociedade tem uma eterna
divida de gratidão e de sangue para com todos, mas todos os bombeiros deste e
de todos os países.
O verão haverá de acabar, escutam-se as vozes políticas
revoltadas, embargados de luto. No entanto a revolta dos políticos e o seu pretenso
luto vai esmorecendo, e a pensarem baixinho: - Agora só se fala disto para o
ano!
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
ANA RITA PEREIRA, BOMBEIRO DE 24 ANOS, MÃE DE UMA FILHA DE 4 ANOS! FILHA DE ALGUÉM!
Assassinada por esterco da
espécie humana, que invariavelmente se não são, são dados como loucos, logo,
inimputáveis.
Não deveria haver
inimputabilidade para um incendiário que seja.
Que Deus me perdoe, mas
nestes momentos, não posso deixar de pensar na Pena de Morte…para este tipo de
crimes e mais uns quantos. Que não me venham os moralistas da treta dizer que
não é correto tirar a vida a alguém, mesmo que esta tenha cometido diretamente
um crime hediondo, ou que, pela sua acção, a vida de outros se tenha perdido,
como é este o caso.
Ana, como português,
jamais te poderei agradecer a ti, e aos que antes de ti, infelizmente partiram
no combate desigual ao fogo.
Olho para a tua foto, e parte-se-me
o coração, por seres uma jovem, por seres filha, por seres Bombeira e o que faz
ainda doer mais, por seres MÃE, o bem mais precioso que qualquer filho tem, sem
tirar mérito ao amor de um pai.
És mais um herói, que,
infelizmente, só se considera como tal a título póstumo, tarde de mais.
Como cidadão, atribuí há
já muito tempo, independentemente da época do ano, o estatuto de heróis a
todos os bombeiros, porque de facto, “Vocês vão, mas não sabem se voltam!”
Que Deus te guarde e
receba, sei que sim!
Que os mais próximos não
se esqueçam, para memória futura, que a Ana, a MÃE Ana, foi uma pessoa muito
corajosa, deu a sua vida pelos outros, para que a sua filha, apesar da dor e
tristeza, se sinta orgulhosa, tal como todos os filhos que perderam os pais, de
uma forma ou de outra, ao serviço dos outros, ao serviço da pátria, sei bem o
que isso é, dai a minha dor.
Um cidadão eternamente
agradecido e eternamente em dívida!
João Ramos
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Breve!
O Cinismo político-partidário não me incomoda, não sou é
obrigado a conviver em silêncio com ele!
Simplesmente porque não sou cego, surdo e mudo, e por muito
fraca que seja, tenho opinião!
João Ramos
TAF
O que escreveste é incómodo e politicamente incorrecto!
Após ter publicado um humilde texto sobre o carácter “orgasmatico”
pré eleitoral, recebi alguns telefonas menos simpáticos, em jeito de ”quem te
avisa, teu amigo é”. Ainda dentro do mesmo princípio, recebi também um ou outro
correio electrónico e mensagens no facebook, onde algumas pessoas até me questionaram
se eram visadas.
Mas ressalvo esta pérola politica com tiques de Estado Novo
que me foi dirigida: - o que escreveste é incómodo e politicamente incorrecto!
Querem-me lá ver que estou em risco de perder os meus cargos
no partido!
Querem-me lá ver que vão pedir o meu saneamento!
Tremo de pensar no que ai vem, nas consequências… serei excomungado
(não porque somos um partido laico), mas ostracizado? Colocado na prateleira?
Como viverei depois????
Enfim… para não chorar, com pena destes “pobres de espirito”,
que contudo, e como diz a Biblia, “Felizes os pobres de espirito porque deles
será o reino dos céus!”, ou seja, pela sacrossanta estupidez já ganharam o céu,
mas como dizia, para não chorar, apenas me limito a sorrir e a registar o
seguinte: - Meus amigos, “se lhes serviu a carapuça” e vos deixou a pensar, claramente
que SIM! E sim, é porque era, aliás, é!
Sei que quando escrevemos aquilo que não agrada a certas
pessoas, há quem se intimide com as consequências, coisa que a mim não me
abala, sou íntegro, não sou um "chupista" do momento. Por outro lado,
o silêncio, ou a não reacção de muita gente, diz muito do efeito que aquilo escrevemos
tem… fica para memória que é um pouco isto: façamos todos de conta que não
lemos, não vimos, enfiemos a cabeça na areia como a avestruz! Alguém tem de
dizer a todos os que (não) leram, que ao tomar a posição da avestruz, fica-se vulnerável!
