segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Até sempre Zé Soares!


Até sempre Zé Soares!

Amigo! É assim, como estás na foto, que eu quero e me vou recordar de ti!

Como Cristão, sei que hoje, a tua partida, significa para mim que te juntas a Deus.

E que por isso, terás a vida Eterna. E terás a vida Eterna num lugar muito especial Zé! No coração de cada um de nós, é ai que é o céu, é ai que as pessoas vivem para sempre!

Como Socialista, a dimensão da perda é de tal monta, que não há adjectivos que qualifiquem a minha dor e a dor de tantos e tantos que te amávamos, confiávamos e admirávamos!

Não sou mais que ninguém, mas o peso da dor também me pesa.

Perdi num só dia, três pessoas:

                 O Colega Zé, do meu Curso e Ano da Faculdade, colega dos momentos sérios e das nossas tertúlias de “dois maduros” numa faculdade cheia de gente Jovem.

                O amigo Zé, decorrente do Colega da faculdade,

                E o Camarada Zé Soares, Socialista de sempre.

Até sempre Zé! Só tenho pena de não te ter podido dizer uma coisa, que eu acho que todos os socialistas, em particulares os de Coimbra pensam, mas que te deveriam ter dito.

És um Histórico do Partido Socialista, e esse estatuto, alcançaste-o ainda em VIDA!

Do teu Colega, Amigo e Camarada

João Ramos

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A vida é mesmo assim, partimos quando temos de partir...


A vida é mesmo assim, partimos quando temos de partir, a MORTE não escolhe sexo, credo, cor de pele, status social, filiação política, profissão.
A vida é mesmo assim, e quando algo de grave acontece, e acabamos por sair ilesos… é uma segunda oportunidade, mas pode haver uma terceira uma quarta, e há quem não tenha nenhuma, porque a morte é muito Romana, muito  “VENI VIDI VICI” (chegar, ver e vencer).
Na verdade, todos os dias, deixam o mundo dos vivos pessoas de todas as idades, para mim, e é apenas a minha opinião, a conversa da “segunda oportunidade” não me convence numa leitura ligeira. A chamada “segunda oportunidade “, só me convence num sentido, o do despreendimento da sovinice.
Ou seja, repensar as prioridades, ficar agarrado ao dinheiro…poupar, poupar, poupar (quando se pode, agora não é tempo disso), e não se vive…não se compra aquela roupa, aquele carro, aquele gadget da moda porque é supérfluo… e de impulso, porque há o mito recorrente de se dizer: “morreu de repente”, saímos de cena do palco da vida, e o dinheiro fica cá todo…todo… Ah! Mas podem dizer os mais cépticos que o carro, a grande casa, os gadgets… também cá ficam…sim claro, mas pelo menos, seja pelo tempo que for, “curtimos” os mesmo…
…a segunda oportunidade para mim só faz sentido porque se sente uma enorme felicidade em adquirir ou fazer coisas apenas e só PORQUE SIM, e porque temos a consciência de que não somos nada, e que o nosso contrato é por TEMPO DETERMINADO.

Não estou a fazer a apologia de queimar todo o “guito” que se têm, fica sempre bem uma reserva, mas não tem de ser, à escala, uma reserva federal… e viver vidas vazias… e a sonhar como ficaria bem aquela roupa, aquele carro, aquele desnecessário telemóvel, ou exibir o top dos laptop ou tablet….

Todos isto porque quis fazer uma singela homenagem ao actor Bruno Simões. Não porque seja noveleiro, até porque ele fazia muito e bom teatro, mas sim porque me cativo como estudante boémio de Coimbra numa das primeiras novelas de sucesso da TVI, filmada em Coimbra de nome, presumo, “Olhos de Água”, mas também porque com 41 anos, é-se uma criança ainda, e porque era um tipo divertido e porque espero que ele tenha “curtido” a vida, tem cara de que sim, mas nunca se sabe.
Porque nunca sabemos se temos a segunda ou terceira oportunidade, não digo para cometerem todas as loucuras, mas as que puderem…sim, façam-nas.
Como disse um outro actor Português, António Feio, que também já nos deixou: NÃO DEIXEM NADA POR FAZER, NEM NADA POR DIZER.
Ou então, tudo se resume a um “CARPE DIEM” (Aproveite o dia)!

Porque “MORS CERTUM EST” (a morte é certa)