quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Beijo e abraço (escrito naïf)

 

O que é um beijo?

O que ele significa?

Se um beijo é um desejo!?

Feliz quem com ele fica.




E o que é um abraço?

Ou um aperto de mão?

Serão ambos, e o beijo, mais um passo,

para uma justa e boa união?


No fundo, tudo tem e faz sentido,

desde que feito de, e com verdade!

Nunca nada é tempo perdido,

quando é em nome do amor, e da amizade!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Clímax mútuo de amor (-) perfeito



É junto a ti, ao teu peito,
que eu me quero recostar.
Fazer o que nunca fora feito,
amar, amar, apenas e só, amar!

Ter-te como um amor (-) perfeito,
ter-te somente para te admirar,
para depois beijar teu frondoso peito
e gritar, gritar, apenas e só, gritar!

Beijo mil vezes esse teu lindo nome,
a ti me entrego, enfim, livre, dou-me!
O clímax, mútuo, vem (se) entre abraços!

É a loucura, entrego-me ainda mais a ti!
É o orgasmo, eu sei, mas não é o fim!
Sei que voltarás, já de novo, sinto teus passos…

Procuro alguém…


Procuro alguém em quem confiar!

Alguém a quem dar a chave e o segredo!

Alguém que eu também possa amar,

sem qualquer espécie de receio ou medo!



Procuro alguém com quem possa falar!

Alguém que comigo queira um compromisso,

alguém para quem eu possa solenemente olhar,

e prender-me, a ela, como se fosse um feitiço.



Quero, preciso e procuro, alguém para me apoiar!

Alguém para quem a paciência é sinónimo de paixão!

Alguém que esteja na disposição de me amar!

Alguém que queira, de forma livre, dar-me a sua mão!



Mas o que encontro é diferente do que procuro!

Sei que será, eventualmente, uma busca plena de utopia!

Quem sabe, não estarás tu do outro lado do escuro?

E como tal, procuro-te, mas procuro-te não de noite mas sim, à luz do dia.

Cheguei Tarde! (non sense)



Cheguei tarde, sim, de qualquer forma, convicto que tal não tinha acontecido, pedi um café! Para ti, bom, não se mandou vir nada, como também não se disse uma única palavra.

A noite ia ser encantadora! Sentia-o! Não tanto pela tua não presença física, mas sim, pelas longas golas brancas, por sobre o casaco preto, da senhora em frente! Ela sorri, nas tuas costas, ela sorri, e eu, interiormente, e intimamente, sinto-me feliz, penso o quanto isso é bom e o quanto isso me orgulha!

O meu café? Quase que já o acabei, mas de facto, não o terminei de todo, assim como o nosso não encontro, assim como a nossa não relação!

Levanto-me, pago, e lanço um último olhar à senhora das longas golas brancas por sobre o casaco preto, ela já não sorri tanto, fuma sofregamente, e quase que chora…

sem tu estares, nem nunca teres estado neste nosso não encontro, saímos os dois, está fresco, mas não vai deixar de ser uma noite encantadora. Remexo os desgastados bolsos do meu insalubre casaco, sinto aquilo que me parecem ser duas notas de conto, abotoou-me ao dinheiro e ao casaco, viro à esquerda, e lá não vamos os dois, rua abaixo!

No meu coração, a esperança de te não voltar a encontrar…

Ao longe, ainda me parece ouvir alguém a sair do café, não sei bem se o que de seguida escutei foi um sussurro casual do vento, ou um rouco e atabacado apelo lamuriante - Olhe…    ...favor…. De facto não sei!? E se foi, o vento, ou a distância, engoliu as palavras…

O frio parece aumentar! Neste momento, nenhum sussurro, apenas uns passos tímidos a fazerem-se à rua, à calçada, que tanto sobe como desce, para o bem e para o mal.

Decidi não pensar mais, não te dou a mão e faço-me à vida, porque esta noite, ia ser uma noite encantadora…sem ti, só, e ainda assim feliz…

Que te fale de solidão!?


Pedes-me que te fale de solidão! Paro, olho para o horizonte que não é mais do que a parede do teu quarto! Respiro pesadamente, “queimo” algum tempo, muito tempo, pois na verdade, não sei o que te dizer, talvez te reinvente um qualquer chavão, que na tua alma de mulher poeta apaixonada, sei que vais adorar!