Que chato haver gajos que gostam de ser incómodos…
Tenho pena de ver, assistir do camarote, e ter documentado,
o que as pessoas antes diziam, e agora, que lhe cheira "lugar", já
dizem, e vestem o melhor fato, e vêm à apresentação do candidato, com lugar de
relevo, como se sempre o tivessem apoiado e valorizado.
Na verdade, estar no NIM, escondido e calado a ver para que
lado cai, são os que ganham.
Tratando o Boi pelos nomes, na apresentação do candidato
Miguel, pessoa de bom intimo e coração, um político Pro Bono, apareceram
aperaltados e altivos, gentes que há muito não os via... mas que agora até têm
lugarzinho garantido e elegível... sorridentes e de abraços, onde estavam
quando se travou a luta contra o legitimo, e bem, candidato Mário Ricardo? Sim,
onde é que andaram nessa luta????
Escondidos, e se o Mário fosse o líder da Concelhia de
Miranda, estariam na fonte dos amores, de certeza engalanados, com os mesmos
sorrisos e palmadinhas nas costas... e a pensar: - porra pá, ainda bem que
joguei à defesa, e ainda com três centrais, caladinho nomeu canto…
Ainda me lembro da primeira apresentação do Candidato
Miguel, quando foi no mercado, chovia, havia porco no espeto, eramos uns
poucos, muito poucos, porquê ninguém acreditava, as sondagens eram contra, o
Miguel, um anónimo, enquanto ele discursava, de um lado do passeio, nós, do
outro lado ouvíamos e batíamos as palamas da praxe, poucos mas com fé inabalável…
de vez em quando, um carro passava entre o publico e o orador, só ver para crer…
um dia épico… pouca gente, não crava a poder, a lugares, e poderiam, caso
dessem a cara, sair chamuscados no pós eleições…
…à medida que a campanha foi avançando, e a adesão foi sendo
notória, os chulos do costume começaram a aparecer, com desculpas esfarrapadas,
votos “bezerros” de lealdade e de cínicos: - sempre acreditámos em ti!
Como foi diferente o cenário na fonte dos amores… de
repente, pensei que estivesse na gala dos Globos de Ouro da SIC, tanto sorriso,
tanto abraço, tantos vivas e tu, o Miguel: - és a maior pá!
Dos dois momentos, apenas me recordo de uma pessoa, digam o
que disserem dela, alguém que há quase 4 anos, numa “quase ridícula apresentação”,
apenas e só pelo reduzido número de presentes, pois era uma candidatura fadada
ao insucesso, apresentou com entusiasmo: - o futuro presidente da Câmara de
Miranda do Corvo! Que acabou, por uma unha negra não ser, este ano, há poucas
semanas, o mesmo homem, o mesmo entusiasmo, o mesmo “speaker”, voltou a
apresentar, novamente: - o futuro presidente da Câmara de Miranda do Corvo!
Refiro-me, naturalmente, ao CAMARADA e AMIGO João Paulo, que
todos conhecemos por JP.
Para ti, o meu abraço, o meu louvor, porque de dia ou de noite, com sol ou chuva, com mais ou menos saúde, sempre estiveste lá, sempre estiveste com ele, sempre estiveste com todos.
Se um dia tivesse de partir para uma guerra, iria querer-te ter, por todo e mais a lealdade ao meu lado.
Poderia naturalmente referir alguns mais, mas não me apetece, e provavelmente até nem interessa, porque sei que ninguém me vai ler (estou muito indigente), mas a par, e para colocar uma representante do sexo feminino, temos de respeitar as quotas, uma mulher de toda a luta, de toda a hora, que sempre acompanhou o líder, o actual candidato, esse ser maravilhoso, por ser, mas não só, minha amiga, a Madalena.
Para ti, o meu abraço, o meu louvor, porque de dia ou de noite, com sol ou chuva, com mais ou menos saúde, sempre estiveste lá, sempre estiveste com ele, sempre estiveste com todos.
Se um dia tivesse de partir para uma guerra, iria querer-te ter, por todo e mais a lealdade ao meu lado.
