sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A vida é mesmo assim, partimos quando temos de partir...


A vida é mesmo assim, partimos quando temos de partir, a MORTE não escolhe sexo, credo, cor de pele, status social, filiação política, profissão.
A vida é mesmo assim, e quando algo de grave acontece, e acabamos por sair ilesos… é uma segunda oportunidade, mas pode haver uma terceira uma quarta, e há quem não tenha nenhuma, porque a morte é muito Romana, muito  “VENI VIDI VICI” (chegar, ver e vencer).
Na verdade, todos os dias, deixam o mundo dos vivos pessoas de todas as idades, para mim, e é apenas a minha opinião, a conversa da “segunda oportunidade” não me convence numa leitura ligeira. A chamada “segunda oportunidade “, só me convence num sentido, o do despreendimento da sovinice.
Ou seja, repensar as prioridades, ficar agarrado ao dinheiro…poupar, poupar, poupar (quando se pode, agora não é tempo disso), e não se vive…não se compra aquela roupa, aquele carro, aquele gadget da moda porque é supérfluo… e de impulso, porque há o mito recorrente de se dizer: “morreu de repente”, saímos de cena do palco da vida, e o dinheiro fica cá todo…todo… Ah! Mas podem dizer os mais cépticos que o carro, a grande casa, os gadgets… também cá ficam…sim claro, mas pelo menos, seja pelo tempo que for, “curtimos” os mesmo…
…a segunda oportunidade para mim só faz sentido porque se sente uma enorme felicidade em adquirir ou fazer coisas apenas e só PORQUE SIM, e porque temos a consciência de que não somos nada, e que o nosso contrato é por TEMPO DETERMINADO.

Não estou a fazer a apologia de queimar todo o “guito” que se têm, fica sempre bem uma reserva, mas não tem de ser, à escala, uma reserva federal… e viver vidas vazias… e a sonhar como ficaria bem aquela roupa, aquele carro, aquele desnecessário telemóvel, ou exibir o top dos laptop ou tablet….

Todos isto porque quis fazer uma singela homenagem ao actor Bruno Simões. Não porque seja noveleiro, até porque ele fazia muito e bom teatro, mas sim porque me cativo como estudante boémio de Coimbra numa das primeiras novelas de sucesso da TVI, filmada em Coimbra de nome, presumo, “Olhos de Água”, mas também porque com 41 anos, é-se uma criança ainda, e porque era um tipo divertido e porque espero que ele tenha “curtido” a vida, tem cara de que sim, mas nunca se sabe.
Porque nunca sabemos se temos a segunda ou terceira oportunidade, não digo para cometerem todas as loucuras, mas as que puderem…sim, façam-nas.
Como disse um outro actor Português, António Feio, que também já nos deixou: NÃO DEIXEM NADA POR FAZER, NEM NADA POR DIZER.
Ou então, tudo se resume a um “CARPE DIEM” (Aproveite o dia)!

Porque “MORS CERTUM EST” (a morte é certa)

2 comentários:

  1. Verdade João!
    Esqueçemo-nos que a vida são umas férias que a morte nos dá!
    Obrigada pela tua partilha!
    Beijos

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