Solidão? Bem sei eu explicar o que isso é! Sem cair no meu ar pretensioso e ridículo de galã decadente!? Bolas, mais valia perguntares-me a tabuada dos nove, que por acaso, só por acaso, também não sei, mas sempre me iria desculpando com uma infância infeliz, da má qualidade do meu ensino primário, mas não, tinhas de aprofundar a nossa relação recorrendo a temas quase que metafísicos.

A parede do teu quarto já não é o infinito, é algo mais, um algo mais que me irrita, é o símbolo da minha demorada estupidez, do meu profundo desconhecimento sobre as coisas da vida, e sobre mim próprio.

Sorrio como quem tosse, aflito, semicerro os olhos, movimento “suadamente” os dedos nas mãos já dormentes e esboço uma resposta muito ao género da literatura de cordel - Sabes…solidão é…bom…é estarmos com alguém que não tem nada para nos dizer, ou que não nos diz nada…estarmos, sei lá, com alguém que não nos quer ouvir, mesmo nos nossos silêncios…que não tem tempo para nós, o “nós” do amor, não o vulgar nós, a soma do eu e tu…ou então, alguém que nos quer para tudo e muito, mas menos para amar…!

Deixo-me cair para trás, de imediato, como uma insaciável predadora, debruças-te languidamente sobre mim, sorris, mas como quem sorri por e com ironia, como sorri um ser humano a atestar a estupidez de um outro ser humano.

Não dizes nada, apenas brincas, roças o teu corpo em mim e sorris…sorris…e sorris…quando tento de novo falar, colocas os teus dedos sobre os meus lábios e insistindo no teu no sorriso, dizes-me que não, que não queres ouvir a tabuada dos nove, sem tu própria saberes de que, por vezes, muitas vezes, vezes de mais, nos é difícil falar daquilo que nos vai cá por dentro, e isso, bem, isso não é uma questão de pura aritmética, mas sim da subjectividade dos sentimentos e de valores que jamais, aritmética alguma, irá resolver!

Estar e aqui sim, é estar com alguém e apesar de tudo, não ter nada para lhe dizer!

Continuas pendurada no teu sorriso, mas nem ele, nem já tu, significam a mesma coisa.

Levanto-me, engelho-te a testa, ainda com ar de galã vitorioso, saio da tua porta e da tua vida, cantarolando…nove vezes um, nove, nove vezes dois…. e pensando, para mim mesmo, que mais vale , que em solidão, que não são, realmente, a mesma coisa…devo-te isso…obrigada!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Escura solidão!



O que agora aqui escrevo,
é de negra  escuridão,
é como na ferida meter o dedo,
nessa ferida, de nome solidão!

São as pernas que ficam dormentes,
as mãos que começam a esfriar,
esfriam porque eram quentes,
e quentes, já não voltam a estar!

Mas também é algo em mim !?
Um sentido estranho que me leva a esta situação!
Algo muito poderoso e aparentemente sem fim,
mas feio , que cultiva em mim a semente da desilusão!

Ou será que é algo em ti !?
O teu olhar? O teu Sorriso? O teu perfume?
Sei que foi algo que por ti senti,
que me ardeu e queimou por dentro, como lume!

Sonho… que já só o piano toca solto,
somente tu e eu dançamos lentamente,
e danço, danço com gosto,
porque contigo, dançaria eternamente!

De qualquer modo, o que aqui escrevo,
é sempre de negra e escura solidão,
e por mais que meta na ferida o dedo,
só encontro, uma podre e fétida solidão!






Um amor, uma mulher, uma amiga…

 

Um amor, uma mulher, uma amiga, nunca se esquecem, permanecem, na nossa memória, nos nossos olhos, no nosso coração…

E por mais que o vento sopre, que a água dos rios para o mar corra, esse amor, essa mulher, essa amiga, jamais se esquecerá!

O amor, a mulher, a amiga, estarão num lugar chamado de coração! Cada qual, estará à sua maneira, mas sempre, todas, à maneira do coração, cada qual, ocupando o seu pequeno o grande espaço, depende, mas sempre no coração!

O vento? Esse continuará a soprar. A água? Essa continuará a correr dos rios para o mar! O tempo? Então esse, continuará a correr, contra ele próprio, como nunca…mas um AMOR…uma MULHER… um BOA AMIGA… isso, nunca, jamais se esquecerá!

Sê Feliz



Sê feliz, mas não te esqueças que te amo, e que, algures por essas noites, eu hei-de andar em busca de uma felicidade que não sei onde se esconde!? Se num banco de um bar? Se num recanto escondido e barulhento de uma discoteca? E porque não, no fundo de uma garrafa!?
 