Poderia naturalmente referir alguns mais, mas não me apetece, e provavelmente até nem interessa, porque sei que ninguém me vai ler (estou muito indigente), mas a par, e para colocar uma representante do sexo feminino, temos de respeitar as quotas, uma mulher de toda a luta, de toda a hora, que sempre acompanhou o líder, o actual candidato, esse ser maravilhoso, por ser, mas não só, minha amiga, a Madalena.
Mas há mais alguns, não muitos, mas há mais alguns. E porque
os jovens não podem ficar de fora, um jovem, não tanto nas acções, pois
demonstra grande activismo político, e grande maturidade, apenas jovem na
idade, o Tierry, incansável e sem medo, que fez crescer, e vai fazer crescer
ainda mais, o número de elementos da JS de Miranda, este jovem advogado, é outro
reconhecido companheiro das ditas solitárias saídas, pelo Concelho, do nosso candidato.
E por fim, um maduro, um amigo, e desculpem repetir, um
amigo que impulsionou, que motivo, ponderado, bem relacionado, tranquilo, mas
leal, direi mais, o rosto da lealdade e do desinteresse, o Zé Mário Gama.
No fim de tudo, e depois de elencar estes nomes, esta era a
minha lista para a Câmara, para a vereação, estes nomes, estas pessoas.
Contudo, e porque sou leal ao líder, irei a jogo e à luta, pelos nomes que foram escolhidos. Porque em democracia é assim, aceitar! Mas em democracia é também se poder dizer o que se pensa, e expressar aquilo que seria a nossa opção.
Contudo, e porque sou leal ao líder, irei a jogo e à luta, pelos nomes que foram escolhidos. Porque em democracia é assim, aceitar! Mas em democracia é também se poder dizer o que se pensa, e expressar aquilo que seria a nossa opção.
Este meu texto, bem como o anterior, visam e são decorrentes
de um sentimento, o da PLURALIDADE, mas de uma pluralidade que como refere
Blaise Pascal, procura a unidade, e não o contrário! Contudo, e como diz o
mesmo, uma UNIDADE que não seja decorrente da pluralidade, de cada um pensar
diferente mas manter a união, é apenas ditadura! FACTO!
A idolatria “orgasmática” pré eleitoral
A mais pura amizade, lealdade, solidariedade,
companheirismo, entre muitas outras coisas, são, durante o período que medeia
entre eleições, sejam elas quais forem, períodos, por assim dizer, de “deserto”
presencial de uma legião de gente, sim, porque nesses momentos, em que não se
discutem lugares, não há que fazer o “frete” de se estar presente, ser solidário,
ser militante, ou pura e simplesmente, viver a amizade, entre pessoas que antes
de serem políticos, são apenas isso, PESSOAS.
Durante esse “deserto”, e quando
não se está no poder, há um convívio normal entre as ditas PESSOAS, as PESSOAS
que se mantêm presentes, contudo, que por serem amigas, não têm obrigatoriamente
de estar diariamente, umbilicalmente ligadas, ou melhor, até podem e devem
estar, mas só há fluxo de nutrientes, e assim é que tem de ser, quando uma das
partes, por uma razão ou outra, precisa da outra, como diz o proverbio e bem, “os
amigos são para as ocasiões”, e dai nenhum mal vem ao mundo. Não é porque
estamos permanentemente “em cima” de alguém, que demonstramos por ela, ou temos
por ela, uma grande amizade.
A amizade é um estado, facto!
De repente, em qualquer período
pré eleitoral, as coisas mudam. Os que nunca apareceram nem estiveram, começam
a aparecer, vêm como se fossem estrelas galácticas, aperaltados…
- venham venham meus senhores, há
lugares, a corrida ao ouro começou!
E assim emergem novamente ao
mundo, e mais depressa emergem, quando se apercebem de que quem vai distribuir
os lugares, até ganhou peso, até ganhou poder, até pode mesmo ganhar, quando, curiosamente,
em lutas anteriores, em outras eleições, internas ou externas, não os vimos por
lá…
De repente, gente de quem nem
sequer se sabe o nome, vêm-se quase que “administrativamente” promovidas para
lugares, que caso o chefe ganhe, os levará a ocupar cargos públicos e políticos,
que jamais e em tempo algum os teriam ou mereciam, arranjam um emprego, e meus
amigos, nada tenho contra isso, a não ser… que alguns de militância permanente,
de disponibilidade permanente, mesmos nos momentos menos bons ou mais negros, no
tempo do “DESERTO” e na solidão do líder, o acompanharam, não por frete, mas
por militância, amizade, e por saberem que qualquer campanha começa muito tempo
antes de ela se oficializar, são relegados, ou então, na melhor das hipóteses,
vão “jogar” nos distritais.