Sê feliz, mas não te esqueças que eu te amo muito, e que algures, eu estou só, brincando com os meus dedos, olhando-me nos olhos, dizendo que “me amo”, acariciando as minhas faces, falando comigo mesmo, tentando encontrar assim um pouco de felicidade na minha loucura…
 
Sê feliz, mas não te esqueças de o ser muito verdadeiramente, porque eu, simplesmente, te amo, algures por ai…




Parabéns Pai



Pai, hoje é o teu dia, caso estivesses entre nós, fazias 70 anos, uma idade bonita.

Pai! Mais uma vez, em silêncio, aquele silêncio que me toma todos os anos neste dia, fecho os olhos, abraço-me a ti, vejo-me ainda pequeno ao teu colo, e digo-te: - Parabéns Papá. E tu dás-me sempre aquele beijo e dizes sempre o mesmo: - obrigada filhote, o que me agrada bastante, pois é sinal que não mudas, e o teu coração continua puro…o meu, infelizmente já não!

 Já te enviei o meu presente, directo ao céu, sai agora à Rua, olhei para lá, e mandei-te um beijo, sei que os “Correios do Céu”, porque trabalham com coisas do coração, entregam a encomenda de imediato.

Porque acredito na vida espiritual para além da morte, eu sei que hoje, ai nesse lugar a que chamam de céu, tu estás em festa, com todos os que também já partiram, família e amigos. Sonho com o teu bolo, feito das melhores nuvens que todo o dia andarão pelos céus, e se sentir uma brisa mais forte no meu rosto, sei que é o teu sopro a apagar as velas, e que passando as nuvens, se tornam num espiritual beijo de amor.

 Amo-te Pai, sei que estás hoje e todos os dia comigo, e que nunca, mas por nunca, me largaste a mão. Eu sei que tu hoje é que és pequenino, mas sou eu que quero o teu colo.

 Amo-te para todo o sempre, e isso será quando eu, finalmente, me encontrar contigo, talvez não o faça no Céu, porque nem todos têm o direito de lá entrar, mas sei que estarás numa antecâmara, para me receber, e me abraçares antes de eu seguir o meu caminho, e ai, o meu espirito irá abraçar o teu.

 Mas hoje é um dia de festa e de alegria, ai, como aqui, eu e a Mãe damos-te os Parabéns, como te disse, eu envie-te, um beijo, a Mãe, lá em cima, sozinha no quarto, chora e reza por ti…porque tu foste e és, o nosso único e grande amor!

 Parabéns Pai

Anjo Perdição

Como seria bom estar sempre ao teu lado!

Olhar-te, sentir-te, sentir o teu calor e o teu cheiro.


Como seria bom, sim, como seria bom, ouvir-te dizer: - amo-te!

Ou então, muito simplesmente, como seria mágico tu me quereres como eu te quero…mais que tudo!


Como seria bom poder tocar o teu corpo deliciosamente nu e cheiroso, desse teu cheiro incomum que me enlouquece!


Como seria bom escutar o teu cintilante e excitante sussurrar dizendo que que me queres sentir forte, feio e fundo em ti!


Mulher! Como seria bom poder beijar esses teus rijos seios, morder-te esses lábios carnudos, cheirar o teu cabelo e fazer amor contigo… e chamar-te MULHER, mulher da minha vida…mulher que eu quero para mim, neste presente, neste momento, neste agora…


Não Imaginas como seria bom deixar de sonhar…deixar de ouvir tal música no meu coração…de escutar o nervoso tic-tac- tic-tac tic-tac do relógio, para poder sair, para te poder procurar por ai, para te ver…ajuda-me! Imploro-te! Tira-me deste buraco fundo que é o meu amor incontrolável por ti…meu anjo da perdição, que me faz sentir calor, ardor, fogo e tesão…


…que o diabo te carregue, mas vá, isso, força, rasga-me esse véu, expõe o teu corpo ao céu, faz o que quiseres de mim…mas deixa-me ver-te nua, beijar o teu intimo e gritar bem alto: - tu, minha louca, és a Mulher da minha vida!


Como seria bom eu calar-me, mas melhor, o mais que bom, seria eu deixar de te querer mais do que me quero a mim mesmo!


Sabes, quando por fim me acalmo, penso que juntos poderíamos não mudar o mundo, mas talvez, quem sabe, mudar um pouco de nós mesmos!