Mas a política é assim, e de
repente, os que não fizeram o frete de acompanhar o líder quando ainda anónimo,
e solitário, porque sim era frete, e não trazia prestígio nenhum, de repente,
são chamados, são abordados, e perante a possibilidade, depois de nada fazerem,
virem a ocupar um lugar de destaque, numa lista de um líder que já não é tão
anónimo nem tão solitário e que até podem ganhar… automaticamente têm dúzias de
orgasmos mentais, CASO USASSEM CUECAS NA CABEÇA, ESTAS FICARIAM HÚMIDAS, e teriam
de ser retiradas de hora a hora, como as fraldas das crianças quando se “borram”,
e que, todos nos sabemos, constitui o primeiro prazer de estímulo sexual do ser
humano! Assim, tiram os fatos do bolorento e mofoso armário, e “bota” que vêm
ai campanha zé, e até vão ter lugar reservado no dia da grande apresentação,
chegam como vedetas, com sorrisos de circunstâncias, altivos, parece que estão
a dar uma esmola… Ora bardamerda com essa gente! Agora, vão mesmo ter de fazer
o frete de acompanhar o líder, mas agora, se calhar, até vai compensar…
Os outros, bem, os outros, são os
gajos porreiros, os gajos do desenrasca, os cola cartazes, e porta bandeiras,
esses são o “zés” e as “marias” que estiveram sempre lá, quando não havia luz
nenhuma ao fundo do túnel, quando a esperança da vitória, pareciam algo muito
distante. Mas eles acreditaram sempre, estiveram sempre foram eles que ajudaram
a que a luz começasse tremula a surgir, e hoje, brilhe de forma intensa, quase
com a chancela de uma vitória anunciada.
Não estou no rol dos ilustres “zés”
e “marias”, gente de quem me orgulho, pois foram os únicos que eu ia vendo, à
distância, a caminhar no deserto. A minha relação na política passa por manter
alguma equidistância, por motivos que apenas a mim me dizem respeito, não
querendo dizer que não estou disposto a qualquer tipo de luta, e é com alegria
que serei um “zé” e uma “maria” de bandeira na mão, para que o meu candidato
ganhe, sendo que sei que com ele, irão, sem mérito, ganhar tantos que nada
fizeram, uma lotaria infame… por vezes, não sei se a sorte apenas protege os
audazes, acho que ajuda também a que os “mortos-vivos” da política, ressuscitem…
Uma vez escrevi que, e mantenho,
de que preferia perder uma eleições com militantes pagantes, do que ganhar com
independentes, não mudei de opinião, isso, não significa que estando escolhido,
escolhido está… e agora junto ainda de que, preferia ver os “zés” e as “marias”
que atravessaram o deserto com o líder em lugares de eleição e destaque, do que
ver uma rural elite que escondida e calada andou, a sentarem-se confortavelmente
no pedestal, quando sei, quando li, quando ouvi, e tenho documentado, que estas
mesmas pessoas menosprezarem o líder, menorizarem o mesmo, a dizerem entre
dentes que ele era fraco, cabisbaixo, sem carisma, que não tinha futuro, que
não tinha garra, que caminhava sozinho de baile em baile, de festa em festa, sim,
porque está “parasitária imóvel e reptil” gente, nunca esteve nos referidos
locais com o líder, pois se fossem ele não andaria sozinho, ou então, iriam ver
que ele nunca andou totalmente sozinho, porque os “zés” e as “marias”, andavam
com ele Por onde andou está “parasitária imóvel e reptil” gente aquando da luta
pela liderança da Concelhia??? Em lado nenhum, pois pelo menos nessa eu
participei e nunca os vi… mas vi sempre lá os humildes “zés” e marias” de que
tanto me orgulho, e que foram tantas e tantas vezes vilipendiados pelo
adversário político interno.
Tenho escutado alguns discursos, discursos
nos quais se elegiam determinadas pessoas que de facto, até para elas próprias,
desconheciam que tinham tantas virtudes…Tenho escutado sereno, mas impávido, dizer que “há feijão” que demonstra estar maduro quando ainda ele está verde… nem sempre quem fala mais alto e “cuspe” palavras, é o mais inteligente, nem tão pouco diz as coisas mais inteligentes…
…olho e vejo que as listas são feitas com a “prata da casa”, o que não é de todo verdade, porque muita dessa prata, nunca esteve verdadeiramente “na casa”, nas lutas difíceis, por isso, preferia olhar e ver, contra tudo e contra todos, “o ferro-velho, sempre presente e leal” dos “zés” e das “marias” que sempre disseram sim vamos, sim estamos, sim, não te abandonamos!
Não estou penhorado a nada nem a
ninguém!
Não confundo a amizade com a
política!Não confundo a lealdade, com a minha necessidade de dizer o que sinto!
Sou um militante “vintage” de um partido, mas não sou propriedade do partido!
Porque abençoadamente sou, neste
campo e em muitos outros, um “HOMEM LIVRE E DE BONS COSTUMES”, que acredita que
se deve estar na política e no exercício da política, a cuidar da “res publica”,
para o bem comum, e que só é bom ganhar e estar no poder, quando não se tem de
sacrificar, se não a alma, sacrificar os “zés” e as “marias”, companheiros de
sempre da travessia do deserto.
Tudo muda quando cheira a poder…
gostei de os ver a entrar e a desfilar…
…três vivas à fogueira das
vaidade!
NOTA: Escrito e não revisto!
terça-feira, 23 de julho de 2013
NOT TRUE FRIENDS...
Hoje até me sinto feliz, porque de facto, o carácter das pessoas,
a amizade “grande” e o apoio incondicional e “gratuito” de quem se diz amigo,
cessa, quando por motivos alheios à nossa vontade, de entre dezenas de favores
que fizemos, e dezenas de oportunidades de ajudar que disponibilizámos, e a
própria pessoa não se ajudou a si mesma, um dos favores não se concretiza, e tudo,
muda tudo, o que antes era uma oferta gratuita, passa a uma dívida a pagar.
É natural, mas estranha, a forma como as pessoas se esquecem
de todos os apoios do passado, de todas as portas que se lhes abriu, para se
revoltarem, e transformarem uma dádiva, numa dívida de amizade. É linda a capacidade
humana de se lhes esquecer todo o bem, todo o apoio e abertura que durante anos
lhes demos.
Não estou triste, apenas mais avisado. No futuro, quem quer
favores, da minha parte, em nome de uma “grande amizade”, para que caso as coisas
não corram como nós desejávamos, que vá ao TOTTA.
A vida é assim, uma aprendizagem. Algumas pessoas deveriam
agir e não reagir, e deveriam culpar-se a si próprias pelo seu não sucesso, e
não os outros, que tentaram ajudar.
Esta pérola de acontecimento vai para a minha caderneta,
para a parte do: “O que não deves fazer nem acreditar no futuro”.
Embora faça esta partilha, sinto-me bem e tranquilo com a minha consciência, a consciência de ter feito ao longo dos anos, e agora, tudo o que sempre me foi possível para ajudar um amigo, amigo este que devia reflectir, pensar em tudo o que lhe foi dado e na hora não aproveitou, de todos os momentos de dedicação e tempo dado, e da minha a, de forma gratuita, sem cobrar.
Deixa-me indisposto, não triste, mas avisado, de que favores “fazia a minha avó”. Não é a amizade e os procedimentos da mesma que mudam, as pessoas é que os vão mudando ao sabor das desilusões, hoje tive mais uma, que me abriu os olhos.
Nada pior do que depois de tantos sucessos, de nunca ter dito não e de nada ter cobrado, alguém que muito estimo, porque pela primeira vez algo não correu bem, por motivos alheios, vir fazer a cobrança de uma “divida” de amizade.
Dizia-se que: “Quem dá e volta a tirar, ao inferno vai parar!” Eu acredito que sim, embora, apesar da desilusão, não era sítio onde eu queria ver um amigo, sim, porque apesar de desiludido, continua a ser um amigo.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
O sindicalismo militante já era...
Cada vez é maior o meu luto (leia-se NOJO), por quem (des) governa
este país, e não me refiro apenas ao governo.
Embora corra o risco de ser vaiado e odiado, pelo menos não
sou cínico, e digo que o sindicalismo em Portugal deveria ser repensado, muito
mas muito bem avaliado, bem como as muitas fornadas de profissionais,
encostados nos sindicatos e encostados às regalias dos sindicatos. O
sindicalismo militante já era, é passado, embora ainda subsistam alguns puros, estes
são meteoricamente abafados, mas não "banidos", espera-se, pois é
mais de "camarada", que de bafio estes vão caindo, morrendo, para
depois se prestar uma efusiva homenagem, ao grande camarada, ao grande
sindicalista que partiu, e assim, todos ficam bem na foto. Muito provavelmente
irá haver cravos na cerimónia, e agora, porque está na moda, cantam o
"Grândola...", como se fossem donos da música...quantos a cantarão
como aqueles católicos que rezam o Pai Nosso, mas que nem se dão conta do que
estão a dizer?
Sou Socialista, sou de esquerda, sou um apaixonado das
coisas da história, um curioso das lutas pela conquista de direitos, e quanto
mais “leio” o passado, e não preciso de ir à proto-história do sindicalismo,
mais triste e inquieto fico, e pergunto a mim mesmo, aos meus sentidos, se
estarei a ler, a ver, a interpretar a mesma coisa…
Infelizmente custa-me escrever mas tem de ser, mas na
verdade, muito do sindicalismo não me “cheira a esturro”, cheira-me mesmo mal.
A estrutura de alguns sindicatos, bem como muitas das suas regalias
e outras alcavalas, e o clientelismo, fazem lembrar as pedras que os mesmos
atiram às organizações políticas, aos gabinetes ministeriais, aos “jobs for the
boys”… ou vão-me dizer que não é, presentemente, o que mais grassa nos
sindicatos??? Sim, não há necessidade de concordar comigo, fica-se mal na
fotografia… dá ideia que se é reaccionário... bom, se pedir por um sindicalismo mais puro e
militante, faz de mim um reaccionário…então sou mesmo um “filho da mãe” reaccionário…ALELUIA!
Não fiz greve, nem farei enquanto aquilo que apenas
interessa, ao final do dia, é a luta pelas percentagens de adesão, de um lado e
do outro, o que interessa é dizer que foi de 80% ou 90%, mesmo que assim não
tenha sido. Eu quero ser mais do que o 1+1+1+1 = 4 que faz parte da gloriosa estatística
que dita o GRANDIOSO sucesso da GRANDE GREVE…o que, para usar novamente a letra
“g”, é GRAVE, sendo que depois, nada muda… ou muda muito pouco…
… a prova de que já nem tudo passa pelas peleias sindicais, e de que estás já quase ou pouco efeito surtem, é o carimbo inegável, de que a grande “manif” que realmente colocou o governo em sentido, começou nas redes socias… e foi viral…é que ai não era a central “A” ou “B”, o partido “X” ou “Y”, este ou aquele grupo profissional, não meus amigos, era o POVO, o tal onde assenta a nossa soberania… apenas para recordar:
… a prova de que já nem tudo passa pelas peleias sindicais, e de que estás já quase ou pouco efeito surtem, é o carimbo inegável, de que a grande “manif” que realmente colocou o governo em sentido, começou nas redes socias… e foi viral…é que ai não era a central “A” ou “B”, o partido “X” ou “Y”, este ou aquele grupo profissional, não meus amigos, era o POVO, o tal onde assenta a nossa soberania… apenas para recordar:
Constituição da República Portuguesa (CRP)
Artigo 3.º
(Soberania e legalidade)
1.
A soberania, una e indivisível, reside no povo,
que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
Assim penso eu, um socialista militante há vinte anos, que
uso óculos para ler, mas não são de “cabedal”…
Presto a minha homenagem ao idealistas do sindicalismo, e cuspo o meu repugno aos oportunistas do mesmo, são eles que o estão a destruir, a desvirtuar!
Presto a minha homenagem ao idealistas do sindicalismo, e cuspo o meu repugno aos oportunistas do mesmo, são eles que o estão a destruir, a desvirtuar!
Subscrever:
Comentários (Atom)






